• Compartilhar está na moda?

     

    Quando me mudei para Berlim, fui muito bem recebida pelos alemães. De fato, não tenho do que reclamar. Mas, como em toda cultura nova, existem vários aspectos que me causaram estranhamento. Um deles foi, paradoxalmente, o compartilhamento de roupas de crianças, brinquedos e livros. Na minha família, nós sempre emprestamos e “erdamos” uns dos outros: roupas de bebês, brinquedos e livros. Um dos meus grandes prazeres é emprestar. Assim tenho a impressão que o produto se “amortiza” mais rápidamente. Mas receber “coisas” de conhecidos, me deixou primeiramente com o “pé atrás”. Eu recebi e recebo roupas (ótimas e já que são de segunda mão, sem tóxicos), muitos livros e  alguns brinquedos. De pessoas como eu e você, vizinhos e conhecidos da escolinha das crianças. Não é por caridade, faz parte do jeito de ser das pessoas daqui.
    Talvez seja uma peculiaridade da região onde eu moro, região que fazia parte da DDR, a Alemanha socialista, antes da queda do muro. Não sei. Ou será que compartilhar virou moda?
    Me fazendo essa pergunta, fui pesquisar na internet e me deparei, para minha surpresa, com alguns projetos muito interessantes que tem o compartilhamento como filosofia:
    Foodsharing: http://www.foodsharing.de é uma plataforma na Internet, onde indivíduos, comerciantes e fabricantes podem oferecer ou coletar alimentos excedentes gratuitamente. Através do http://www.foodsharing.de você também pode providenciar igredientes para cozinhar por exemplo, ou remover o excesso de comida compartilhando com os outros ao invés de jogá-los fora.A idéia básica é que as pessoas compartilhem alimentos entre si, sem que flua dinheiro,  porque a partilha também tem uma dimensão ética. “Queremos que os alimentos voltem a ter um valor sentimental, porque eles são mais do que apenas mercadorias – essa é a idéia por trás do http://www.foodsharing.de.

    Carsharing – compartilhamento de carro

    O jornal “Handelsblatt” escreve na sua matéria sobre o compartilhamento de carros: Minha casa, meu carro, meu barco? Isso foi ontem. Hoje muitas pessoas compartilham seu carro, que tem custos altos de combustível e seguro, com outras pessoas. Isso é interessante, especialmente se você apenas ocasionalmente usa um carro.”
    Carsharing é o uso colaborativo de automóveis. Carsharing se difere em vários aspectos do aluguel de carros clássico. As estações de compartilhamento de carro são distribuídos na cidade perto das casas dos usuários privados por exemplo.  Você só precisa fazer uma vez um acordo/contrato com a firma que oferece o carsharing. Custa entre 20 e 40 euros. A partir de então, você sempre pode usar um carro livre de sua escolha, sem ter que depender do horário de expediente da firma e reservando o carro, a qualquer hora, por telefone ou internet. Você também pode usar um carro somente por poucas horas. Além desses custos você paga por hora ou por dia, mas no máximo 20 euros por dia.
    Cerca de 140 firmas oferecem o carsharing  na Alemanha, especialmente nas grandes cidades. A concorrência aumenta a cada dia. Que tal compartilhar um carro desses aí em cima? ;o))
    Outros

    Existem também vários sites mundo afora que oferecem o “couchsurfing”, onde você compartilha o seu sofá, recebendo visitantes de todo o mundo ou você “aluga” o sofá de alguém em alguma cidade distante. Ou a troca de casas: eu vou pra sua e você vem pra minha durante um determinado tempo. Tudo organizado através de firmas especializadas. Claro que não é de graça, mas o princípio é sempre o mesmo: compartilhar, economizar, viver uma nova experiência. 

    Eu ainda não testei nenhum desses serviços, mas se antes compartilhar já fazia parte da minha vida, hoje tornou-se um verdadeiro hobby! Nesse meio tempo, fazem cinco anos que moro aqui na Alemanha e eu também aprendi com meus vizinhos e conhecidos a compartilhar  não somente com os da família e não somente por caridade. Nós compartilhamos brinquedos em excesso, roupas das crianças lindas, mas já pequenas ou alimentos sobrando antes de ir para as férias. Depois disso não só a casa fica mais leve, mas a alma também. Experimente!

    Você já fez algumas experiência compartilhando comida, carro, seu sofá, sua casa? 
    Conta pra gente! Compartilhe a sua experiência conosco!

  • City bike – Qual comprar?

     

     

    Pedalando mundo afora
    City bike – Qual comprar?

    Eu estou naquele processo de escolha de uma bike. Há anos eu não pedalo, por questões de saúde, mas há duas semanas atrás recebei o sinal verde de que agora posso.

    A bicicleta sempre me fascinou, por ser um meio de transporte rápido e principalmente ser ecologicamente “limpa”. Mas que bike comprar?

    À procura de uma “magrela” para levar para casa, fui na maior loja de bicicletas de Berlim. Eu fiquei impressionada não somente com o tamanho do local, que tem 10 mil metros quadrados, mas também com a variedade de bicicletas (cerca de 30 mil!) e acessórios. Um lugar para se visitar, mesmo que seja somente por turismo. Encontrei bicicletas de todos os modelos, tamanhos e preços.

    Pedalando mundo afora

    E ví pela primeira vez uma que custa exatos 7759 Euros! Não é pra qualquer bolso.

     

    Pedalando mundo afora

    A minha última bicicleta foi comprada em um supermercado em Zurique e o objetivo era obter uma com cor razoável e preço mais baixo possível. Naquela época, com meu salário de vendedora, não dava mesmo para comprar coisa melhor. Mas o nosso relacionamentosempre foi problemático, por causa dos seus defeitos de fábrica. Hoje, estou à procura de uma “companheira” que me acompanhe por alguns anos sem me dar muitos problemas. E isso vai me custar alguns euros a mais.

    Por isso perguntei ao Erik Meier, da loja (gigante!) Zweirad Stadler, sobre alguns pontos importantes a se observar na comprar de uma city bike:

    “A bicicleta não é apenas uma forma de se fazer esportes. Para para muitas pessoas é até mesmo a substituição do carro. A seleção de diferentes modelos de bicicletas é quase tão grande quanto os diferentes interesses de seus proprietários. Não é tão fácil de descobrir qual a  bicicleta certa para você.”
     
    “A compra espontânea  de uma  bicicleta ‘de supermercado’ não é aconselhável. Má escolha, a falta de consultoria  e serviços são os fatores que fazem você ir provavelmente com  bicicleta errada para casa.”
     
    “A pergunta mais importante que você deve se fazer antes de ir para o revendedor, é: ‘Para que eu quero usar a bicicleta?’ As respostas possíveis são, por exemplo: para viagens de fim de semana,   para o deslocamento diário, para o exercício etc. Quanto mais freqüentemente você quiser usar o  volante e quanto mais você vai utilizá-lo na vida cotidiana, mais importante é prestar atenção à qualidade e componentes duráveis. Naturalmente, isto também aumenta o preço.”
    ” O test-drive é importantíssimo. É importante que o fornecedor lhe dê a capacidade para testar várias biciletas, antes da compra. . Uma pequena volta no quintal por 30 segundos não é suficiente. Na nossa loja em Berlim, temos um ‘parcour’, para que o cliente possa testar todas as bicicletas disponíveis na loja”.
     
    Pedalando mundo afora
    Aqui você pode testar TODAS as bicicletas.
    “Na minha opinião, não é necessário se comprar uma bicicleta para a cidade com 27 marchas. Compre uma com no máximo 14. As rodas também não precisam ser muito largas, para se andar na cidade. Dê preferência às rodas mais finas. Se você vai usar a bicicletas na vida cotidiana, eu sugiro à compra de uma iluminação à base de dínamo. O dínamo está sempre pronto, ao contrário da bateria.” 
     
     
     
    Pedalando mundo afora 
    “Pode não ser bonito, mas compre e use um capacete! Para crianças: imprescindível!”
     

     

    Essas são algumas dicas para se comprar uma bicicleta de cidade – city bike. Você tem outras dicas legais? Está feliz com a sua escolha? Escreva pra gente! Dicas boas são sempre bem-vindas :o)


    Beijos

    Claudia


    Pedalando mundo afora


    Pedalando mundo afora

     

    Pedalando mundo afora

     

    Pedalando mundo afora

     

    Pedalando mundo afora

     

    Pedalando mundo afora

     

    Pedalando mundo afora

     

    Pedalando mundo afora

    O endereço das lojas Zweirad Stadler com várias filiais na Alemanha, você encontra aqui: www.zweirad-stadler.com

     Fique por dentro!

    Você quer receber nossas atualizações? Assine nossa Newsletter e faça o download gratuito da nossa nova revista Brasileiros Mundo Afora. Não se preocupe: nós nunca vamos passar o seu e-mail para terceiros, nem vamos encher a sua caixa postal de propaganda. O nosso objetivo principal é compartilhar conteúdo excelente. Se você não gostar pode sair a hora que quiser. Mais Informações aqui: NEWSLETTER
  • Pedalando China afora – por Christine Marote

     

    Pedalando China afora

    Hoje convidamos a paulista Christine Marote para falar sobre o cilcismo na China, país que ela escolheu para viver. 

    Uma pequena introdução sobre Bicicletas (e afins) na China! Por Christine Marote

    Pode-se dizer que o transporte oficial na China é a bicicleta e seus derivados: bicicletas elétricas e scooters elétricas – as que são movidas a gasolina precisam de habilitação, por isso são em menor número.
    Pedalando China afora
    A probabilidade de você ser atropelado por um desses veículos é infinitamente maior do que pelos carros. Se bem que o trânsito aqui também merece um post exclusivo. O pior que quando a gente conta, é difícil das pessoas entenderem o tamanho do caos. Caos para nós, diga-se de passagem, porque para eles é algo completamente integrado ao ambiente e à rotina diária.
    Bom, mas vamos às bicicletas: essa foto é de um estacionamento de bicicletas em Beijing. Pois é. Existem milhões desses e bilhões de veículos de duas rodas também. As ciclovias existem, mas como as scooters vão tomando conta, já que são maiores e mais potentes, as bicicletas mudaram para as calçadas. E não adianta reclamar. Você está calmamente andando pelo lugar que em qualquer parte do mundo é reduto exclusivo de pedestres, aí ouve uma buzina estridente e contínua e alguém gritando algo impossível de decifrar e balançando os braços e passando por cima, se você não for bem ágil. E se pensa que algum pedestre reclama, está completamente enganado! A vantagem é que nessas horas podemos xingar falar mal também, porque eles não entendem. Pode-se dizer que vira uma discussão de igual para igual
    Pedalando China afora
    Outra peculiaridade é que podemos comprar as bicicletas no supermercado (até aí normal) e as scooters também! E mais uma: tem algumas que custam muito mais baratas que as bicicletas. De todas as cores, marcas e tamanhos. Já pensou ir ao supermercado e passar com uma scooter no caixa?
    Pedalando China afora
    Os acessórios são um capítulo à parte. As chinesas não tomam sol “nem que a vaca tussa e fale alemão” (essa é velha, hein). Então elas se munem de viseiras com abas que cobrem até o pescoço, imitando uma máscara de solda e no verão usam umas capinhas brancas que cobrem os braços e o colo. Bom, nem preciso dizer o quanto é hilário.
    Nos dias de chuva, a bicicleta não tem descanso, eles usam umas capas, com capuz e aba, e ela cobre TODO o veiculo. Sem falar que há os espaços para encaixar o retrovisor e uma parte de plástico transparente para o farol. Agora, capacete, sinal luminoso para noite e outros equipamentos de segurança passam longe das mãos dos ciclistas chineses. Nem os das bicicletas elétricas usam esse tipo de coisa (!!).
    Pedalando China afora
    Outro detalhe que não pode ficar de fora: esse veículo é o meio de transporte da família. Assim, é comum ver quatro, até cinco pessoas numa mesma scooter. Já sei… você está falando que é impossível, que os ares chineses estão queimando meus neurônios. Nada disso. É a pura e cruel realidade. Bebês carregados em cestas no meio das pernas do condutor é coisa básica. Capacete e/ou outra proteção? Esquece. Aqui eles seguem à risca o ditado que diz que “desgraça, só na casa do vizinho” e naquele bem distante, diga-se de passagem.
    Pedalando China afora
    Ah, para finalizar: a bicicleta também é usada como caminhão de mudança ou transporte barato de carga! Duvida? Vem aqui para ver!

     

    Quem é Christine

    Christine é paulista de Santos, com formação em Educação. Apesar de ter atuado como professora no inicio da carreira, logo passou a ocupar cargos administrativos e desenvolver sua grande paixão que é lidar com pessoas, até sua mudança para China . Depois de quatro anos na “ponte-área” São Paulo – China, mudou definitivamente para Shanghai em Janeiro de 2009. Desde então trabalha como voluntária na BaobeiFundation. Descobriu que é apaixonada por escrever, e além de relatar um pouco da sua experiência de nove anos na China no blog China Na Minha Vida, colabora com a página em português da Revista Hola China e escreve mensalmente para o blog Brasileiras Pelo Mundo. Terminou em 2013 o MBA-China Business andCulture, na JiaotongUniversity em Shanghai.

  • Pedalando mar afora – Mariane Padilha

     

    Nós recebemos muitas histórias legais sobre pedaladas mundo afora. Hoje queremos apresentar para vocês a Mariane Padilha. A primeira garçonete de bar de um cruzeiro que conhecemos! A palavra é sua Mariane:

    Olá, gostaria de compartilhar minha história de pedaladas mundo afora com vocês.

    Eu sou a Mariane, tenho 26 anos, sou tripulante de navio, e tenho deixado muitas pedaladas mundo afora. Trabalho há dois anos, como garçonete de bar, em um navio de cruzeiros de médio porte. Como parte da rota aqui na America do sul, temos durante quase cinco meses, o litoral sudeste e sul do Brasil, o litoral Uruguaio e Argentino. Já na rota européia, seguimos contornando pelo leste e norte do continente europeu, passando por Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Holanda, até chegarmos em Malmo na Suécia. Lá damos início aos cruzeiros do mar Báltico, passando por  Warnemünde na Alemanha, Estocolmo e Helsinki na Finlândia até Tallin e San Petersburgo. Terminada duas semanas por essa rota, seguimos em direção aos Fiordes na Noruega, que percorremos durante quinze dias do sul ao norte, passando por Stavanger, Bergen, Skjolden, Geringer, Flaam, Alessund e Trondheim.

    Durante quase toda essa temporada que seguimos pela europa, intercalamos duas semanas de cruzeiros pelo mar Baltico, e duas semanas pelos Fiordes do Norte. Tanto no  Brasil, como na Europa, fazemos rotas fantásticas!

    Aí vocês me perguntam, onde entram as pedaladas?
    Em nossa companhia, temos o privilégio de podermos contar, embora pouco modernas, com um número de bicicletas a bordo para uso da tripulação. Tripulante nunca tem muito tempo de folga quando o navio está atracado em algum porto. Cada segundo é precioso, nada de esperar taxis, onibus, caronas etc. Por isso fazemos muito uso das bikes, criamos esse hábito saudável meio forçados.

     

    Por ser um número pequeno de bikes disponíveis para a quantidade de tripulantes, a disputa por conseguir uma é muito grande. Mesmo quando não conseguimos as do navio, temos a chance de alugar nos portos por preços bem acessíveis. Como no Uruguai por 10 dólares.
    Com isso podemos conhecer até outro lugares incomus, temos mais liberdade, desfrutamos mais dos momentos de folga, e ainda curtimos uma trip diferente. E nessa onda da bike, pra mim, o melhor foi quando chegamos em Amsterdam, na Holanda.

    Na verdade o navio atraca na cidade de Ijmudem, e de la seguimos de carro, por cerca de meia hora, até Amsterdam. Ai eu te pergunto – Como conhecer Amsterdam, se não de bike?

    Os europeus tem esse habito muito maior que nós brasileiros de andar de bicicleta. Principalmente lá na Holanda, onde uma grande parte da polulação utiliza a bike como meio de transporte.
    Foi o que eu e minha amiga Alessandra fizemos: Alugamos uma bike cada uma, na MacBike (eles tem vários pontos de locação espalhados na city, é bem fácil de alugar e o pessoal é mega atencioso). Pegamos um mapa, a nossa cara de pau e coragem e seguimos Amsterdam afora. Passamos por lugares mais conhecidos, outros nem tanto assim, mas fizemos em um dia, a nossa trip por Amsterdam.
    Ainda para fechar com chave de ouro, descobrimos uma cervejaria local, a Brouwerij’t IJ, provamos o chopp, que por sinal era maravilhoso e vale super a pena ir até lá conferir. Depois voltamos para o nosso lar doce lar flutuante. E assim sigo pedalando mundo afora!!!

    Um beijo,

    Mariane Padilha
    Piracicaba-SP
  • Pedalando mundo afora  | Álbum coletivo

     

    Nós pedimos aos nossos leitores e amigos que mandassem fotos, relatos e dicas sobre suas bikes ou sobre ciclismo nas suas cidades. Recebemos lindas fotos para o nosso álbum coletivo! Obrigada a todos!
    No decorrer das próximas semanas, vocês vão poder ler nesta sessão Pedalando mundo afora  sobre as experiências de brasileiros e estrangeiros que praticam de uma forma ou de outra o ciclismo. Aprecie!
     
    Fotos de Guilherme Tetamanti, respectivamente na Austrália e Àsia www.viajandocomeles.com.br
    Foto: arquivo pessoal de Ana Dantas na Alemanha  |  anapaulaner.wordpress.com
     Foto: arquivo pessoal de Mirella (Mia) Matthiesen na China |  www.mikix.com

    “Quando se fala em Xian, logo se pensa nos imortais Guerreiros de Terracota, uma das descobertas arqueológicas mais fascinantes das últimas décadas. Mas muito se engana, quem pensa que Xian só tem isso para fazer: Na verdade, um dos passeios mais bacanas que fizemos durante nossa segunda viagem a China, foi pedalar pela muralha de Xian. A muralha de Xian, construída durante a Dinastia Tang (618-907 DC) não é apenas a muralha mais completa ainda existe na China, como também é um dos maiores e mais completos sistemas militares de defeso do mundo antigo! Mais dicas desse passeio aqui: Xian” 

    Fotos de Sandra Kautto, Finlândia  |  sandrakautto.blogspot.fi
    Fotos: arquivo pessoal de Ana Elisa, Dinamarca  | planningmytravels.com
    Fotos: arquivo pessoal de Ana Gaspar na Alemanha   |  www.ananaalemanha.blogspot.de
    Fotos: arquivo pessoal de Dani Furlan em Roma, Itália  |  dicasdomundo.com.br

    Foto de Jens Eisermann: Carlos e Anja em Amsterdam 2012 durante o  “I am Forrozeiro Festival”

    Carla Caldas passeando de Bike em Berlim –  Longe e Perto em Berlim
    Fotos: arquivo pessoal do fotógrafo Arlen Keuffer, Belém-PA   |  www.arlenkeuffer.com.br
    Foto: arquivo pessoal de Karin Lanz, Zurique-Suiça
    Fotos. arquivo pessoal de Lorena Bärenschneider, Alemanha
    Foto de Paola, feita durante o Carnaval das Culturas em Berlim
     Foto: arquivo pessoal de Natália Itabayana   |   www.destinoprovence.com
     “Pedalando aqui em Aix-en-Provence, no Parc de la Torse, com nossa cachorrinha Luna, que nos acompanha em muitos passeios!”
     Foto: arquivo pessoal de Jonas em Itupiranga
      Foto: arquivo pessoal de Mariane Padilha em Amsterdam
      Foto: arquivo pessoal de Olivia omundopelaboca.blogspot.de
     Foto de Marianna Pereira Alves Vukitsevits

    “Esse é o meu Benjamin, que aprendeu a andar de bicicleta com quase três aninhos e considera essa a sua grande paixão! Nessa foto ele esta se divertindo na “8° maravilha do mundo”: Insel Mainau.”

     Foto: Camila Rocha Torres em Washington DC   |  Roteiro de Bike por Washington DC
    Fotos:  Claudia Bömmels,  Frauenfeld-Suiça

    Foto: arquivo pessoal de Jr. Caimi   | www.tiptrip.com.br

     Fotos: Claudia Bömmels, Berlim
    Foto: Ralf Bömmels, Dinamarca

    Foto: Camila Furtado    |   tudosobreminhamae.com

    Foto: arquivo pessoal de Andreia em Londres

    Adorei a proposta do trabalho de vocês e quero participar também com minha foto que foi tirada na cidade do meu coração, Londres, em um lugar muito legal, Madame Tussauds.”

    Foto: arquivo pessoal de Tânia Barros,  Lago Ritom, Suiça

    “Eu sou a Tânia Barros Cavadini, escritora e docente. Segue a foto que prometi para o seu site que adoro.
    Nas margens do Lago Ritom, o segundo maior lago dos Alpes, Ticino, Suíça, tirada em junho de 2013.”

    Fotos: arquivo pessoal  de Dani Bispo, pedalando mundo afora www.comerecocaresocomecar.com.br

     

     

     

    “Sou apaixonada por bicicleta. Acho que durante as viagens é uma ótima forma de conhecer a cidade por cima (diferente do metrô onde você fica confinada em baixo da terra). É também uma excelente maneira de  queimar as calorias adquiridas nas comilanças.”

     

     

     

     

     

     

     

    Fotos: arquivo pessoal  de Joice, pedalando em Florença

     

     

     

     

     

    Fotos:  Kellen Venske

     

    Fotos:  arquivo pessoal de Keila Guntersweiler, Alter-do-Chão

    Foto: arquivo pessoal de Cristina Rosa no Parc da Ciutadella em Barcelona  | www.soldebarcelona.es

    Pedalando com a charmosa colunista brasileira Roberta Gerace Gazzolla, correspondente do site Fashion Bubbles direto de Berlim. Muitas fotos de bikes da cidade e o artigo publicado por ela, você pode ver clicando aqui: Moda é atitude, vá de bike.

     

  • Terceira idade – Claudia Bömmels

    Terceira idade é a coluna da Brasileiros Mundo Afora que retrata a vida de pessoas criativas, interessante e ativas que estão na melhor idade. Eu mesma cresci vendo minhas avós, tanto a suiça como a brasileira, trabalhando, viajando, estudando. Elas nunca fizeram da sua idade um grande tema. Idade sempre foi um mero detalhe nas suas  delas. A minha avó suiça faleceu quase aos 91 anos de idade. A brasileira está ainda “inteirona”, fazendo o que ela mais ama: criando vestidos maravilhosos. Feliz de quem tem avós assim!

    Você tem uma vovó ou vovô com um talento especial? Que fez uma viagem legal ou tem dicas imperdíveis? Então não deixe de participar da nossa coluna “Terceira Idade”. Participe escrevendo pra gente!

    https://brasileiros-mundo-afora.com/p/participe.html

    Fique ligado, sempre tem novidade por aqui!

    90 anos não é nada! Idade é um mero detalhe

    Viajar não tem idade!

     

    15 Mil porquinhos rosa mundo afora 

  • 15 Mil porquinhos rosa mundo afora – Claudia Bömmels
    Ele é pequeno, rosa, de lã e muito bem viajado: o Häkelschwein – Porquinho de crochê.

    Alguns dizem que o Twitter tenha sido inventado apenas para o porquinho rosa. Outros dizem que sem o porco, o Tweeter não faz sentido algum. Uma coisa é certa: em 2006, quando o Twitter foi lançado, o porquinho já existia há muito tempo. Mas famoso mesmo ele ficou através de seus tweets, vindos nesse meio tempo do mundo inteiro.

    O bichinho tem 7 x 4 centímetros de altura e é um personagem fictício na Internet. Por trás disso, não existe nenhuma empresa de brinquedos, nem editora, nem estúdio. Apenas Michael Budde de Göttingen na Alemanha e sua avó Frieda, uma mulher de 98 anos de idade.

    O culto se originou de um acidente: Um dia, há onze anos atrás, o neto trouxe um porco de crochê de um bazar. Sua avó gostou do animal, mas achou que poderia ser feito melhor. Então ela pegou a lã e fez um bichinho novo “com belas proporções”, como seu neto conta e o presenteou. O resto é história!
    Nesse meio tempo, 15 mil porquinhos já foram vendidos, todos feitos pela vovó Frieda. Uma vez com o bichinho em mãos, os proprietários o levam para restaurante, viagens, tiram fotos dele para logo depois posta-las no Tweeter.  As fotos mostram o porco sentado na Grande Muralha ou visitando as Cataratas do Iguaçu.
    Eu tenho grande admiração por pessoas criativas e ainda mais por pessoas da terceira idade como Frieda, para quem a idade é somente um mero detalhe!
    Fotos: Christine und Rainer, publicadas no site haekelschwein.de/fotos.htm

    Brasileiros Mundo Afora

     

  • Cozinhando com pimpolhos

    Oi, eu sou a Gê Eggmann e aqui você vai encontrar as minhas receitas preferidas para se fazer junto com as crianças.  Eu sou brasileira, casada, mãe de dois filhos e esperando um terceiro e moro em Basel, na Suíça. Nas horas vagas (quem é mãe sabe que nunca são tão vagas assim) adoro experimentar receitas novas na cozinha, tentando resgatar minhas raízes e também assimilar as novas daqui da Suíça.

  • Do lado de cá
     
    Do lado de cá
    Vanessa Bueno é jornalista e expatriada. Mora na Alemanha há um ano e escreve sobre a vida Do lado de cá, ou seja, de fora do Brasil. A ideia é gerar debates sobre as diversas situações que permeiam a vida de brasileiros mundo afora. Falaremos por aqui, por exemplo, de trabalho no exterior, dificuldades com a língua, diferenças à mesa, criação dos filhos, e tudo o mais que surgir, sempre com a participação especial de nossos leitores.

    Todos os posts Do lado de cá

  • Cadeados do amor mundo afora
    Cadeados do amor
     Texto: Claudia Bömmels   |   Fotos: Arquivo pessoal & Wikipedia

    Cada vez mais apaixonados mundo afora aderem à romântica tradição dos cadeados do amor. Um costume cuja origem exata não está muito clara, mas, provavelmente, os primeiros Lucchetti d´amore (cadeados do amor)  surgiram na Itália.

    Cadeados do amor
    Cena do filme Ho Voglia di te.
    Acredita-se que os graduados da Academia Médica San Giorgio foram os primeiros a iniciar essa tradição em Florença, quando, após a formatura, colocavam os cadeados em uma grade na Ponte Vecchio.  Na Europa, os cadeados do amor ficaram mais conhecidos após o filme Ho Voglia di te (Eu quero você), de Federico Moccia, onde os dois protagonistas juram amor eterno, colocam um cadeado na ponte e jogam a chave no rio Tibre.
    Atualmente, em várias cidades na Europa, casais vindos do mundo inteiro trazem os cadeados com seus nomes já gravados ou compram no comércio  local. Como no filme, eles são então trancados em uma ponte e as chaves são lançadas no rio com as palavras per sempre (para sempre), simbolizando assim a imortalidade desse amor.
    Cadeados do amor
    Hohenzollern em Köln/Colônia, Alemanha
    A ponte Hohenzollern Bridge em Köln (Colônia) é o lugar mais famoso da Alemanha para fazer-se juras de amor e estima-se que lá existam mais de 40 mil cadeados pendurados. Tudo muito romântico, mas, como em toda história, essa também tem dois lados.

    Os efeitos e danos provenientes do colocamento dos cadeados nas pontes são discutidos controversamente em várias cidades.

    Em Roma, por exemplo,  o prefeito proibiu a prática em 2007, mas logo em seguida a Câmara Municipal de Roma instalou correntes em locais alternativos para que as pessoas pudessem continuar colocando seus cadeados. Em 2012, no entanto, eles foram removidos e serão provavelmente expostos em um museu.

    Ponte Milvio em Roma.
    Berlim, Alemanha

    Em muitas outras  cidades existem proibições. Em Veneza e Berlim é estritamente proibida a colocação de cadeados nas pontes. Em particular, na Ponte de Rialto, em Veneza, os cadeados são sistematicamente removidos e infratores estão sujeitos a uma multa de até 3 mil Euros.

    Em Berlim, a multa pode custar até 35 euros. Em Florença, na Ponte Vecchio, a colocação de cadeados é proibida, mas ainda há quem se arrisque a pagar uma multa de 50 euros.

    Em Paris, na Ponte das Artes, desapareceram perto de 2 mil cadeados. A remoção criou polêmica e a Câmara Municipal da cidade negou tê-los removido, atribuindo a culpa aos ladrões de metal.

    A razão da proibição é compreensível: os cadeados do amor enfeiam as pontes e também as danificam, já que oxidam e, em grande quantidade, pesam muito.  Enquanto uns se opõem, outros aproveitam a moda do turismo do cadeado como em Köln (Colônia). Muitos turistas voltam à cidade para verificar se seu cadeado ainda está no mesmo lugar.
    Paris, França.

    Em Verona, na Itália, encontrou-se uma ótima solução para o problema: na Casa da Julieta, um mural foi feito especialmente para que as provas de amor eterno tivessem um lugar próprio.

    Em Recife, era possível prender o cadeado no gradil da Rua da Aurora, mas infelizmente este foi roubado pela segunda vez. O idealizador do Projeto, Diego Lima, se diz resignado e provavelmente não irá retomá- lo uma terceira vez. A ideia dos Cadeados da Aurora, como ficaram conhecidos, seguia uma linha sustentável: As chaves não eram jogadas no rio, mas sim recolhidas para no futuro serem colocadas em uma obra de arte. O objetivo era deixá-las expostas em um centro cultural de Recife. Uma ótima ideia, já que os brasileiros são conhecidos mundo afora como um povo caloroso e apaixonado.

    Ponte Rio Paraná – OlicioPelosi

    No Brasil, ainda ouve-se pouco sobre os cadeados do amor. Imagina se a moda dos cadeados do amor pega de verdade. Será que as pontes brasileiras aguentariam o peso de tanta paixão?!?

    Cadeados do amor mundo afora

    Casa da Julieta em Verona
    “Mural” para os cadeados do amor na Casa da Julieta em Verona. Solução criativa e ecológica!
    Cadeados do amor em Malta
    Em Malta moda está chegando aos poucos. Clique de Dani Cassar no The Point Shopping Mall em Sliema.
    Ponte Luzhkov Rússia
    Em Moscou, Rússia, há árvores de ferro na ponte Luzhkov destinadas à colocação de cadeados.
    Cadeados do amor na Seoul Tower
    Cadeados do amor na Seoul Tower.
    Cadeados do amor em Huangshan, China. Wikipedia
    Lubiana, Slovênia: Ponte Milgio. Clique de Luigi Torreggiani.
    Em Ljubljana, Slovênia, Clique de Tiia Monto.
    Helsinki, Finlândia. Clique  de Roger de Castro.

     

     

     Fique por dentro!

    Você quer receber nossas atualizações? Assine nossa Newsletter e faça o download gratuito da nossa nova revista Brasileiros Mundo Afora. Não se preocupe: nós nunca vamos passar o seu e-mail para terceiros, nem vamos encher a sua caixa postal de propaganda. O nosso objetivo principal é compartilhar conteúdo excelente. Se você não gostar pode sair a hora que quiser. Mais Informações aqui: NEWSLETTER