• Fotógrafo Mirim

    A bióloga Cristina Francisco mora na Alemanha e há quase 18 anos fora do Brasil. Formada em biologia, optou pela profissão de Tagesmutter, atividade qualificada na Alemanha voltada aos cuidados de crianças pequenas. Em entrevista ela nos fala da sua experiência profissional no país. Para ler a entrevista completa basta seguir o link: Uma bióloga brincando na Alemanha

    Hoje ela nos apresenta as fotos de uma criança de cinco anos que ela cuida, o Konrad. E conta “Hoje fizemos algo diferente. Ele quis fotografar com a minha câmera. (e a louca aqui deixou). Foi super divertido tirar as fotos das flores, quando ele teve que deitar-se no chão. Mas isso foi ótimo para estabilizar a câmera, que para ele é bem pesada. Depois que eu vi as fotos que ele tirou, falei que ele era um artista. Ficou todo feliz. Perguntou se poderia ser fotógrafo e pesquisador e se para exercer essas profissões ele teria que ter uma câmara assim. Eu disse que achava que sim. Então ele me ofereceu suas economias todas para comprar a minha câmera. Imagina! Expliquei para ele que era melhor ele comprar primeiro uma compacta. Deu certo! Ele aceitou e comprou a minha câmera compacta com todo o seu dinheiro: 8,51 Euros. Acho que ele vai ficar feliz com o sucesso de ter suas fotos publicadas aqui na Brasileiros Mundo Afora.”

    O prazer é todo nosso!

    Verde e amarelo
    Verde e amarelo
    Verde e amarelo
    Verde e amarelo
    Verde e amarelo
    Verde e amarelo

    É proibida a reprodução de qualquer conteúdo sem autorização por escrito da fotógrafo.

     

  • Uma bióloga brincando na Alemanha – Cristina Franciso


    Cristina Francisco mora há quase 18 anos fora do Brasil. Formada em biologia, optou pela profissão de Tagesmutter, atividade qualificada na Alemanha voltada aos cuidados de crianças pequenas.

     

    Quando eu cheguei aqui na Alemanha, não foi possível ingressar no mercado de trabalho como bióloga. Há 18 anos atrás a situação para profissionais estrangeiros era bem diferente da atual. O meu diploma não foi reconhecido, mesmo com anos de experiência e trabalhos publicados em revistas científicas reconhecidas. Eu tive então que frequentar a universidade e fazer um novo diploma chamado Diplom-Biologin/Hauptfach Naturschutz.
    No Brasil eu havia trabalhado em consultoria ambiental. Participei da avaliação de impacto ambiental de grandes projetos como as hidrelétricas de Samuel, Manso e Corumbá II, projetos de irrigação e estradas. Foi em uma época em que o Brasil estava mudando politicamente e estes grandes projetos eram financiados por instituições internacionais. Além disso, o Banco Mundial estava recebendo muitas críticas por financiar a destruição ambiental na sua ajuda ao desenvolvimento. Sem financiamento, os grandes projetos pararam e as equipes de meio ambiente das consultoras foram desfeitas.
    Na época a minha irmã, que veio para Hamburgo como Au-pair, casou-se e ficou na Alemanha. Ela estava esperando o segundo filho e sugeriu que eu viesse para ajudar e aprender a língua. Quando eu cheguei não falava alemão, então as opções de trabalho não eram muitas. Como eu tenho muito jeito com criança, comecei cuidando do meu afilhado e a partir daí surgiram outras famílias, onde eu fazia babysitting.
    Enquanto eu frequentava a universidade, os trabalhos que eu fazia sempre tiveram a ver com crianças. Quando me graduei, procurei um emprego como bióloga durante um ano, sem sucesso. Por outro lado, eu recebia cada vez melhores propostas para cuidar das crianças, realmente empregada e com uma remuneração até melhor do que nas ofertas na área de biologia.  Resolvi então desistir da profissão de bióloga para abraçar a atividade de  Tagesmutter*.
    Depois de algum tempo já trabalhando, fiz a qualificação para Tagesmutter em 2007, que é oferecida pelo BASFI – Behörde für Arbeit, Soziales, Familie und Integration, uma secretaria ligada à assuntos sociais, inclusive os da família. Também foi necessário concluir o curso de primeiro socorros para crianças. Além disso, preciso cursar 18 horas de atualização a cada dois anos.  Eu trabalho com crianças de todas as idades, mas tenho especilização para trabalhar com pequenos de até três anos. Eu gosto muito e é bem divertido. Cada dia tem uma coisa nova e posso usar a minha criatividade. O trabalho gira em torno das necessidades e dos interesses das crianças. Basicamente passo o dia brincando.
    Que conselho você daria para quem está se mudando para o exterior?
    Se você vier para a Alemanha, o fundamental é falar bem o idioma e verificar quais são as exigências em termos de certificados. Aqui realmente o que conta é o papel.

    Mais Informações sobre a profissão de Tagesmutter aqui: Wie werde ich Tagesmutter

    Brasileiros Mundo Afora  

     

  • 1000 dias por toda a América – Ana Biselli e Rodrigo Junqueira
    Ana Biselli é publicitária, Rodrigo Junqueira é economista. Juntos embarcaram na grande e inesquecível aventura de viajar durante mil dias pela América, explorando o continente de norte a sul, de leste a oeste. Além da paixão por viagens, o casal divide o prazer de compartilhar suas aventuras no site 1000dias.com.

    Os mil dias estão chegando ao fim” e Ana e Rodrigo escreveram sobre no seu site no facebook:

    “Frio na barriga! Assim começa nossa última semana desses 1000dias de quase 1500, dessa longa viagem pelas Américas, do Alaska à Patagônia, da Islândia ao Havaí. Tão longe estivemos de casa e agora está logo ali. Um ciclo se fecha, um futuro desconhecido se abre. Para onde vamos? Frio na barriga… Mas, enquanto o futuro não chega, vamos tratar de aproveitar a semana que começa. Uma semana infinita enquanto dure, que vai terminar no lugar mais especial na nossa história, onde nos conhecemos, nos casamos, idealizamos esses 1000dias e nos lançamos ao mar. Para nós, a América começa e acaba na Ilha do Mel. Uma feliz semana para todos os amigos, a primeira do resto das nossas vidas! Por isso, o frio na barriga!”
    Nós tivemos o prazer de entrevista-los ano passado quando nos contaram sobre essa viagem incrível de 1000 e tantos dias!
     

    A ideia de fazer a viagem surgiu de um sonho que Ana e Rodrigo já alimentavam há tempos: conhecer cada lugar, cada canto da Terra.

    Antes de se conhecerem haviam viajado para diferentes lugares. Rodrigo já somava 40 países e Ana 21. Porém, foi em uma madrugada estressante, em Porto Alegre, que Ana ligou para o Rodrigo em Curitiba e disse: “Basta! Vamos tirar umas férias, pegar o carro e viajar!”  E as férias tornaram-se uma viagem de carro por todo o Brasil. Estava criado o embrião do projeto 1000 dias. Durante quase dois anos, o plano foi ampliado para uma viagem pela América e mil dias lhes pareceu um número bem redondo.

    O trocado para bancar a viagem
    Ana e Rodrigo financiaram a viagem com as suas próprias economias. Deixaram, por exemplo, de comprar o tão sonhado apartamento para realizar essa aventura.

    Muitos nos perguntam se somos ricos ou se ganhamos na mega-sena e a resposta é outra pergunta: qual é a sua prioridade? Você tem uma casa ou um carro? Venda e vá viajar, se esse é o seu sonho., diz Ana.

    Durante o planejamento do 1000 dias, encontraram alguns parceiros que os acompanharam neste projeto, apoiando com equipamentos e divulgação.

    A viagem deveria durar exatos mil dias. De 28 de março de 2010 a 12 de dezembro de 2012, o dia do fim do mundo, segundo o calendário Maya. Ana comenta: “Se o mundo acabasse mesmo, teríamos passado os melhores mil dias do final de nossas vidas e sem precisar pagar as contas do cartão de crédito. O mundo não acabou e a viagem também não. Hoje já passamos dos planejados mil dias. No caminho, aprendemos com outros viajantes que uma viagem destas deve ter uma data de início, mas não de fim e que o principal é podermos nos adaptar e aproveitar as oportunidades que temos. Hoje a previsão de término é o início de 2014, afinal dinheiro ainda não cresce em árvore e outras grandes aventuras nos aguardam.”

    Planejamento de viagem
    Ana conta que o planejamento da viagem deu-lhes um caminho macro, como por  exemplo, os países por onde passaríam e o tempo médio em cada um deles. Porém, o roteiro detalhado, é totalmente espontâneo. Alguns locais eles já sabem de antemão que querem conhecer, mas completa dizendo que também descobriram muitos lugares lindos e que nem imaginavam existir, seguindo dicas de amigos que fizeram durante a viagem.


    Não existe viagem sem “perrengues”

    A maior dificuldade da viagem que os dois enfrentatam foi o trecho de 200 km entre Alto Parnaíba, no sul do Maranhão, e a cidade de São Félix do Jalapão, em que a estrada aparecia nos mapas, GPS e até nas informações cedidas pelos moradores da região, mas desaparecia em meio ao deserto, chapadas e cerrado.Ana e Rodrigo estavam preparados para fazer o percurso em oito horas. Sem água e sem comida, levaram dois dias inteiros para conseguir cruzar de uma cidade à outra. Apesar das dificuldades, a publicitária comenta a experiência com animação:

    “A maravilha é que descobrimos pessoas muito boas nesse caminho. Gente simples, que não mediu esforços para dividir conosco seu prato de arroz com abóbora e um teto de palha para dormirmos. Foi uma noite inesquecível de muito aprendizado e risadas sob a luz de velas e com uma boa cachaça.”

    Como fazer malas para uma viagem de mais de mil dias
    “Com um carro para carregar tudo (ou quase tudo) o que você quer, eu diria que fazer malas não foi um dos grandes conhecimentos que ganhamos nestes mil dias! Em tanto tempo de viagem, tivemos que estar preparados para todos os tipos de clima: frio, calor, praia, montanha, neve e chuva. Basicamente o que fizemos foi ter uma mala de inverno e uma mala de verão, que mesclamos conforme mudamos de estação”, diz Ana.

    Com o tempo, os dois ficaram craques em minimizar a parte mais chata de uma viagem: fazer e desfazer malas. Eles mantêm sempre uma mochila com o básico pronto: necessaire, roupas íntimas e uma camiseta limpa. Se ficam apenas um dia em um lugar, utilizam somente a mochila.

    Preferem mala ou mochilão?
    Ana responde sem hesitar: “O nosso primeiro ano foi com um mochilão até que cansei de fazer e desfazer o tempo todo, já que para tirar uma camiseta eu tinha que desmontar toda a estrutura da mochila. Assim, decidimos por mala para o dia a dia no carro e mochilão para visitar as ilhas no Caribe, por exemplo, e qualquer trekking de montanha.”
     

    O indispensável para se levar do Brasil
    “Acho que o jeitinho brasileiro não pode faltar”, comenta Ana, e completa: “Não para levar vantagem, mas para se adaptar aos imprevistos que aparecerem. Nada, mas nada, pode te desanimar e fazer querer desistir do seu sonho. Estar aberto a novas soluções o tempo todo trará uma perspectiva diferente de vida e uma nova experiência de viagem.”

    Segundo ela, é indispensável levar alguns pares de havaianas, pois as sandálias são muito caras no exterior e, podem soltar as tirar com o tempo.

    Hospedagem: o simples nem sempre é a pior opção
    “Já dormimos no carro, campings, redes penduradas nos barcos amazônicos e onde mais você imaginar! A pior hospedagem que tivemos foi em uma cidade nas Reentrâncias Maranhenses, na noite em que aguardávamos carona no barco dos pescadores para a Ilha de Lençóis. Tudo era muito sujo, muito mofado, mas era a única da cidade. Quando chegamos na ilha, ficamos na casa de uma família que é toda feita de palha, paredes, teto e janelas, chão de areia, perfeito para a ilha, fresco e o melhor de tudo, limpíssimo! Moral da história, o simples nem sempre é a pior opção.”

    Encontrando famosos
    No Deserto do Atacama, Ana e Rodrigo encontraram Glória Maria gravando um Globo Repórter, o primeiro desde que ela assumiu o lugar de Sérgio Chapelin. “Simpaticíssima, ficou muito curiosa com a nossa viagem e fez questão de nos incluir na matéria. Tivemos nossos 30 segundos de fama.”, brinca Ana. Em Memphis, Estados Unidos, na fila para visitar a Mansão de Elvis Presley, encontraram o ator Ethan Hawke e sua filha com a atriz Uma Thurman, mas preferiram não incomodar o artista.

     

    Chorar é inevitável
    Ana conta que eles choraram de emoção em várias situações, como quando chegaram ao cúme de uma montanha acima dos 5.800 metros pela primeira vez, quando fizeram carinho em uma baleia cinza na Baía Califórnia, ou quando nadaram ao lado de um tubarão-baleia em Galápagos. Entre as lembranças mais marcantes, estão outras duas situaçães: uma delas foi quando sobrevoaram a Groelândia. As imagem que eles tinham do Ártico finalmente se tornaram realidade.

    “Um continente gelado com  desertos de gelo e icebergs maravilhosos e que sabemos que com o tempo irá desaparecer. As lágrimas foram instantâneas e naturais. Demorei um tempo para entender porque estava chorando. Logo toda aquela beleza não estará mais alí. Isso é muito triste.”

    Para completar, diz: “Outro momento em que chorei de desespero, foi quando a minha sobrinha nasceu. Era um misto de emoção, alegria e tristeza por não estar lá! A minha primeira sobrinha, a primeira neta dos meus pais, filha da minha irmã caçula. Já havíamos planejado estar em Curitiba para este momento, mas a pequena Luiza resolveu se adiantar, justamente quando estávamos dois dias sem comunicação. A parte mais difícil em uma viagem como esta é estar longe das pessoas que amamos, o resto tiramos de letra.”

    Planos para depois da viagem
    Depois de viajar por mais de mil dias por todos os países da América, Ana e Rodrigo querem, segundo eles, começar  uma das aventuras mais incríveis de suas vidas: ter filhos. Eles planejam voltar a trabalhar nas suas respectivas profissões e paralelamente dar continuidade ao projeto 1000 dias. Também pretendem escrever um livro, algum dia, para compartilhar o grande acervo de conhecimentos adquiridos nesses anos de viagem.

    “Nós sentimos a necessidade de vivenciar o mundo lá fora para assim aprender a valorizar ainda mais os pequenos momentos do dia a dia. Voltaremos à nossa rotina, mas, aos poucos, buscaremos estrutura para voltar para a estrada, porque também não somos de ferro.” 
    Temos certeza de que essa não será a última viagem do casal.


    Acompanhe Ana e Rodrigo:

    www.1000dias.com
    contato@1000dias.com
    Twitter: @1000dias
    Facebook: 1000 dias

     

  • Foto do leitor – Ernesto Coimbra
    Para fotografar no Walt Disney World Epcot Center Ernesto Coimbra utilizou a técnica HDR – High Dynamic Range – ou Alto Alcance Dinâmico. O alcance dinâmico é, basicamente, a quantidade de luz de diferentes intensidades que consegue ser gravada na câmera. Mais informações sobre essa técnica você vai encontrar aqui: www.dicasdefotografia.com.br

     

    Mais fotos dos nossos leitores aqui: Fotos no Pinterest
  • Uma jornalista na Tailândia – Marina Wenzel
    Marina Wentzel, 32 anos, formou-se em jornalismo no Brasil e saiu pelo mundo. Desde 2010 mora na Tailândia com o marido e os filhos, mas já passou por Hong Kong, Turquia, Inglaterra e Alemanha. Atualmente é correspondente internacional para o  sudeste da Ásia e repórter freelancer da BBC Brasil. Cursou mestrado em Relações Internacionais e Estudos Europeus pela Universidade do Bósforo, em Istambul, mas foram os estágios internacionais que lhe trouxeram oportunidades.

     

    Deixar o Brasil foi uma escolha difícil no começo, pois nunca sabemos como será a adaptação no exterior. A saudade sempre está presente e às vezes bate uma solidão, mas a descoberta constante de coisas novas é uma sensação que compensa tudo.
    Acredito que trabalhar no exterior ensina as pessoas a serem mais adaptáveis, proativas, independentes e disciplinadas. Em Londres, aprendi a ética do trabalho inglesa. Em Hong Kong, senti muito orgulho ao ser aceita no seleto e prestigioso Clube dos Correspondentes Internacionais da cidade. Na Tailândia, conheci o poder da gentileza. Repetir “com licença”, “obrigado”, “me desculpe” e “por favor” com gratidão, retorna como bênção na vida da gente. Todos esses ensinamentos fazem parte da pessoa que sou hoje e foi um privilégio poder ter aprendido tudo isso através da experiência de viver em tantos lugares diferentes.
    Minha rotina é acordar cedo, mandar meus filhos para a escola, ler os jornais e revistas e fazer contatos com as minhas fontes. Às vezes, almoço no Clube dos Correspondentes Internacionais. No começo da tarde mando para Londres as sugestões de pauta. Eles me retornam com pedidos e eu vou executar a matéria com entrega para o mesmo dia ou na manhã seguinte.
     O que mais me dá prazer na minha profissão é contar e ouvir boas histórias, bem como ter a oportunidade de viajar e conhecer novas culturas, aspectos que me levaram ao jornalismo. Por natureza, sou muito curiosa e eclética. Posso escrever sobre uma crise diplomática hoje e sobre esporte ou arte contemporânea amanhã. Busco ter liberdade para explorar várias linhas. É a diversidade o que mais me atrai e, na posição de correspondente internacional, tenho o espaço para poder explorar isso.
    Que conselho você daria para quem está se mudando para o exterior? 
    Estude o idioma e adote uma postura séria e infalível. Trabalhe com comprometimento e dedicação. Faça acontecer! Seu esforço será recompensado.

     

     

  • China na minha vida – por Cristine Marote
    A professora Christine Marote era funcionária pública e atuava como chefe do Departamento de Cultura, em Praia Grande, São Paulo. Há cinco anos, ela mudou-se com a família para China, onde trabalha assessorando brasileiros que estão de mudança ou apenas visitando o país. Ela escreve profissionalmente no blog China na minha vida e atua também como palestrante.
    Eu não escolhi morar na China, sempre digo que a China me escolheu (risos). A minha nova opção profissional também foi quase por acaso. Quando percebi, já estava nela. Em 2009, escrevia alguns e-mails para amigos contando o que acontecia por aqui. Praticamente todos diziam que eu precisava escrever um blog, que eu contava as coisas de forma divertida e que seria um sucesso. Então, em 2010, após quase dois anos sem ir ao Brasil, fomos visitar a minha família, que organizou uma festa e convidou mais de 120 pessoas que mantinham contato conosco. Foi demais! Fizemos muitas fotos, rimos bastante, nos abraçamos e choramos de alegria. E no final foi isso que me deu coragem de voltar e mudar de rumo. Percebemos que temos amigos e pessoas queridas que nos acompanharão durante a vida, não importando quão distante fisicamente possamos estar.

    Voltei para China cheia de entusiasmo, de esperança, realmente renovada. Um mês depois comecei o blog China na minha vida e desde 2012, ele tem um foco profissional. Eu procuro postar duas a três vezes por semana no blog e atualizo a página do Facebook duas vezes por dia. Além de preparar artigos para outros blogs e sites que me convidam a escrever, também sou colaboradora fixa do Brasileiras pelo mundo.

    Para me inteirar da cultura chinesa e para melhorar meu inglês eu fiz um  MBA* sobre a influência da cultura nos negócios na China, na Shanghai Jiaotong University. O que me dá mais prazer na minha nova atuação de dar suporte a pessoas que estão mudando ou visitando a China é o contato com as pessoas. Sou pedagoga de formação, mas trabalhei muito tempo com eventos e cultura. Outra coisa que me fascina é poder abrir portas, mostrar algo meio místico como a China, compartilhar as minhas experiências e perceber que muitas vezes isso pode mudar a vida de alguém.

    Que conselho você daria para quem está se mudando para o exterior?

    Acho que uma coisa é básica para quem muda de país, em especial a mulher que deixa sua carreira no Brasil: mantenha o foco no futuro e procure tornar seu tempo útil, seja investindo na antiga ou na nova profissão. Talvez sendo voluntária, buscando cursos ou viajando para conhecer o novo local onde vive. Por mais difícil que possa parecer, é importante interagir com a sociedade onde está vivendo.

    Sempre busquei muito inspirações nos textos que me dizem algo. Na época da mudança, me deparei com uma frase que compartilho aqui com as pessoas que estão nesse mesmo barco. Espero que toque o coração de muitos e que traga a mesma força que me trouxe naquele momento:

    “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”

    twitter.com/christinemarote
  • Aniversários de crianças mundo afora

    Queridos Brasileiros Mundo Afora! 

    Eu pedi e vocês mandaram. Aqui estão as fotos de aniversários de crianças no Brasil e mundo afora. Retratos de muita felicidade, amor e criatividade. Parabéns! Obrigada pela participação de todos. Ajude-nos a tornar a nossa revista e site mais conhecidos Compartilhe! Beijos Claudia

     

    Brasil

    Está foi a festa da Sophie de dois aninhos, a mamãe que preparou tudo, desde a pintura das caixinhas, tecidos, enfim tudo feito com muito amor. Aconteceu em nossa casa em Vinhedo – SP.
    Adriana Rodrigues


    Estados Unidos

    Fotos do arquivo pessoal de Cintia Moneró.

    Espanha

    Hola! Sou Shirlene, casada con Juan Carlos e moramos em Tarragona na Espanha. 
    Esse foi o aniversário de minha pequena Iracema de três anos.  
    Tudo feito por mim… simples, mas com muito amor.

     

    Áustria
    Sarah Heindl é baiana de Ipiaú, tem dois filhos e mora com a família na Áustria. 
    Ela escreve no blog: adeusquilinhos.blogspot.com.br

     

     

     

     

    Itália
    Oi Claudia, aqui na Italia é um pouquinho parecido com a Alemanha no que diz respeito à praticidade e simplicidade das festas. As mães também deixam as crianças e depois passam para pega-las. 
    Roberta Spadini é Cakedesigner e mora na Itália com a família há oito anos. 
     Mais sobre o seu trabalho aqui: RobysSweetCakes

     

     

     

     

    Alemanha
    Olá adorei a idéia, pois adoro festa. A primeira foto é de nove meses da minha bebê e  a segunda de seis anos do meu gatinho. Moramos em Saarbrücken na Alemanha. Comemoramos sempre festa tipicamente brasileira com muita comida e bebida e sem hora para acabar. NeliFlor

     

     

     

    Portugal
    Mara Azevedo é cearense e formada em fisioterapia pela UNIFOR -Universidade de Fortaleza. Casada com um paulista e mãe duas meninas. De Portugal ela escreve o seu blog Something Fixe, onde publica suas fotos e textos falando sobre sua vida no país. Mais sobre Mara aqui: Mara Azevedo em Portugal

     

     

     

     

    Suiça
        Bom dia Claudia, segue fotos de alguns aniversários da Yasmin. Como eu já comentei 
    com você, comemoramos todos os meses desde o nascimento até hoje com um bolinho simples. 
    Gostamos muito de bolo e festa! Beijos Marisa e Yasmin

     

     

     

     

     

    Luxemburgo
    Fotos de Maíra Wenzel, uma gaúcha de Porto Alegre que mora em Luxemburgo. 
    Maíra conta suas aventuras por lá no seu blog  

     

     

     

    Israel

    A paulista Luciana  Almeida mora com a família em Israel há oito anos. Luciana 
    escreve sobre suas experiências no país no blog www.maeemisrael.blogspot.de

     

     

     

     

    Brasil
    Fotos de Letícia Agrizzi

     

     

     

    Bélgica
    Moramos na Bélgica e apesar daqui não ter o costume de convidar os adultos para festa infantil, 
    eu sigo a minha tradição e faço as festinhas bem  brasileiras (risos).

    Alemanha

    Fotos de aniversário um ano de Benjamin em Berlim. Fotos de Josie Franke

    Irlanda

    Eles são os melhores amigos e, no primeiro aniversário fizemos uma festa para os dois juntos.
    Agora eles ja estão com dois aninhos, mas a amizade continua firme e forte. Moramos em Dublin, Irlanda.

     

     

     

    Suiça

    Aniversários do Adrian. Fotos Danielly Meier

     

     

     

     

    Holanda

     Ana Paula Risson – paulistana, jornalista, trabalhando atualmente com online marketing. Expatriada por amor. Vivendo desde 2004 na Holanda. Casada, mãe da Julia e do Miguel. Feliz. Adora bater um papo, cozinhar e tomar um vinho. Escreve sobre sua vida em Amsterdam no blog: www.deunhafeita.blogspot.com

    O Miguel fantasiado e com um saquinho de chips na mão (não largava o salgadinho por nada neste mundo! 😉

     

    A Julia com as amigas princesas. Este ano eu aluguei um baú de fantasias para eles brincarem. Foi super divertido! Os convites foram feitos a mão.

     

     

    Portugal
    Fotos de Ana Freire do aniversário do filho de dois anos.Vivemos em Lisboa Portugal.

     

     

     

    Malta

    Aniversários da “bella” Izabella, todos feitos pela mãe Danielle Cassar. A paulista de 26 anos, vive há três em Malta, país de origem do marido. Izabella sua filha de três anos, é a inspiração para suas fotos.  A paixão pela fotografia Danielle descobriu durante a gravidez. Danielle organiza e decora também aniversários de outras crianças.

     

     

     

     

     

     

     

    Brasil
    Fotod de Ana Lídia das festinhas de aniversário de Benjamim, Um, dois e três anos.

     

     

     

    Alemanha
    Aniversário de Fabian, 8 e Anna Lena 5 em Berlim. 
     

     

     

     

     

     

     

    Suiça
    Aniversários de Lucas e Luisa. Fotos de Miriam Naef.

     

     

     

     

    Austrália
    Erica Palmeira é carioca e mora em Melbourne na Austrália. Arquiteta e autora do blog homesweetener.com, ela é a nossa especilista para projetos “faça você mesmo”. Fotos dos aniversários dos filhos.

     






     

    Estados Unidos
    Já comemorei de várias maneirar os aniversários dos meus filhos! Ultimamente tenho amado preparar e fazer toda uma mesa personalizada em um café da manhã delicioso! Dá muito trabalho mas adoro o resultado. Daisy Couto Jones Anício mora em Texas nos Estados Unidos. 
    Portugal
    A aniversariante da foto é a Dora, moramos em Santarém, Portugal.
    Fotos de Renata Marques. Ela é mineira, casada e mãe de três pimpolhos. Formada em Teologia, ela é atualmente do lar em tempo integral e blogueira por paixão. Além disso é correspondente e editora do site Donas de Casa Anônimas. Seu blog pessoal é o Imensa Vida.

     

     

     

  • Juliane atravessa o continente para trabalhar
    A jornalista Juliane Rosas, de 34 anos, mudou-se para a Turquia por amor. Casada com o turco Nida Köse, mora em Istambul há um ano. Aproveitando uma oportunidade, começou a trabalhar com turismo, área em que nunca havia trabalhado antes.


    Na Turquia, se você não é fluente na língua turca, não existem  muitas opções.  Aqui você pode trabalhar como professora de português ou de inglês para crianças ou com turismo, falando na sua língua nativa, em inglês e espanhol. Quando cheguei, pensei que não conseguiria nunca encontrar um emprego. Meu inglês é péssimo, mas meu turco é razoavél, já que me comunico com meu marido somente nesse idioma. Mesmo assim ainda preciso aprender muito.
    No início fiquei perdida sem saber por onde começar. Foi quando uma amiga turca que conheci no Brasil me indicou uma agência de turismo. Fui para a entrevista, consegui o emprego, mas fiquei apenas cinco meses, já que não me adaptei ao sistema da empresa.
    Depois disso fiquei em casa durante  um mês, fiz alguns artesanatos, mas os turcos não dão muito valor para produtos nesse estilo. Achei que iria demorar muito para encontrar outro emprego, mas logo ví um anúncio em uma comunidade virtual de brasileiros que vivem na Turquia. Fiz a entrevista em turco e consegui o trabalho, onde estou há cinco meses. Nesta segunda agência ainda sinto algumas dificuldades devido a minha falta de conhecimento sobre o ramo turístico, mas estou aprendendo mais a cada dia.
    A minha rotina de trabalho é bem interessante: Eu moro na parte asiática de Istambul e trabalho na parte europeia. Eu realmente atravesso o continente para trabalhar. Acordo às 5:40 da manhã, pego o ônibus para a estação do  metrô, levando cerca de 15 minutos para chegar lá. O metrô me leva em 35 minutos ao bairro Kadikoy, onde pode-se embarcar nos barcos a motor, ou vapor, que fazem a travessia do Bósforo que divide a cidade em dois continentes. Essa é a hora mais relaxante do trajeto. O caminho é lindo e dura 20 minutos. É quando aproveito o tempo para tomar chá e admirar a paisagem da antiga Constantinopla. Chego do outro lado, pego mais um ônibus e em 20 minutos estou enfim no meu trabalho. Tenho uma hora de almoço. Ao todo eu utilizo oito conduções por dia, entre ônibus, metrô e barco. Para quem estava acostumada no Brasil a ir para o trabalho de moto, chegar em 10 minutos e ter duas horas de almoço em casa, não é fácil.
    Que conselho você daria para quem está se mudando para o exterior?
    O meu conselho para quem pensa em trabalhar no exterior é que estude muito a língua do país escolhido. Aqui na Turquia não é muito fácil, pois as opções não são tão diversificadas, e às vezes, é necessário se submeter a salários baixos. Além disso, temos que lidar com problemas de locomoção, conseguir se adaptar à cultura do país e da empresa, além de aprender novas regras. É preciso ter muita determinação e sorte. Não posso dizer que é fácil, mas a experiência que estou tendo está sendo muito válida.
    Aprender tudo novamente como uma criança, se redescobrir, descobrir cada pedacinho do novo lugar e valorizar cada momento… isso não tem preço!
     ***
    Juliane fala sobre a sua história de amor com Nida e a Turquia 

     

     

  • 10 mudanças para as famílias viajarem mais pelo Brasil

     

    Eu estou participando da Blogagem Coletiva sugerida pela Adriana Pasello, que assim como eu faz parte do grupo Viagens em Família, e escreve no seu blog  Diário de Viagem. O tema de hoje é falar sobre 10 mudanças para as famílias viajarem mais pelo Brasil. Vamos lá!

    Falar sobre mudanças de forma positiva é um desafio. Mas essa é a proposta da blogagem coletiva da vez, então eu me desfiz de todos os pensamentos de que isso e aquilo é impossível de se alcançar no Brasil e simplesmente fiz uma lista do que eu ví por aí e achei bacana.


    Melhores condições sanitárias para pais e crianças

     

    Uma coisa que eu gostei muito na fazendinha do Karl´s que eu já visitei algumas vezes aqui na Alemanha, foi o banheiro especial para crianças. Ele foi construído de forma que os pais podem entrar, mas a criança tem a possibiidade de fechar a porta do sanitário em sí, sem trancar.
    Vi um parecido no aeroporto de Male nas Ilhas Maldivas. Muito bom, caso o pai vá com a filha por exemplo. Bem menos complicado.

     

    Trocadores de fraldas (ou mais trocadores)  
    nos restaurantes, bares e outros

     

    Viajando com bebês, como faz falta um lugar adequado para se trocar a fralda. Na foto acima: um trocador em um aeroporto e um “trocador” em um restaurante turísitico no Rio de Janeiro.

     

    Locais apropriados para amamentação. 
    Não somente nos aeroportos!

     

    Brinquedotecas
    mesmo que pequenas, em lojas e restaurantes
    È incrível a quantidade de “cantinhos para os pequenos” existentes nos estabelecimentos alemães. Aqueles que não dispõe de um lugar para as crianças brincarem, oferecem em geral, papel e lápis de cor para elas se distraírem. Adoro!
    Balsas de carro com boa infraestrutura
    Fiquei impressionada com a estrutura das balsas para o transporte de carros e passageiros saindo da Alemanha para a Dinamarca ou para a Inglaterra. Eu sei que essa não é a nossa realidade no Brasil, mas me encanta a ideia de que em todos os lugares, exista um cantinho para os pimpolhos.

     

    Ciclovias

     

     

    Tenho certeza de que as família utilizariam mais a bicicleta como meio de transporte e durante as viagens, se as ciclovias brasileiras fossem melhor estruturadas ou mesmo existissem. Andar de bicicleta com a família inteira é uma delícia! Os dinamarqueses sabem muito bem disso e andam de bicicleta faça chuva, faça sol!

     

    Parquinhos outdoor com boa infraestrutura

     

     



    Jumentos de carga


    Nos zoologicos e grandes parques, carrinhos para transportar as crianças ou a “tralha”, estão disponíveis. De graça!!!!  

    Carrinhos de bebês disponíveis
    em aeroportos e outros

     

    Carrinhos de bebês disponíveis e de graça nos shopping centers, como os da TAM nos aeroportos.

     

    Estacionamento

     

     

    Estacionamento de carrinhos de bebês com tranca! Ví aqui na Alemanha e amei :o)

    É isso :o) Beijos Claudia

    Aproveite e leia a discussão na blogosfera. 10 mudanças para as famílias viajarem mais pelo Brasil :

    Adriana Pasello – Diário de Viagem: 
    http://www.diariodeviagem.com/photo/blogagem-coletiva-mudancas-familias-viajarem-brasi/

    Claudia Rodrigues  – Felipe, o pequeno viajante:

    http://felipeopequenoviajante.blogspot.com.br/2014/03/21-mudancas-para-as-familias-viajarem.html

    Andreza Trivillin  – Andreza Dica e Indica Disney:
    http://www.andrezadicaeindicadisney.com.br/2014/03/blogagem-coletiva-mudancas-para-as.html

    Thyl Guerra – Viajando com Palavras:
    http://viajandocompalavras.com/2014/03/30/blogagem-coletiva-mudancas-para-as-familias-viajarem-mais-de-carro-pelo-brasil/

    Eder Rezende – Quatro Cantos do Mundo:  http://quatrocantosdomundo.wordpress.com/2014/03/30/10-mudancas-para-as-familias-viajarem-mais-pelo-brasil/

    Ana Luiza Fragoso – Oxente Menina:http://www.oxentemenina.com/2014/03/10-mudancas-para-as-familias-viajarem-mais-pelo-brasil/

    Adelia Lundberg – Paris des Petits:http://parisdespetits.blogspot.com.br/2014/03/blogagem-coletiva-12-mudancas-para-as.html

    Débora Galizia – Viajando em familia:http://viajandoemfamilia.com.br/blogagem-coletiva-mudancas-para-as-familias-viajarem-mais-pelo-brasil/

    Márcia Tanikawa – Os Caminhantes Ogrotur: http://oscaminhantes.com/2014/03/queremos-viajar-mais-pelo-brasil.html

    Karen Schubert Reimer – As Aventuras da Ellerim Viajante
     http://ellerimviajante.com.br/2014/03/10-mudancas-para-as-familias-viajarem-mais-pelo-brasil-blogagem-coletiva.html

    Thiago Cesar Busarello – Vida de Turistahttp://www.vidadeturista.com/artigos/10-mudancas-para-familias-viajarem-mais-pelo-brasil/

    Regeane Nicaretta- dicas da rege
    http://dicasdarege.com/2014/03/30/florianopolis-melhor/

    Debora Godoy Segnini – Gosto e Pronto:http://www.gostoepronto.com/2014/03/blogagem-coletiva-10-mudancas-para-viajar-mais-pelo-brasil/
    Erica Piros Kovacs – Viagem com Gêmeos:http://viagemcomgemeos.com/2014/03/30/blogagem-coletiva-10-mudancas-para-as-familias-viajarem-mais-pelo-brasil/

    Francine Agnoletto – Viagens que Sonhamos
    http://www.viagensquesonhamos.blogspot.com.br/2014/03/mudancas-para-viajarmos-mais-pelo-brasil.html

    Sut-Mie Guibert- Viajando com Pimpolhoshttp://viajandocompimpolhos.com/2014/03/30/blogagem-coletiva-10-mudancas-para-as-familias-viajarem-mais-pelo-brasil/

    Ana Cintia Cassab Heilborn – Travel Book Blog:
    http://www.travelbook.blog.br/2014/03/10-mudancas-para-as-familias-viajarem.html

    Flávia Maciel – Bebê Pelo Mundo
    http://bebepelomundo.blogspot.com.br/2014/03/blogagem-coletiva-mudancas-para-as.html

    Claudia Bins – Mosaicos do Sul
    http://mosaicosdosul.blogspot.com.br/2014/03/mudancas-para-as-familias-viajarem-mais.html

  • Mercado second hand para crianças – diversão garantida

    Depois que eu vim morar aqui na Europa, eu aprendi a apreciar e curtir os mercados de produtos de segunda mão. Antes disso, eu sempre os observei com uma certa desconfiança.

    Hoje, é uma diversão para mim olhar o que as pessoas levam para vender. Tem de tudo! Copos, talheres, quadros, roupas, sapatos, vasos, livros e brinquedos. Nesses mercados os produtos mais variados são oferecidos. Eu jamais compraria um paar de sapatos usado por exemplo, mas já os livros são uma pechincha irrecusável.

    O Flohmarkt (traduzindo literalmente “mercado das pulgas”), como chamam-se esses mercados, existem nas mais diferentes variações. É um prograna com sucesso garantido para você fazer com as crianças. Em Berlim existe uma infinidade de mercados desse tipo, muitos voltados para produtos infantis, brinquedos e livros. Os melhores dias para se visitar um Flohmarkt a ceu aberto são naturalmente os dias com bom tempo. Acorde também cedo (não chegue mais tarde que nove da manhã), pois os melhores produtos são vendidos com uma rapidez incrível. Pechinchar é permitido! Através do site www.kinderflohmaerkte.de por exemplo, você vai encontrar os mercados para crianças atuais na cidade que você se encontra na Alemanha. No google procure por Flohmarkt ou Kinderflohmarkt.
    Esse programa eu faço de vez em quando com meus filhos de oito e cinco anos. Adoro passar para eles a ideia de que nem tudo precisa ser novo, comprado das prateleiras de uma loja. Cada um recebe uma quantia em dinheiro e eles têm a liberdade de gastar como quiserem. Aqui e ali, eu e o meu marido, damos uma ideia do que poderiam comprar, ensinamos a pesquisar preços e como negociar. Mas a decisão final sempre é deles. É muito interessante ver o que cada um faz com o seu pequeno orçamento. Nós achamos importante que eles cresçam sabendo o preço das coisas e aprendendo a planejar as “finanças”. Eu não acredito que esse tipo de programa vá fazer deles uns experts financeiros, mas desde que começamos a envolvê-los mais nos assuntos financeiros da familia, notamos que eles entendem melhor o que acontece com o dinheiro que a mamãe e o papai ganham. Entendem porque não podemos sair para jantar todos os finais de semana ou que precisamos fazer escolhas como: ou voamos para algum lugar e moramos em um hotel mais barato ou vamos de carro e podemos ficar em um hotel com mais luxo.
    No final de semana passado fomos a um mercado desses e saimos de lá satisfeitos. Cada um gastou 10 euros e fizeram excelentes escolhas!

    Se você tiver a oportunidade de visitar um Flohmarkt, não perca! Vai valer a pena mesmo que você não compre nada. É muito interessante!

    ***
    A brasileira  Roberta Gerace Gazzolla, é correspondente do Fashion Bubbles direto aqui de Berlim. Ela escreveu um post muito legal sobre os mercados Flohmarkt. Se tiver interesse basta clicar aqui: Flea Markets – Será que esta moda pega no Brasil?

     

     

     

     

     

     

    O mercado que nós visitamos foi o do Havelpark perto de Falkensee.