• Uma psicóloga na França – por Natalia Junqueira de Mattos
    Natalia Junqueira de Mattos é mineira, de Belo Horizonte, tem 31 anos, e mora na França desde 2010. No Brasil ela era psicóloga, profissão que exerce também no novo país. Além disso, escreve no seu blog Destino Provence, sobre suas aventuras e experiências. 

    Nós não escolhemos o nosso destino, ele foi determinado em função do trabalho do meu marido, que fazia parte de um programa de expatriação na empresa onde trabalha. A sorte nos trouxe para França.

    Para me inscrever no mestrado, precisei primeiro aprender francês durante um ano e atestar o nível de proficiência necessário, certificado pelo Ministério da Educação francês. Depois de obter o diploma, me inscrevi para a seleção no mestrado. No início do processo, fui informada que precisaria validar a graduação para que pudesse exercer minha profissão aqui. A organização do ensino superior na França é diferente do Brasil, e por isso o diploma não é exatamente equivalente e precisa ser validado. Mas não são todas as profissões que necessitam de validação.

    Apresentei os documentos exigidos a qualquer estrangeiro que queira se inscrever em uma universidade francesa, e ainda passei por um júri composto por um professor de cada departamento do curso de psicologia. Eles me questionaram sobre a minha formação no Brasil e experiência profissional, assim como projetos profissionais futuros. Quando passei pelo júri de validação, me disseram que eu poderia me inscrever no último ano do mestrado, ou seja, cursaria só um ano e em seguida teria meu diploma validado. Optei por começar do primeiro ano por dois motivos: não sabia se um ano só contaria como mestrado no Brasil, além disso, não sentia segurança no domínio do francês para me lançar logo no último ano, tendo que efetuar um longo estágio em uma clínica. Acabei saindo no lucro.

    No Brasil, me formei no início de 2009 e atuei durante um ano nas áreas de recursos humanos e psicologia clínica. Aqui na França, na área da saúde, encontrei, infelizmente, mais semelhanças do que diferenças. A verba da saúde é a primeira a ser sacrificada,  triste realidade em ambos os países.

    Em outubro de 2013 abri meu consultório e a minha rotina de trabalho consiste atualmente em construir rede de relacionamentos e clientela, além de ter paciência para obter pacientes. Além do consultório, no início de fevereiro desse ano, comecei a trabalhar no hospital onde fiz meu estágio ano passado. Estou muito feliz com a conquista.

    Que conselho você daria para quem está se mudando para o exterior?

    No caso da psicologia, que a validação do diploma é necessária, acho importante entrar em contato com os professores da universidade onde pretende estudar, buscar saber quais são suas áreas de interesse em pesquisa e ler muito, mas muito mesmo sobre o assunto, nas revistas científicas. É importante construir uma rede de relacionamentos de trabalho. Isso é uma tarefa de formiguinha, todo dia um pouco, e requer muita paciência. As oportunidades são poucas e construir clientela é difícil tanto no Brasil como no exterior. A experiência anterior conta na hora de procurar estágio, mas uma vez conseguido o diploma, começa-se da estaca zero mesmo.

     

  • Reciclagem – Coelho da páscoa feito com rolo de papel higiênico
    O tema reciclagem se torna cada vez mais um estilo de vida pra mim. Aqui na Alemanha ainda se joga muita coisa fora, como móveis, roupas e comida (!!!). Mas também existe uma cultura de reciclagem  já bem enraizada nas pessoas. Um paradoxo!
    O lixo caseiro é reciclado, dependendo da região onde você mora, de forma detalhada:
    – Lixo de plástico;
    – Lixo de papel;
    – Vidros, separados em  marrons, brancos e verdes;
    – Lixo verde.
    Hoje fui convidada para dar uma aulinha de trabalhos manuais na escola do meu filho com o tema reciclagem. Escolhi o tema “reutilizando um rolo de papel higiênico” e foi um sucesso! Foram 24 coelhinhos da páscoa feitos pelas próprias crianças.
    Quer fazer também um coelhinho da páscoa com seus pimpolhos? Olha que fácil!
    Material:

    – Um rolo de papel higiênico;
    – 1/2 folha de papel para cobrir o rolo. De preferência papel que foi impresso de um lado e iria parar no lixo;
    – Cola;
    – Meia folha de papel cartão para desenhar o coelho;
    – 1/4 de papel cartão para fazer o fundo;
    – Tesoura;
    – Lápis de cor;
    – Bombons;
    – Enchimento verde.

    Modo de fazer:
    Desenhe no papel cartão um círculo grande (cabeça), dois pequenos (bochechas), duas orelhas e dois pés (formato oval).
    As crianças devem recorta-los e pinta-los.

     

    Depois devem cobrir o rolo com o papel branco deixando em um dos lados uns dois dedos de papel sobrando. Dobre o papel que sobrou para dentro fazendo um fundo e colando em cima do 1/4 de papel cartão. Este pode ser colorido ou as crianças podem pinta-lo. Cole as partes do coelho no rolo.

     

    Coloque os bombons dentro do rolo e o enchimento em cima. Prontinho!
    Sabe o mais legal de tudo? Em um rolo desses não cabe tantos bombons assim :o))

     

  • Pérolas de Engomar – brincando com crianças

    Há alguns anos eu descobri as pérolas de engomar e desde então eu e meus filhos, de 8 e 5 anos, desenvolvemos a técnica, tentando criar novas figuras e quadros com o material. O último quadro que fizemos ficou muito bonito e eu quero mostrar para vocês como as pérolas de engomar são fáceis de utilizar e como são um passatempo ideal para os dias de chuva e neve. Você vai precisar das pérolas de engomar em várias cores e placas com a forma que você quiser.

    O material necessário você encontra aqui para comprar:

    IKEA;
    Amazon Alemanha (procure por Buegelperlen);
    Amazon.com (Perler Beads/Perler Pattern Pad);
    Pérolas de Engomar em Portugal;
    Lista de produtos da HAMA;
    Na Alemanha em lojas de brinquedos.

    O material é indicado para crianças a partir de três anos. As pérolas são lindas, coloridas, divertidas e vão entreter tanto você como os pequenos por algumas horas. Com essa brincadeira as crianças desenvolvem de forma criativa a sua coordenação motora, aprendem a combinar cores e a distinguir formas geométricas. As pérolas estão disponíveis em três tamanhos adequados à diferentes idades com vários motivos e desenhos. A sua principal tarefa nessa brincadeira é quando os trabalhinhos tiverem prontos, engomar, como o nome já diz, as pérolas. Vamos lá?

    Aqui um vídeo curtinho para não ter erro:

    A nossa última “obra de arte” foi um  quadro. Pegamos quatro formas em quadrados e colamos em uma placa de madeira. Assim tivemos a liberdade de criar.

     

     

     

     

     

     

     

    Prontinho! Agora é só colocar em uma quadro e pendurar na parede :o)

     

     

     

     

    Para você que viu o nosso post sobre as pérolas de engomar e ficou com vontade: SORTEIO de um Kit de Pérolas de Engomar. Quer tentar a sorte? Aqui: https://www.sorteiefb.com.br/tab/promocao/397614

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  • 10 dicas para aproveitar Milão como um milanês- por Magê Santos

    Parece que foi ontem que cliquei no botão publicar e coloquei na rede o Milão nas mãos, primeiro blog exclusivamente sobre Milão escrito por uma brasileira. Hoje mais de um ano depois, eu quero compartilhar com vocês 10 dicas para aproveitar Milão como um milanês.

    Milão nas mãos no Facebook

    Milão nas mãos no Instagram

    É proibida a reprodução de qualquer conteúdo sem autorização por escrito da fotógrafa.

    Comece o dia com um “cappuccio e brioche”
    Sim, esse é o café da manhã clássico do milanês, melhor se for consumido em um dos milhares de bares da cidade. Não precisa se sentar, porque aqui o café da manhã não é demorado. Peça seu cappuccino como você prefere (normal, fervendo, com chocolate em pó por cima ou sem). Peça a sua brioche, um croissant doce, simples, recheada com geléia de abricot, chocolate ou creme e que pode ser deliciada mesmo em pé, no balcão.

     

    Se locomova o máximo que puder de bicicleta
    Milão não é considerada uma cidade bike friendly, mas as coisas estão mudando por aqui e eu acho que os milaneses usam bastante esse meio de locomoção. Nem sempre é fácil, por causa da pavimentação da cidade, mas é uma ótima maneira de se conhecer a cidade, que não é assim tão grande e é plana. Os turistas podem usufruir do serviço de compartilhamento de bicicletas, que desde que foi lançado, é um sucesso. Eu tenho a minha carteirinha para o ano todo e a partir de março, quando posso, pedalo.

    Evite o centro nos finais de semana

    O centro de Milão é onde fica a maior concentração de pontos turísticos, como a Duomo, Galeria Vittorio Emanuele, Teatro Scala e o Castelo Sforzesco e é completamente normal que os turistas circulem por lá. Também é o lugar onde ficam concentrados os eixos de compras acessíveis como Via Torino e Corso Vittorio Emanuele e atrai todos os finais de semana, pessoas que não moram na cidade, mas que vão dar uma passeada. Ou seja, uma tarde de sábado ou domingo na Praça Duomo pode ser uma experiência bem “apertada”, dependendo da época do ano e com certeza, você não vai ver os verdadeiros milaneses circulando por lá.

    Frequente os bairros do momento

    Essa dica está relacionada a anterior. Se você puder evitar o centro nos finais de semana, pegue um mapa, bata pernas, pedale ou use mesmo o transporte público para descobrir zonas mais autênticas. Uso a palavra zona porque bairro não define bem o espaço urbano de Milão, que é bem pequena para os moldes brasileiros. Brera, Navigli, Zona Tortona, 5 Vie e, a cada vez mais a dinâmica, zona Isola, são os lugares onde os locais vão passar seu tempo livre entre bares, restaurantes, lojas e livrarias.

     

    Coma um panino

    Panino é um sanduíche e em toda a Itália você pode comer ótimos “panini” com ingredientes de qualidade como muzzarela de búfala, presunto cru, speck, azeite tartufado e por aí vai. Mas comê-los em Milão tem um “quê” de especial, já que foi aqui que nasceu o movimento cultural juvenil nos anos 80 chamado “Paninari”. Quem foi adolescente nos anos 80 talvez se lembre da música dos Pet Shop Boys dedicada a eles, que se chamava Paninari. Os lugares clássicos aqui, com cardápios super elaborados são: De Sanctis, Panino Giusto, Paninoteca, Chiù, Gb Bar.

     

    Fotos: Wikipedia

    Simpatize e torça para o Milan ou Inter

    Não tem como, se você está em Milão, ou torce Milan ou Internazionale (di Milano). Os dois times são eternos rivais e jogam o clássico mais disputado do campeonato italiano. O Milan foi fundado em 1899 por um grupo de ingleses e italianos e por ele já passaram grande jogadores brasileiros como Leonardo, Dida, Cacá, Robinho e Ronaldinho Gaúcho e seus jogadores são chamados de rossoneri, pela cor do uniforme preto e vermelho. Já o Internazionale di Milano, aqui chamado de Inter, foi fundado em 1908 por 44 sócios dissidentes do Milan. Os “neriazurri”, assim chamados pela cor do uniforme azul e preto também tiveram inúmeros jogadores brasileiros, entre os mais famosos: Ronaldinho, Adriano e o goleiro Júlio César.

     

    Faça um aperitivo
    Vir a Milão e não curtir pelo menos uma noite um dos seus famosos aperitivos (happy hour) é como conhecer a cidade pela metade. Esse é um ritual milanês por excelência! Não é um programa turístico, apesar que os turistas mais ligados já conhecem a fama da modalidade milanesa dos bares por aqui. A partir das 18 horas, eles oferecem um vasto buffet de pratos quentes e frios em troca de um drink. Pelo menos duas vezes por semana, milaneses de todas as idades deixam seus escritórios para encontrar amigos, namorados e até contatos de negócios para conversar em volta de uma mesa saboreando uma taça de espumante, de vinho, um drink ou uma cerveja.

     

    Fuja um dia para os lagos 
    Bem, estou te mandando para fora de Milão e isso não é coerente com o título, mas se você passar por aqui por volta de uns quatro dias, eu aconselho uma fujidinha a um dos vários lagos nos arredores de Milão. Por que? Porque nós no Brasil não temos nada de parecido com os lagos daqui, que são enormes e de uma grande beleza. A partir de abril começa a ficar quente por aqui. Os milaneses vão para os lagos no final de semana, o que torna as localidades um pouco mais cheias. Quem passa por aqui por turismo, pode aproveitar tudo em um tranquilo dia de semana. Em localidades como Desenzano e Peschiera del Garda (Lago de Garda), Como (Lago de Como) são bem acessíveis saindo de Milão com trem em viagens breves. Quem está de carro, pode se aventurar também nos menores lagos, mas não menos lindos, de Iseo e Orta.

     

    Aproveite os parques na primavera e verão Turista tem geralmente seu tempo apertado e quase nunca faz uma pausa para apreciar os parques das cidades. Milão também conta com grandes parques como o que fica atrás do Castelo Sforzesco ou os Jardins Públicos em Porta Venezia. Depois de meses de invernos, os milaneses aproveitam cada comento de calor e sol a partir da primavera para fazer pic nics, correr, andar de bicicleta ou simplestemte tomar um pouco de sol nos parques da cidade.

    Aprecie a cidade pelo o que ela é

    Esse é uma dica que eu daria para qualquer cidade. É preciso parar de fazer muitas comparações. Milão fica na Itália, mas aqui você não vai ver senhoras vestidas de preto sentadas para fora das casas e nem roupas penduradas em ruas estreitas de uma janela a outra. Ela é a mais cosmopolita das cidades italianas e talvez seja onde a Itália é menos italiana. Mas minha dica é que você a aproveite sem fazer comparaçoes, porque ela não é Veneza (nenhuma cidade é,) nem Florença e nem Roma. É uma outra cidade. Milão oferece muita arte, arquitetura, história, boa comida, vinhos, boas compras, gente bonita e (ainda) uma qualidade de vida que muitas cidades invejariam. Então relaxe e aproveite seus dias por aqui tirando o melhor das coisas!
    Boa estadia.
    Beijos
    Magê

     

     

  • Relacionamento Multicultural
    Estatísticas comprovam o crescente número de uniões entre pessoas de diversas nacionalidades. Casais binacionais mundo afora contam como estão lidando com as diferenças culturais.

    Para o amor não existem fronteiras, já dizia ditado, o que faz muito sentido se olharmos ao nosso redor e percebermos o grande número de uniões entre casais de diferentes culturas e nacionalidades. Hoje em dia esse tipo de relacionamento tornou-se mais comum do que imaginamos, basta conferir as estatísticas. Em países como a Alemanha, por exemplo, 1,4 milhão de pessoas mantêm um relacionamento amoroso com um estrangeiro, segundo o Departamento Federal de Estatísticas do país. O Brasil não fica atrás. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somente em 2009 5.339 brasileiras casaram-se com homens de diferentes nacionalidades.  No mesmo ano, 1.712 homens brasileiros uniram-se a estrangeiras.

    Lidando com as diferenças
    Muitos casais bilíngues precisam lidar com fortes aspectos culturais que permeiam a relação. Algumas brasileiras casadas com estrangeiros relatam que é muito difícil, porque existem grandes diferenças culturais, o que desgasta um pouco a relação. Valores, percepções e comportamentos também são diferentes. “Relacionar-se com um homem da mesma cultura já não é simples, imagine de outra”, comentam.A jovem brasileira Ricarda* chegou à seguinte conclusão: “Eu já me relacionei com mexicanos, canadenses e norte-americanos. Não é uma tarefa fácil, pois o choque cultural é complicado. Para mim, o mais difícil foi a demonstração afetiva deles. Nós brasileiros temos o carinho de pai, mãe e irmãos desde sempre. A família norte-americana tem outro padrão de afeto. Nós gostamos muito de abraçar e beijar. Somos assim com os familiares, amigos e namorados. Eles não abraçam nem beijam com frequência e não têm o ‘cuidar do outro’ que a gente tem”.

    O amor é a ponta do iceberg
    O amor é o começo de tudo, depois alguns desafios precisam ser superados. Muitos casais mudam seus conceitos sobre os papéis tradicionais do homem e da mulher na sociedade e dentro de um relacionamento para que sua relação dê certo. A cultura asiática, por exemplo, onde a mulher tem papel passivo na sociedade, entra em contradição com o papel feminino em países como o Canadá, a Alemanha e a Suiça. Quando os casais são oriundos de diferentes culturas, tendem a encontrar um desafio a mais pela frente. Quem vai mudar ou ajustar o quê em seus valores e conceitos pré-estabelecidos?

    Casar-se com uma pessoa de cultura e nacionalidade diferentes e imaginar que em nada será preciso mudar, é um dos primeiros enganos entre esse tipo de casal. Um outro comum equívoco é ter a forte crença de que você mudará o parceiro(a) e o fará ser do jeitinho que você quer e gosta. As coisas nem sempre são tão simples quanto parecem. Como poderíamos mudar conceitos culturais arraigados?

    Para John,* um canadense casado com uma brasileira, deparar-se com a flexibilidade de horário dos brasileiros virou um grande problema entre o casal. Foi preciso muito jeitinho brasileiro dela para contornar as situações provenientes dos costumeiros atrasos: “Meu marido canadense acha uma falta de respeito ter que esperar pelo outro em situações de atraso. Ele espera pacientemente apenas em casos de urgência. Para ele, o atraso constante em diferentes situações é um aspecto bem difícil para a convivência com os brasileiros”.

    Diferenças à mesa

    A diferença de hábitos à mesa, ou gosto culinário também podem ser um momento conflitante entre casais, ou não. Tudo vai depender do quanto você está preparado para lidar com a situação. O problema foi resolvido de maneira prática pela brasileira Valéria*: “Ele teve que se adaptar ao meu cardápio, porque eu não achei uma comida típica canadense que pudesse fazer, então só faço comida brasileira e ele passou a gostar”.

    Para Joana,* casada com um alemão, foi difícil lidar com as maneiras à mesa de seu amado. No primeiro encontro, ela se assustou com ele iniciando a refeição sem esperar por ela. Sentiu-se agredida e desrespeitada, porém quando entendeu que na cultura do amado isso é perfeitamente normal e comum, ela relaxou e não tomou a atitude como pessoal. “É preciso conhecer os costumes e hábitos de quem você escolheu para parceiro, caso contrário a relação tende  a declinar” – ressalta Joana*.

    E o humor, onde fica?
    Casais bilíngues tem um desafio a mais pela frente: Aprender a apreciar o humor do parceiro. As piadas, trocadilhos, brincadeiras e eufemismos, assim como as formas de ironia, fazem parte da vida de um casal. Uma conversa cheia de humor é agente de ligação, ajuda a criar intimidade e a lidar com o estresse. Acostumar-se com o humor do outro pode levar um tempo e exigir um pequeno esforço para identificar o que é uma piada e uma descontração de palavras irônicas ou sarcásticas.

    Mesmo diante das aparentes e reais diferenças, muitas brasileiras ainda preferem envolver-se com homens de outra nacionalidade. Essa intenção fica clara na fala de Verônica*, também casada com um canadense: “Se por acaso eu viesse a casar novamente, escolheria um estrangeiro. Pois os homens brasileiros com quem me relacionei eram muito mimados e cheios de preconceitos. Os canadenses são mais práticos e levam a relação mais a sério”.

    Tirando de letra
    Se, para alguns, um relacionamento binacional pode ser muito trabalhoso, para aqueles que foram criados ou conviveram em ambientes internacionais, os desafios desse tipo de união são tirados de letra. Em geral, para quem está acostumado a viajar mundo afora, conhecer e namorar pessoas de culturas diferentes passa a ser algo excitante e natural.

    Foi o que aconteceu com Anabela*, casada com um escocês: “As dificuldades que encontramos no início do relacionamento foram atribuídas à adaptação de rotinas e costumes diferentes entre duas pessoas, o que é natural entre qualquer casal, mesmo os de semelhante nacionalidade. A língua ou diferença cultural foram atenuadas pelo fato de eu já ter morado no país dele por dez anos e me familiarizado com a cultura local”.

    Saber a maneira como cada um foi educado e que tipo de infância tiveram vai ajudar bastante em todo o processo. Para a brasileira Felícia* a convivência é fundamental. “Mesmo com todas as diferenças culturais e linguísticas, eu ainda acredito que apenas o dia a dia mostrará se vale a pena ou não investir em uma relação a longo prazo e isso independe de nacionalidade”. 
    Para quem tem interesse ou está começando a se envolver com pessoas de diferentes culturas, fica a dica: Busquem compreender os provérbios, o senso de humor e interesses um do outro. Isso é fundamental para um relacionamento de sucesso. Desenvolver o interesse pela cultura e hábitos de cada um, sem perder de vista os seus próprios, também é muito importante.

    *Para preservar a identidade dos entrevistados, todos os nomes apresentados nos depoimentos desta matéria são fictícios.


    Texto: Lila Rosana  |  Ilustração: Stasia Burrigton
    Lila Rosana nasceu em Belém do Pará, onde formou-se em psicologia clínica e organizacional. Morou por 11 anos em Fortaleza, no Ceará. Tem especializações em educação infantil, ludoterapia e estresse pós-traumático.  Atualmente vive em Vancouver, no Canadá. Ela escreve no blog pessoal Conversando com os pais ,que surgiu do trabalho de orientação de pais que fazia no Brasil, e para o jornal online Tribuna do Ceará. 

    lila-conversandocomospais.blogspot.com  www.tribunadoceara.com.br/blogs/lila-rosana

  • Como fazer uma almofada sem costura – Erica Palmeira

    Hoje vou mostrar para vocês como fazer uma almofada sem costura. Isso mesmo, e é muito fácil!

    Os tecidos que eu utilizei são de algodão e muito simples. Comprei por um ótimo preço em um fim de feira. Mas se você se sentir confiante, pode fazer combinações mais ousadas com tecidos mais caros.

    Material que você vai precisar:

    Vamos então fazer uma almofada bem linda? O passo-a-passo você encontra aqui: Como fazer uma almofada sem costura

     

    Erica Palmeira é carioca e mora em Melbourne na Austrália. Arquiteta e autora do blog homesweetener.com, ela é a nossa especilista para projetos “faça você mesmo”.

     

  • Paternidade mundo afora – Daniel Duclos e Michel Zylberberg

    Brasileiros mundo afora levou um papo descontraido e online sobre paternidade com dois blogueiros de viagem que são pais no exterior. Daniel Duclos é capixaba, de Vitória, cursou Biologia e Letras na Universidade de São Paulo e hoje escreve profissionalmente no seu blog Ducs Amsterdam. Além disso, Daniel é stay at home dad* na Holanda, onde mora e equilibra trabalho e famíla. Michel Zylberberg é carioca e escreve no seu blog Rodando Pelo Mundo. É casado com uma italiana, pai de uma filha e tenta balancear os vários papéis que ele exerce na Suiça: pai, marido, designer gráfico, fotógrafo e blogueiro.

     

     Entrevista: Claudia Bömmels     |    Fotos: Arquivo pessoal
     

    Brasileiros mundo afora (BMA): Daniel, você e sua esposa decidiram que ela trabalharia fora e você ficaria em casa cuidando da filha de vocês. Como os seus amigos e a família no Brasil reagiram? Michel, essa seria uma opção para você? Como é a divisão de tarefas em casa?

    Daniel: A decisão de eu ficar cuidando da nossa filha, que apelidamos carinhosamente de Babyduc, foi tomada bem antes dela nascer, quando passei a me dedicar ao Ducs Amsterdam como profissão e negócio. Enfrentei preconceito e resistência antes da bebê nascer, quando poucos entendiam o que eu estava fazendo. Hoje em dia esse é um conceito já mais praticado, mas há alguns anos era quase que desconhecido. Quando a Babyduc nasceu, o blog já estava fazendo algum sucesso e dando retorno. Então foi um pouco mais fácil de as pessoas entenderem nossa escolha: a Carla trabalhar fora e eu cuidar da pequena. Hoje, apesar de vez em quando ouvir algo atravessado, também recebo bastante apoio. Consigo ter um salário maior do que eu tinha no Brasil e ainda tenho tempo para me dedicar à família.

    Michel: Acho muito legal a postura do Daniel, tendo enfrentado barreiras e preconceitos. Acredito que, no caso deles, tenha sido a melhor decisão. Já conosco as coisas foram um pouco diferentes, até porque o que eu ganho com o blog está longe de ser suficiente para viver. No mundo dos blogs de viagens, são poucos no mesmo nível do Ducs Amsterdam. Se pudesse viver de blog seria perfeito. Mas design foi a profissão na qual me formei e ter encontrado um emprego na área na Suiça foi bem legal também.

    Trabalho como designer gráfico em um jornal e cada semana tenho um turno diferente. Chego a trabalhar, muitas vezes, até meia-noite e também aos domingos. Mesmo ganhando um salário razoável, ainda sim não é suficiente para cobrir os gastos de uma família com filho na Suíça. Então, minha esposa trabalha meio período. Nesse tempo, a nossa filha frequenta uma creche, desde que ela completou cinco meses. É difícil conciliar traba-lho, família, blog, viagens e fotografia – minha grande paixão. Muitas vezes, fico acordado trabalhando no blog até de madrugada e o dia fica apertado. Mas nos damos muito bem, dividimos todas as tarefas e a nossa gringui-nha, apesar de ter menos de dois anos, já viajou conosco muitas vezes.

    BMA: Como é a rotina de um dono de casa?

    Daniel: Bom, assim como nossa família não tem chefe, nossa casa não tem dono. Somos uma cooperativa e cada um faz a sua parte. Até mesmo a Babyduc, com seus dois aninhos, adora participar da movimentação da casa. A Carla trabalha período integral, então eu fico com a nossa filha durante o horário comercial. Quando a Carla chega, ficamos juntos, jantamos e trocamos: eu vou para o trabalho e ela fica com a bebê. Eu alugo um escritório compartilhado, assim saio de casa, encontro outros empreendedores e tenho um tempo exclusivo para  trabalhar. Nos finais de semana, fazemos questão de sair juntos.

    Michel: Como geralmente tenho as manhãs livres, aproveito para organizar a casa, limpar e fazer compras. A única coisa em que minha esposa insiste, mas não levo jeito e acabo me esquivando, é cozinhar.

    Daniel: Michel, eu também não levo jeito para cozinha, mas percebi que cozinhar é como qualquer coisa: se você tem talento vai ser fácil, mas se não tiver, sempre é possível aprender o básico. A Carla tem bastante jeito para ensinar e me deu diversas e pacientes aulas. Se eu que era daqueles que queimava miojo consegui, todo mundo tem salvação.

    BMA: Como vocês encaixam o trabalho relacionado ao blog no dia a dia? Como as parceiras encaram esse trabalho?

    Michel:
    Depois de sete anos trabalhando em todos horários possíveis e imagináveis, decidi convidar dois amigos para participarem do Rodando Pelo Mundo. Essa mudança ainda é recente e estamos buscando um ritmo para as publicações. Recebo também várias colaborações de blogueiros, amigos e leitores que ajudam a dar mais conteúdo de qualidade para o blog. A minha esposa aceita bem, respeita e acompanha o blog, até porque ela trabalha em uma agência de viagens. Hoje busco o equilíbrio, mas é complicado. Responder mensagens, tweets, publicar no Instagram, ler os recados no Facebook e tudo mais toma um bom tempo. Mas estar com a família e curtir juntos é e sempre será a minha prioridade.Daniel: Como já tinha dito, a ideia é que durante o horário comercial eu cuide da Babyduc e da casa. Durante a noite eu saio para o escritório para trabalhar no blog. Nem todo dia isso acontece: se estiver muito frio lá fora, por exemplo, é possível que eu fique em casa. Tem dias em que fico doente, tem dias em que a bebê precisa um pouco mais de mim. Às vezes, o blog sofre com isso e eu poderia estar crescendo bem mais se tivesse mais tempo. Mas foi uma escolha consciente que fizemos. A Carla sempre foi a maior incentivadora do meu projeto com o blog, e sem o seu apoio isso nunca teria virado realidade. Nos momentos em que eu desanimava ela me dava força para continuar. Nos momentos em que as coisas deram (e dão) errado, ela segura o tranco firme e continua me apoiando e me ajudando a manter o foco. Juntos estabelecemos metas de crescimento de renda e ela é bem agressiva com as metas! (risos). Enfim, eu faço o Ducs Amsterdam, mas sem a Carla o Ducs não existiria. É, como a nossa família, um projeto conjunto. Ah, parabéns  Michel pelos novos membros do Rodando!

    Michel: Valeu! Senti que era o momento de mudar e agora é esperar pelos frutos que essa nova semente vai trazer. Concordo que a família é mesmo um pilar fundamental nessa caminhada, mas além dela temos também uma grande comunidade de blogueiros que se ajudam.
    O Ducs Amsterdam é uma grande referência entre os blogueiros. O Daniel nunca escondeu a “receita do sucesso” e quer ver outros blogueiros crescendo junto com ele.

    Daniel: Fico até sem graça Michel, mas também muito feliz em saber que consigo, de uma maneira ou outra, ajudar. Concordo contigo, sempre preferi colaboração à concorrência e acho que a força mútua entre os blogs é fundamental.

    BMA: Como é o sistema de creches, maternal e jardim de infância na Holanda e Suiça?

    Daniel: Creches aqui são muito caras e tem filas de espera. Porém, o governo dá uma ajuda e subsidia uma parte dos custos. A licença maternidade aqui na Holanda é relativamente curta: quatro meses, sendo que um mês deve ser tirado antes da data esperada para o parto. A licença paternidade é ridicularmente pequena: dois dias. Existe também uma licença parental não remunerada de 26 semanas para os dois se estiverem empregados há mais de um ano e a criança tiver menos de oito anos. Logicamente que fazer uma pausa sem receber por seis meses é inviável em 99,99% dos casos. Então, o que as pessoas fazem é tirar um dia por semana sem ganhar, diminuindo o impacto na renda e tendo uma semana de quatro dias por alguns anos.

    Michel: As creches aqui na Suiça também são muito caras, como todo o resto. O altíssimo custo de vida é o preço pelo famoso “padrão de qualidade suíço”, que no final das contas até vale a pena. Essa opção da creche só se tornou viável para nós porque o trabalho da minha esposa reembolsa uma parte dos custos, o que alivia bastante as finanças. A licença paternidade aqui consegue ser ainda menor: um dia! Lembro que eu trabalhava como um zumbi nos primeiros tempos. A licença maternidade é de 14 semanas e as empresas são obrigadas a pagar uma ajuda de custo de 200 francos (cerca de 400 reais) por mês para cada filho.

    BMA: Daniel, uma vez você escreveu que não é o único pai nos parquinhos públicos. Conte um pouco mais para nós.

    Daniel:
    Sim, se vê bastante pai cuidando dos filhos aqui, apesar das mulheres ainda serem maioria. Às vezes, me sinto um ET no parquinho. Mas também há dias em que nós homens somamos um número maior. As mães e os pais, em geral, são bem amistosos e eu consigo treinar meu holandês com eles. Também compartilhamos experiências. Não sinto qualquer hostilidade por eu ser um homem cuidando de uma criança no parquinho.

    BMA: Michel como é na Suiça?

    Michel:
    Aqui geralmente são as mães e/ou avós que vão aos parquinhos. É raro ver pais por lá.  Estes vão mais nos fins de semana. Mas, como existem parquinhos públicos em quase todos os quarteirões, muitos pequenos brincam sozinhos. Existe uma cultura muito legal de as crianças brincarem e fazerem esportes ao ar livre, apesar do clima frio boa parte do ano. Nos fins de semana, passeamos bastante com a nossa filha e tentamos ficar o mínimo possível trancados em casa.

    Daniel: Essa é uma dica boa Michel: sair. Ficar trancado dentro de casa é ruim tanto para o pai como para a criança. Eu saio sempre com a Babyduc, mesmo quando faz frio. É muito raro ver por aqui o que um amigo meu chamou de “piá de prédio”, ou seja, criança criada dentro de casa.

    BMA: Na Alemanha, cada vez mais pais querem tirar licença paternidade e participar mais da criação dos filhos. Outros reclamam sobre as altas expectativas que se tem com o homem moderno hoje em dia: ser bom pai, ter um bom emprego, sustentar a casa, ser um bom parceiro…

    Daniel: Cara, mas eu não acho que ser bom pai e bom marido seja expectativa alta. Pelo contrário, penso que é o mínimo esperado. Ter um bom emprego, já é o caso de discutir: O que é um bom emprego? O que dá muito dinheiro? Será que esse é o melhor critério? Não concordo dessas coisas serem expectativas altas impostas ao homem moderno. Acho que isso é o razoável de se esperar de uma pessoa: ser um bom pai ou uma boa mãe, companheiro, ser produtivo e contribuir de alguma forma para sociedade.

    Outra coisa que implico é com essa de “pai participar”. Participar da criação dá a entender que é obrigação da mãe e o pai “participa”. Eu acho que pai não participa da criação, pai cria. Se não, não é pai.

    Eu fico com a Babyduc em casa durante 40 horas por semana, e ninguém diz que a Carla “participa” da criação dela. Ela cria nossa filha tanto quanto eu. E acho que com pai deve ser a mesma coisa, independente dele trabalhar fora ou não. Criar é tarefa dos dois. Já me disseram que admiram o sacrifício que faço pela minha filha, cuidando dela durante o dia. Eu entendo os sentimento da pessoa, pois realmente muitas vezes o trabalho de criar filho tem momentos muito difíceis, mas eu nunca considerei um sacrifício. Considero, na verdade, um privilégio. E tenho grande orgulho de ser pai, marido e também um stay at home dad.

    Gostaria de finalizar com uma citação de John Lennon, que me inspira:

    “So I like it to be known that, yes, I looked after the baby and I made bread and I was a househusband and I am proud of it. It’s the wave of the future and I’m glad to be in.”*

    Michel: Difícil acrescentar algo depois de uma frase do Lennon. Tento todos os dias ser um pai melhor, mas é tudo questão de instinto e respeito. Não existe coisa melhor para uma criança do que crescer em um ambiente saudável e equilibrado. Cabe a nós, pais, darmos o nosso melhor.

    Contato:

    Ducs Amsterdam
    www.ducsamsterdam.net

    Rodando Pelo Mundo
    www.rodandopelomundo.com



    * Pai em tempo integral
    * Eu gostaria que ficasse registrado que, sim, eu cuidei do bebê e eu fiz pão e eu fui um dono de casa e tenho orgulho disso. É a onda do futuro e estou contente de fazer parte dela.

     

  • Receita de Pão Trançado Suíço – Gê Eggmann

    INGREDIENTES:

    ●        1 kg de farinha de trigo;
    ●        150 g de manteiga sem sal;
    ●        600 ml de leite;
    ●        40 g de fermento biológico instantâneo;
    ●        1/2 xícara de açúcar;
    ●        1 colher de sopa de sal.

    MODO DE FAZER

    Peneire a farinha de trigo, juntamente com o fermento, o açúcar e o sal, misturando bem os ingredientes.

    Em seguida, aqueça lentamente a manteiga e o leite, até que a manteiga esteja derretida e a mistura homogênea e morna.

    Adicione a manteiga e leite aquecidos à mistura seca e sove a massa com as mãos. Importante: não bata na massa!

    Você pode adicionar no máximo mais 200 gramas de fari- nha de trigo, caso a massa fique com a consistência “grudenta”.  Quando a massa não estiver mais grudando nas mãos,  sove por mais 10 minutos e coloque-a para descansar por quarenta minutos.

    Após o descanso, manipule a massa delicadamente, cortando-a com uma faca em três partes iguais e moldando em três tiras de 30 cm cada uma.

    Faça uma trança, coloque em uma forma com papel manteiga e deixar desescansar por mais 20 minutos.

    Pincele a trança com um pouco de leite e coloque para assar em forno pré-aquecido, em 180 graus.

    Asse por 40 minutos, até que esteja bem dourado por fora.

    Espere esfriar e sirva com uma bebida de sua preferência.

  • Homesweetener – Projetos faça você mesmo com Erica Palmeira
    Desafio Do it yourself – Um cabideiro para Flávia

     

    http://issuu.com/claudiamullerboemmels/docs/amor_internacional/32


    Compartilhamos o projeto detalhado no blog para quem quiser se aventurar: 

    homesweetener.com/blogdacasa/2012/09/16/long-time-no-freebie

     

    Erica Palmeira é carioca e mora em Melbourne na Austrália. Arquiteta e autora do blog homesweetener.com, ela é a nossa especilista para projetos “faça você mesmo”.

  • Cozinhando com pimpolhos – 10 dicas para se cozinhar com crianças

    Cozinhar com as crianças é divertido e é caótico. Mas isso faz parte e cozinhar juntos é uma grande oportunidade de passar um tempo em comum fazendo algo delicioso. Eu cozinho no mínimo uma vez por semana com as crianças, seja fazendo macarrão (que é bem simples) ou um bolo, que dependendo da receita pode ser mais complicado.

    A minha experiência é que cozinhando, os pimpolhos aprendem de forma leve e divertida sobre as medidas, novos sabores, ingredientes e como uma refeição feita em comum é importante. Além disso as crianças aprendem também a se organizar, a fazer contas de matemática e a pensar logicamente. Eu adoro cozinhar com meus filhos de sete e quatro anos e muitas vezes também com seus amiguinhos. A diversão é garatida.

    Eu acredito que essa é também uma maneira muito interessante de se começar uma nova tradição!

    Aqui deixo 10 dicas simples para que cozinhar com seus pimpolhos seja um sucesso:

      1. Comece de forma simples: com certeza não é nada realista achar que você e seu filho vão conseguir fazer aquele suflê. Comece com algo simples e com algo que seu filho goste de comer;

     

      1. Planeje bastante tempo, para que cozinhar com as crianças não se torne um ato estressado. Traga paciência e tempo, pois com certeza a farinha de trigo vai cair no chão, um ovo vai e quebrar ou o leite vai derramar;

     

      1. Ao cozinhar com seus filhos, lembre-se que bagunça é parte do processo;

     

      1. Dê tarefas específicas e uma de cada vez para os pequenos;

     

      1. Deixe as crianças cheirarem os alimentos e especiarias, é uma ótima oportunidade de introduzir novos ingredientes;

     

      1. Tocar nas  ervas e ingredientes também é uma ótima maneira para os seus filhos se conectarem a novos alimentos;

     

      1. Supervisionar. Criar um ambiente seguro para cozinhar pode parece óbvio, mas nunca deixe seus filhos sem supervisão com facas ou perto do fogão;

     

      1. Pratique matemática: deixe seus filhos medirem os ingredientes, a fim de ajudá-los a desenvolver suas habilidades organizacionais e em matemática. Para crianças pequenas, isso pode ser algo tão simples como contar quantas vezes eles precisam mexer uma mistura ou quantos são os ingredientes em uma receita.

     

      1. Crianças em idade escolar podem ler a receita, assim também treinando a leitura;

     

    1. Não se esqueça da limpeza. Cozinhar é o evento principal, mas a limpeza é ainda parte do evento. Certifique-se de que os seus filhos ajudem na limpeza da cozinha. Com o tempo eles devem gradualmente ajudar a limpar mais.
    Vamos por a mão na massa?