• Vovó Neuza, muito além de uma blogueira – por Vanessa Bueno
    Texto: Vanessa Bueno  |   Fotos: Arquivo pessoal
    Por mais que o mundo tenha mudado e todos os conceitos estejam  reinventando-se, sempre que se pensa em uma avó a imagem que vem à cabeça está longe de ser uma senhora blogueira, participante ativa das redes sociais e totalmente familiarizada com o mundo digital, não é mesmo? Pois essa imagem é real e tem nome e sobrenome. Neuza Guerreiro de Carvalho, ou simplesmente vovó Neuza, como é conhecida virtualmente, tem 83 anos e soma mais de mil seguidores em seu blog.

    O fato já lhe rendeu inúmeras entrevistas em veículos como TV Globo e Bandeirantes. Mas olha, ela faz questão de deixar claro que não gosta de ser citada apenas como blogueira. “Eu faço muito mais coisas além de escrever para o blog.” E faz mesmo. Em conversa, via Skype, vovó Neusa contou com entusiasmo suas inúmeras atividades e desabafou: “Queria encontrar tempo para sair de férias com meus netos, mas não consigo parar.” Bióloga aposentada, ela se dedica a projetos de resgate de memória e profere palestras aqui e ali sobre São Paulo, cidade onde nasceu, mora até hoje e ama.


    Resgate de memória

    Seu contato com o mundo digital teve início em 1994, quando o filho a sugeriu que passasse seus textos, que ela escrevia em cadernos, para o computador. vovó Neuza tratou de aprender e, desde 2008, mantém o Blog da vovó Neuza . Ela escreve sobre a história de sua família com todos os ascendentes e descendentes, material que hoje já soma cerca de 40 pastas e foi publicado, em partes, no Museu da Pessoa, em São Paulo. A partir daí, elaborou um projeto de resgate de memória tanto para pessoas físicas, como para empresas e instituições, e já desenvolveu a proposta para a Prefeitura de São Paulo.

    Apaixonada pelo assunto, criou, há alguns anos, em parceira com sua filha, o Baú da Memória. No local, guarda objetos de valor emocional para ela e sua família. De tempos em tempos esses objetos rendem pequenas crônicas, publicadas em seu blog. Na página virtual ela também conta sobre suas inúmeras atividades, como a participação no concurso cultural Talentos da Maturidade, do Banco Santander, e a homenagem que ajudou a organizar para a professora Ecléa Bosi, idealizadora da Universidade Aberta à Terceira Idade, pelos 20 anos do projeto. Claro que vovó Neuza já estudou por lá. E mais, ela já foi garota propaganda da Instituição, fato que narra com orgulho e graça.
    Estudante compulsiva

    Os cursos ocupam grande parte do tempo de vovó Neuza, atualmente ela estuda História da Arte, no Museu de Artes de São Paulo. “Sempre fui uma estudante compulsiva desde criança, gosto de inventar moda”, brinca.

    Ela também  acompanha as apresentações do Quarteto de Cordas da cidade de São Paulo e se encarrega de divulgá-las em sua rede virtual. Esse networking digital  já lhe rendeu boas amizades. vovó Neuza encontra-se frequentemente com um grupo de amigas, as semi-novas, como se autodenominam, e a regra do grupo, instituída por ela, é não falar em doença e remédio. Aliás, quando o assunto é saúde, a de vovó Neuza vai muito bem, obrigada. Ela pratica musculação há 13 anos e quando falta “bate um sentimento de culpa.” Além disso, não toma nenhum remédio e tem a memória afiada. “Eu me lembro de praticamente tudo. Estou sempre muito ligada”, diz. As lembranças são tantas e tão vivas, que ela decidiu escrever. Os textos vão para o bauzinho da memória, fichário que já acumula cerca de 300 fichas, cada uma correspondente a um flash de memória, segundo ela.

    Ela explica ainda que atualmente está empenhada em agilizar os trâmites para doar seu corpo, quando morrer, para a área de pesquisa da Universidade de São Paulo. “Como bióloga sei da importância desse gesto para os estudos e pesquisas universitárias. Também já doei o cérebro de minha mãe, que morreu lúcida aos 97 anos”, explica. Os filhos apoiam a decisão.


    Projeto de vida

    Vovó Neuza nunca teve receio de não ter o que fazer quando se aposentasse. No começo cuidou dos pais e dos sogros. Também tomou conta do marido, quando o mesmo estava doente, até o seu falecimento. Ela foi casada durante 46 anos com Ayrton, seu primeiro namorado. O casal teve dois filhos, que lhe deram quatro netos. Sobre o marido ela fala com ternura e diz que foi uma união muito feliz.  “Costumávamos ir a concertos de música juntos, tínhamos os mesmos gostos.”Depois de se recuperar da perda, ela encheu sua vida de afazeres.

    Em 2012, realizou uma viagem internacional com três objetivos: Encontrar um casal de amigos espanhóis, que conheceu via internet, reencontrar um ex-aluno, depois de 37 anos, com quem retomou o contato graças às redes sociais, e visitar a filha que, na época, morava na Itália. A viagem, claro, foi registrada em seu blog. Seus textos, ricos em detalhes, demonstram a emoção de cada momento vivido.

    Perguntada se pretende publicar um livro, ela acaba confessando que começou a escrever uma obra, que tem o nome provisório de Seis Gerações à Procura de uma História, sobre sua família. Quem sabe logo logo esteja nas livrarias, não é? Com tanta vitalidade, o recado que deixa para a turma da terceira idade não poderia ser outro:

    “Tenha sempre um projeto de vida. A minha está cheia deles.”

    vovoneuza.blogspot.de

    Brasileiros Mundo Afora

  • 90 anos com toda energia – por Claudia Bömmels

    Minha avó acabou de completar 90 anos. Uma alegria e tanto para todos nós. Ela está com saúde e com uma energia sem igual. Ainda hoje costura vestidos fantásticos! Em sua homenagem fizemos uma festa para família e amigos e desfilamos com os vestidos criados e costurados por ela. Um álbum de fotografías dos bastidores da moda…

    Fotos de Claudia Bömmels & Walter Müller
    Backstage

     

    A designer com suas modelos

    Brasileiros Mundo Afora

  • Uma executiva na Alemanha – por Camila Furtado
    Fotos: Arquivo pessoal
     Profissão expatriadas


    Camila Furtado mora há oito anos fora do Brasil, onde se formou em publicidade. Atualmente está na Alemanha com a família e em licença-maternidade. No blog Tudo sobre minha mãe, ela escreve sobre os desafios de mulheres que, como ela, vivem e criam seus filhos no exterior. Camila era executiva no Brasil e, para se recolocar no mercado de trabalho alemão da melhor forma possível, encarou um curso de MBA –  Mestre em Administração de Negócios – na Alemanha, estando grávida e com um filho de colo.
    “Meu nome é Camila Furtado, tenho 38 anos e aqui na Alemanha trabalhei até pouco tempo atrás para uma agência de cooperação internacional. Ingressar no mercado de trabalho alemão não foi difícil pra mim. Meu diploma foi reconhecido e eu fiz um curso de MBA na conceituada universidade alemã Leuphana University Lüneburg. Não teria sido necessário fazer esse curso para trabalhar, mas tenho a impresssão que fui levada mais a sério com o diploma alemão.

    No começo enfrentei muitas dificuldades com o idioma. Eu não sabia falar alemão, trabalhava em inglês, espanhol e português, fazendo contatos com pessoas  do mundo inteiro e principalmente da América Latina, onde meus projetos se concentravam. Mas as reuniões internas e os contato com os colegas aconteciam em alemão. Várias vezes me vi sentada numa mesa de reuniões sem entender quase nada. Eu me sentia muito mal. Também estranhei muito a cultura corporativa alemã, que é bem diferente e muito mais hierárquica do que no Brasil, pelo menos onde eu trabalhei. No geral, acho que os brasileiros levam as coisas com mais leveza, mas trabalham muito mais horas que os alemães. Aqui eles passam o dia inteiro estressados, mas quando chega a hora de ir para casa ninguém quer nem saber. Não tem muito aquela mentalidade “escrava” do Brasil. Para os alemães, o trabalho é tão importante quanto o tempo livre. Em termos de remuneração e, dependendo do cargo, penso que no Brasil se ganha melhor, mas se gasta muito com a vida cara. Na Alemanha você ganha menos, mas os impostos voltam em forma de serviços públicos eficientes. Então você paga pouco por saúde, educação e lazer. No final, acho que dá no mesmo.


    Que conselho você daria para quem está se mudando para o exterior?

    Eu aprendi muito trabalhando aqui. Quando mudamos de país, passamos muito tempo tentando nos reinventar, tentando encontrar e entender quem é aquela nova pessoa. É um momento de muita reflexão, de olhar para si mesmo sob uma nova ótica. Eu acabei indo pelo mesmo caminho que seguia no Brasil, mas se alguém quer tentar algo novo, a mudança de país pode ser super favorável. Já que tem tanta coisa mudando, então aproveite o embalo.

    Quando mudamos de país, mudamos também a lente com que estamos acostumados a ver o mundo. Talvez com essas novas lentes seja possível enxergar coisas na vida profissional antes nunca percebidas.

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  • Terra da batata – por Vanesssa Bueno
    Terra da batata

    Nas minhas primeiras férias do lado de cá, quando eu ainda nem pensava em me mudar, resolvi dizer para o meu marido, na época namorado, que queria experimentar pratos típicos. O que aconteceu foi que provei vários tipos de salsichas e cortes diversos de carne de porco, sempre acompanhados de alguma preparação de batata. Um dia tive que perguntar:
    – Por que afinal de contas se come tanta batata por aqui? Não escapa nem um diazinho para o arroz?

    Foi então que ele me contou sobre o Fritz.
    Lá pelos anos 1700 a população alemã sofria com os invernos rigorosos e quase não tinha o que comer, já que o plantio de grãos  não vingava no clima austero. As mortes por fome eram muitas e foi então que o rei Frederico II, conhecido popularmente por Fritz, decidiu distribuir a batata e instruções de plantio para os agricultores. Na época, a iguaria havia chegado à Europa trazida pelos espanhóis da América do Sul,  mais exatamente da Cordilheira dos Andes. Reza a lenda que no começo a planta da batata era usada apenas como decoração, porque dá flores lindas. Somente com a crise e a escassez de recursos é que os europeus decidiram experimentá-la.
    Mas os agricultores da Alemanha não receberam a novidade muito bem. Provaram a batata e acharam-na pouco saborosa, recusando-se assim a iniciar seu cultivo. O rei então lançou mão de uma estratégia que mudou para sempre a relação dos alemães com o tubérculo. Ele ordenou a seus soldados que passassem a vigiar sua plantação. O fato chamou a atenção dos agricultores, que julgaram a batata algo de extremo valor. Na calada da noite, então, eles começaram a furtar a plantação do rei. Claro que as ordens eram de que os soldados não reagissem. A ação, associada às campanhas do rei de que batata era consumida pela nobreza, fez com que os agricultores e o povo acreditassem que se tratava verdadeiramente de uma iguaria.
    Daí para a frente surgiram mais e mais receitas deliciosas e a Alemanha ficou conhecida como terra da batata. Uma preparação inclusive é bem famosa no sul do Brasil, para onde as famílias alemães migraram nos anos 1800: É a salada de batata, tradicionalmente feita com maionese, mas que possui versão mais leve somente com vinagre azeite e salsinha.
    Ah, agora também me lembrei que tem uma cidade de colonização alemã, lá no Rio Grande do Sul, minha terra, que realiza anualmente a Kartoffelfest (Festa da Batata). Neste dia, em Santa Maria do Herval, pode-se provar de tudo: pão de batata, doce de batata, sopa de batata, bolo de batata… e é tudo uma delícia!
    Com tudo isso, só me resta dizer uma coisa: Aplausos para o Fritz!
    Perguntamos aos brasileiros mundo afora como é a relação deles com a culinária do novo país. Dá uma olhada no que descobrimos:
    “Tem muita coisa na culinária inglesa que é estranha para mim. Comer bacon, ovo, cogumelo, salsicha, tomate e feijão no café da manhã, por exemplo. Mas tem algo que gosto muito para acompanhar o meu café da tarde: é um doce chamado Scones. Uma mistura de biscoito com pão, que servem com geléia e um creme tipo nata. É delicioso.”
    Kellen Venske, natural de Blumenau, mora atualmente em Londres, Inglaterra.
    “Sou apaixonada pelo chicken biryiani, que é um arroz com frango bem temperado à base de manteiga. O prato come-se juntamente com o roti ou o naan, pães indianos, e o paneer masala, que é um queijo tipo ricota acompanhado de um molho temperado.”
    Anelise Cornely, natural de Porto Alegre, morou três anos e meio na Índia.
    “Há muita comida exótica, saborosa e estranha por aqui. Devido as minhas alergias, não como frutos do mar, carne de porco e comida apimentada, ítens básicos da culinária de Cingapura. Minha comida favorita é o chicken rice, frango com arroz. Comidas que os locais amam são o Chili Crab e uma fruta de sabor e gosto estranho chamada Durian. Cozinhar em Cingapura custa caro, muito mais do que se comer fora, afinal tudo por aqui é produto de importação.”
    Juliana Cristine, natural de Curitiba, mora atualmente em Cingapura.
     
    Beijo e até a próxima!
    Vanessa 
     

    Vanessa Bueno é jornalista e expatriada. Mora na Alemanha há um ano e escreve sobre a vida Do lado de cá, ou seja, de fora do Brasil. A ideia é gerar debates sobre as diversas situações que permeiam a vida de brasileiros mundo afora. Falaremos por aqui, por exemplo, de trabalho no exterior, dificuldades com a língua, diferenças à mesa, criação dos filhos, e tudo o mais que surgir, sempre com a participação especial de nossos leitores.

  • Parque das Flores na Holanda – Keukenhof

    “Meu nome é Liliane Schelenz e  moro em Munique na Alemanha há um ano. Estou enviando algumas fotos que fiz no Parque das Flores na Holanda – Keukenhof, pontualmente para o ínicio oficial da primavera. 

    O parque fica na cidade de Lisse, próxima de Amsterdam. Ele é um parque temático que tem varios tipos de flores como tulipas e rosas, e fica aberto somente durante a primavera. A melhor época para visitar é abril e maio. Esse ano o parque abre as suas portas dia 20 de março, o início da primavera do lado de cá. Dia 18 de maio ele fecha,  porque infelizmente as flores começam a morrer. Quem ainda não conhece vale a pena visitar. Super recomendo! “
    Aqui você vai encontrar mais informaçãoes e fotos:
    Facebook: Visit Keukenhof
    Site com informações em inglês: Keukenhof

    Todas as fotos são de autoria de Liliane Schelenz. 
    É proibida a reprodução de qualquer conteúdo sem autorização por escrito da fotógrafa. 

    Brasileiros Mundo Afora

  • Pedalando com Amélie e Ana na Alemanha
    “Amélie”
    Ana Paula Dantas escreve no blog thisgermanlife.com sobre sua vida na Alemanha. O meu blog pessoal nasceu durante a minha mudança definitiva pra cá e aqui coloco tudo que sinto vontade de escrever. Geralmente tem a ver com a vida que levo aqui na Alemanha, mas também adoro escrever sobre viagens e aventuras fotográficas!” 
    Ela também adora pedalar e fala da sua bicicleta “Amélie” com muito carinho:
    Depois de meses pesquisando sobre os vários modelos de bicleta e o que combinaria mais com o meu estilo, caí de joelhos pela bicicleta urbana da marca Pegasus, modelo 1949. Atraída por sua cor e pelo seu aspecto vintage eu soube imediatamente que ela seria minha nova parceira! A Amélie, como eu a chamo, é confortável, super estável e o seu look retrô já atraiu muitos elogios. Apesar de ser uma bicicleta urbana, já me arrisquei com ela na floresta, pedalando por vários quilômetros e não fiquei decepcionada. 

    Aqui na Alemanha, andar de bicileta é super normal. Pessoas pedalam para o trabalho, mães carregam os filhos para a creche, estudantes pedalam para a universidade. 

    A bicicleta é o meio de transporte mais comum e conveniente para se deslocar de um ponto A para um ponto B. Eu considero que a bike faz parte da cultura do povo daqui e morar em uma país tão “bike-friendly” como a Alemanha é para mim, um grande privilégio!
  • Meu vazio se encheu de amor – por Vanesssa Bueno


    Meu vazio se encheu de amor

    Do lado de cá é muito bom, mas um dia acordei com uma sensação estranha. Tinha um buraco no peito. Uma falta de mim e da vida como eu conheço. Deu uma pressa em me livrar desse sentimento. Sai para caminhar, tem uns lugares lindos por aqui. De repente senti um alívio e tudo voltou ao normal.

     

    Contei para o médico. Ele disse: 

     

    – Ah, não se preocupe. Isso é Heimweh e depois que completares um ano aqui passa, ou diminui bastante. 

     

    Heimweh numa tradução livre para o português quer dizer saudades da pátria. Recomendou-me o médico que fizesse pequenas viagens aos fins de semana. A prática tem ajudado muito.

     

    Outro dia na escola de idiomas o assunto era esse. Quase todos tinham histórias para contar. Quando a saudade de casa bate, uns lavam louça, outros dançam, ou assistem novelas. Meu colega russo cuida da horta. A menina do afeganistão só senta e chora. Para alguns é melhor focar no presente, para outros a solução é rever as fotos da família. Todos aqueles depoimentos pareciam acolher a minha falta.

    Relatei a experiência ao marido, que me disse:

    – Eu sei bem como é isso. – Sabe? Perguntei surpresa, afinal quem mudou de pátria fui eu. 
    Ele explicou:
    – Viajei durante anos de país em país a trabalho, permanecendo de dois a três meses em cada local. Por isso, também experimentei esse sentimento. 

     

    – E o que você fazia? – Quando eu estava sozinho no Brasil, por exemplo, na véspera do Natal, rezei e pedi a Deus para não sentir mais aquele vazio. No dia seguinte, aceitei o convite de um colega para sair. Foi quando te conheci e tudo mudou.

     

    Nesse dia, meu vazio se encheu de amor. 

     

    Perguntei também aos leitores: O que vocês fazem para amenizar a saudade de casa? Olha o que a Carolina Ziliotto, que também mora na Alemanha, respondeu:

     

    “Para evitar esse sentimento de saudade da pátria eu procuro focar no presente. Faço poucos planos a longo prazo. Tenho pequenos planos e vou vivendo a vida conforme ela se apresenta. O contato diário com minha família, via Skype, também ajuda bastante. Muitas vezes colocamos o papo em dia enquanto fazemos atividades do cotidiano como cozinhar, pintar o cabelo (minha mãe diz: “olha ali do lado vai pingar”). Também faço ginástica, pequenas viagens a dois, assisto novela brasileira, saio com as amigas… Vivo o que tem para viver hoje da melhor forma que consigo.” 

    Beijo e até a próxima!

     

    Vanessa 
     

    Vanessa Bueno é jornalista e expatriada. Mora na Alemanha há um ano e escreve sobre a vida Do lado de cá, ou seja, de fora do Brasil. A ideia é gerar debates sobre as diversas situações que permeiam a vida de brasileiros mundo afora. Falaremos por aqui, por exemplo, de trabalho no exterior, dificuldades com a língua, diferenças à mesa, criação dos filhos, e tudo o mais que surgir, sempre com a participação especial de nossos leitores.

     

  • Foto do leitor – Debora Garcia em Chicago
    Brasileira em Chigaco
    Debora Garcia em Chicago

    Brasileira em Chigaco
     Fotos feitas em Chicago, no SkyDeck e no 103º andar.

     Há uma caixa de vidro que se projeta para fora do prédio. Você pode sentar ou deitar 
    nessa caixa, com Chicago a seus pés. É muito legal!
    Brasileira em Chigaco

    Fotos de Chicago

    Fotos de Chicago

    Fotos de Chicago

    Fotos de Chicago

    Fotos de Chicago

    Fotos de Chicago

    Debora Garcia é do Rio de Janeiro, professora e blogueira. Ela escreve sobre suas aventuras mundo afora no blog:

    revistadeviagem.net

  • Brasília 2014 em fotos – Claudia Bömmels
    Linda capital… poucas horas em Brasília e muitas fotos.

     

  • O carnaval de Basileia, Suiça – por Marisa Pedro Pfeiffer

    O carnaval suíço começa (dependendo da região) com a quarta-feira de cinzas, na madrugada escura. A iluminação pública é apagada e lanternas enormes ilustrando motivos políticos e sociais são iluminadas. Músicos com flautas piccolo e tambores passeiam pela cidade e também há desfiles de carros alegóricos.

    Na Basileia (Basel) tem uma festa de Carnaval muito interessante: o Basler Fasnacht. Uma característica que torna o Carnaval de Basileia atrativo é por ser a maior festa protestante do mundo e o maior carnaval da Suíça. A festa começa sempre na segunda-feira que antecede a quarta-feira de cinzas precisamente às 4h da manhã, e é realizado um ritual conhecido como Morgestraich, uma tradição desde 1835, em que todas as luzes da cidade se apagam e as pessoas desfilam pelas ruas com lanternas.A festa dura exatamente 72 horas.

    Músicas carnavalescas com flautas, tambores e blocos tocam as músicas típicas chamdas Guggenmusik. Muitos restaurantes e bares na cidade permanecem abertos por 72 horas seguidas.

    O Basler Fasnacht 2015 tem início no dia 23 de fevereiro às 4h da manhã.

    Mais informações nos sites:
    www.fasnacht.ch
    www.fasnacht.ch/service/
    www.gugge.ch/

    Marisa Pedro Pfeiffer, que mora em Basel com a família, documentou o evento. Muito interessante!

    É proibida a reprodução de qualquer conteúdo sem autorização por escrito da fotógrafa.