• Casamento grego – por Amanda Fontenele
    Curiosidades e tradições da cerimônia de casamento religioso grego
    casamentogrego

    Depois do lançamento do filme Casamento Grego, o qual foi sucesso de bilheteria, a curiosidade das pessoas se intensificou, para saber mais sobre a celebração de um casamento grego. Com base na organização do meu casamento e de outros que pude presenciar, vou descrever alguns dos preparativos desse grande dia.

    Marcando a data do casamento 
    Para poder marcar a data do casamento, é preciso publicar uma nota no jornal de maior circulação da cidade, informando os nomes dos noivos, dos pais dos noivos e de onde são. O objetivo dessa declaração é assegurar que não existe impedimento para o casal.

    Escolhendo os padrinhos
    Os padrinhos e madrinhas, normalmente não são familiares, o que gera a oportunidade de criar mais um vínculo com outras pessoas. Se o padrinho escolhido for casado, apenas ele participará da cerimônia como padrinho e a esposa o acompanhará mas, não realizará atividades de madrinha na hora do casamento.

    A decoração da igreja
    Esse é um presente dos padrinhos para os noivos. Então provavelmente os noivos irão saber da decoração, apenas no dia do casamento. Resta desejar que a escolha seja de bom gosto.

    Buquê da noiva
    Uma supresa para a noiva. Pois será escolhido e entregue pelo noivo, somente na igreja.

    Convites
    A missão de distribuir os convites é dada aos pais dos noivos e padrinhos. Noivos normalmente não entregam convites, apenas para os amigos muito próximos.

    Festas separadas
    Algumas famílias optam por realizar uma festa antes do casamento. Na qual, o noivo não participa da festa realizada pela família da noiva e a mesma não participa da comemoração do noivo.

    Vestir e maquiar a noiva
    Tudo acontece em casa, os profissionais que fazem esse trabalho, se deslocam até a residência em que está a noiva. Esse dia é de muita animação na casa da noiva, a mulherada se reune para ver a noiva se arrumando.

    Seguindo para a igreja 
    O carro dos noivos e o que levará a noiva para a igreja, é decorado com arranjos de flores.

    Buzinaço
    No percurso para a igreja, além do carro que leva a noiva, sempre existem mais alguns outros carros de amigos e familiares, que vão buzinando pelas ruas, anunciando o casamento.

    Os noivos na igreja
    Hora de entregar o buquê a noiva, dizer o sim e colocar a aliança na mão direita, forma
    como é usada pelos ortodoxos.

    Felicitações
    Να ζήσετε (Na zisete) Vida longa, é o que falamos, quando cumprimentamos aos noivos, depois do casamento.
    Casamento grego
    Noivo com o buquê
    Casamento grego
    A primeira dança acontece apenas entre os noivos e padrinhos.
    Casamento grego
    Noiva (eu) chegando no carro ornamentado.
    Casamento grego
    Casamento grego
    Apenas o padrinho atua na hora da celebração. A esposa apenas o acompanha, mas não participa das funções de madrinha.
    Casamento grego
    Presentes dos padrinhos.
    Casamento grego
    Anúncio no jornal.
    Desejo que tenha conseguido descrever esse grande dia com ênfase, mostrando para vocês o quanto essa celebração em estilo grego é festiva, envolvente e bastante tradicional.
    Se quiserem obter mais informações sobre a Grécia e a cultura grega, visitem o nosso site no Facebook: A Grécia do seu jeito. Nela destacamos um pouco da vivência nesse país.


    Sobre Amanda: Natural de Tianguá, interior do Ceará, mora há três anos em Heraklion, Creta, com o marido grego e sua filha. No Brasil ela formou-se em contabilidade, mas não atua na área. Ela trabalha no setor turístico, fazendo o receptivo com grupos de brasileiros que querem conhecer a Grécia, através de excursões programadas.

     

     

     

  • No ritmo de Bê Ignacio – por Claudia Bömmels
    No ritmo de Bê Ignacio

     

     Entrevista: Claudia Bömmels   Fotos: Holger Hage

     

    Conheci a Bê Ignacio por acaso, quando uma leitora me indicou o seu show, que estava acontecendo em Berlim. As nossas agendas não combinaram para marcar uma entrevista pessoalmente, mas eu fui no show.

    Depois de dançar no balanço de sua música, que é uma mistura gostosa de vários rítmos, me deparei, na conversa rápida que tivemos atrás do palco, com uma pessoa de extrema simpatia e simplicidade.

    Nos despedimos com a promessa de que ela me contaria sobre a sua trajetória profissional aqui na Alemanha. Aí está!

    Betina Ignacio, ou simplesmente Bê, tem 35 anos, é filha de mãe alemã e pai brasileiro e lançou seu quarto CD, Índia Urbana, em julho desse ano. Antes de decidir mudar-se para a Alemanha, para cursar uma concorrida faculdade de música em Stuttgart, ela estudou teatro no Brasil. Também fez parte de um coral, participando de várias turnês pelo país. Ela formou-se há seis anos em música e está sempre se reciclando. Conforme conta, no meio artístico é preciso continuamente estudar e se aperfeiçoar.

    No ritmo de Bê Ignacio
    Bê Ignacio Índia Urbana é um CD que chama atenção já pela capa, mostrando Bê pintada de índia na Avenida Paulista, palco de muitas manifestações na cidade de São Paulo. “O índio se pinta tanto para a guerra quanto para a festa. Quando fiz as fotos, lembrei muito dos caras-pintadas pedindo o impeachment do Collor. Algum tempo depois, as manifestações começaram a tomar conta do Brasil e todo o conceito do disco fez ainda mais sentido“, contou em entrevista ao jornal alemão Deutsche Welle.

     

    Ingressando no mercado de trabalho alemão
    Acho que sempre é difícil ingressar no mercado de trabalho. Também como cantora. Tanto no Brasil como na Alemanha, precisa-se de um tempo para se fazer bons contatos, ter a banda certa. No meu caso, depois de dois anos no mercado, as coisas começaram a andar melhor. Hoje estou muito satisfeita. As pessoas já conhecem o meu trabalho e não recebo mais perguntas do tipo ‘Você canta música brasileira? Tipo Salsa e Merengue?’ Desde quando salsa e merengue vêm do Brasil? Tive que aprender que as pessoas aqui não sabem distinguir muito bem os diferentes rítmos. Para eles, música latina é tudo a mesma coisa. Outro problema que tive no início foi: chegava em algum lugar para fazer o show e o organizador do evento olhava para mim e perguntava ‘Ué, onde está o seu biquini? E as penas?’ Viva os clichês! Ficava chocadíssima.
    Diferenças entre o Brasil e a Alemanha
    Eu só posso falar do que vejo e vivencio quando estou no Brasil. Com certeza é difícil generalizar qualquer coisa na minha área. Mas no Brasil, hoje em dia, os artistas tem mais apoio do Governo. Acho isso ótimo. Aqui na Europa realmente tem que se lutar bastante para se conseguir viver da música. Acho que no Brasil as coisas estão mudando nesse sentido. Mesmo artistas que não tem nome conseguem sobreviver sem ter que trabalhar em outro ramo.
    Quando perguntei sobre a rotina de trabalho, a resposta foi de que não há rotina fixa. Algumas vezes ela está compondo e arranjando músicas novas, outras está no estúdio gravando ou ensaiando com os músicos, fazendo shows ou trabalhando no escritório. “Grande parte de meu trabalho significa viajar“, contou Bê.
    Para quem está começando uma nova carreira, ela diz: “Acho super importante, em primeiro lugar, observar como as coisas andam. No Brasil, por exemplo, é normal uma banda profissional ter roadies a acompanhando. Eles são profissionais que coordenam tudo o que diz respeito ao som e à iluminação de palco. Já vivenciei músicos brasileiros na Europa que não sabiam montar os próprios instrumentos no palco. Aqui na Europa, só os grandes nomes contratam roadies. A coisa mais normal é você saber montar o próprio instrumento.
    E completa: “Em geral e indiferente da profissão, é super importante viajar e trabalhar em outro país e vivenciar outra cultura. Nem sempre é fácil, mas a riqueza em vivências e a possibilidade de ver o próprio país de outra forma, de um outro ângulo vale ouro.
    No ritmo de Bê Ignacio
    Brasileira na Alemanha
    Brasileiros na Alemanha
    Brasileiros na Alemanha
    Brasileiros na Alemanha
    Brasileiros na Alemanha Bê ignacio
    Brasileiros na Alemanha

     

    http://issuu.com/claudiamullerboemmels/docs/brasileirosmundoafora04

     

     

     

  • Humboldt Box Berlim – Turismo em Berlim
    Humboldt Box Berlim
    Na Ilha dos Museus em Berlim, você vai ver um prédio azul e branco com vista para a Catedral Berliner Dom e a praça Lustgarten. É a Humboldt Box, um centro de informação turística, museu e Café/Restaurante. Ela permanecerá no local até que o projeto Humboldt Forum sejá concluído, assumindo até lá a tarefa de fornecer informações sobre a construção (reconstrução) do castelo Berliner Schloss logo em frente no chamado Schlossplatz. O castelo foi demolido na época da DDR e será reconstruído e utilizado, entre outros, como centro cultural. O ponta pé incial da construção foi dado no verão de 2013 e o progresso do projeto se torna cada vez mais visível.  
    As exposições na Humboldt Box mostram a importância deste projeto único em Berlim. O tamanho, a importância política e a complexidade do monumento histórico é impressionante. Vale a pena! O local está aberto diariamente de 10 às 19 horas e a entrada custa 3 Euros.
    Uma maquete mostra como Berlim ficará mais linda, quando o projeto tiver concluído.
     

     

     

    Humboldt Box Berlim


    Humboldt Box Berlim

     

    Humboldt Box Berlim

     

    Humboldt Box Berlim

     

    A nova revista está online!
     

    O inverno através das lentes de brasileiros mundo afora.

    A nova revista está disponível em duas versões gratuitas:

    Leitura online – para quem tem uma boa conexão de internet e quer ler online no tablet ou celular Android ou no PC. Edição Especial Inverno Mundo Afora 

     

    Versão PDF – ideal para quem quer ler confortavelmente offline no tablet, celular Android ou no PC. Basta assinar a nossa Newsletter! Não se preocupe: nós nunca vamos passar o seu e-mail para terceiros, nem vamos encher a sua caixa postal de propaganda. A nossa missão é compartilhar conteúdo excelente. Se você não gostar pode sair a hora que quiser.

     

     

  • Advogando nos EUA – Cintia Moneró
    Cintia Moneró é formada em Direito e trabalhou, antes de se mudar para os Estados Unidos, como advogada contratada da UNESCO, em São Paulo. Atualmente ministra aulas de alfabetização infantil em português e está aperfeicoando a língua inglesa para frequentar cursos na área de direito no país.

    Meu nome é Cintia Moneró, sou advogada com pós-graduação em Direito Previdenciário e, desde 2010, moro com a minha família nos Estados Unidos (EUA). Daqui eu administro um grupo no Facebook chamado Clube das Brasileiras no Texas, onde falamos sobre o nosso dia a dia no país, sobre os nossos filhos e tentamos nos ajudar e apoiar ao máximo. Um dos pontos em comum entre nós é a dificuldade de retornar à vida profissional. Esse é um tema que mexe muito com a auto-estima de muitas mulheres, que se vêem recomeçando profissionalmente, tendo que percorrer,  muitas vezes, um longo caminho.

    Minha história assemelha-se a de muitas outras brasileiras que moram no exterior. Eu nunca tinha estudado inglês no Brasil. Estudei somente o francês, minha língua preferida. Cheguei aqui falando praticamente nada. Após os seis primeiros meses nos EUA, eu engravidei. A maternidade sempre foi o meu maior sonho e, por isso, eu mergulhei profundamente neste universo maravilhoso e novo de ser mãe. Consequentemente nao tive também tempo para mais nada. Mas, entre as noites maldormidas e as mamadas, consegui voltar a fazer algumas aulas de inglês. Meu objetivo é fazer um curso de paralegal, ou assistente legal, que dura dois anos.

    Um assistente legal trabalha como assessor do advogado, com funções de extrema importância para o sucesso do escritório de advocacia, porém, não podem prestar consultas ou assinar petições. Penso que esse curso é uma excelente forma de introdução e conhecimento do direito nos EUA, além de ser uma boa porta de entrada para o mundo da advocacia.

    Os dois maiores desafios, na minha opinião, são o idioma e a dificuldade de validar o diploma brasileiro. Além disso, os cursos de pós-graduação também são caros. O de direito custa por volta de 60 mil dólares e o curso de paralegal em torno de 7 a 15 mil.

    Para se fazer uma pós-graduação, é necessária a aprovação no exame de inglês do TOEFL. Esse teste avalia sua capacidade de usar e compreender o inglês no nível universitário. Avalia também sua capacidade de combinar compreensão oral, leitura, expressão oral e escrita para realizar tarefas acadêmicas. A nota mínima solicitada varia de acordo com a universidade. Com a aprovação no TOEFL e uma análise da documentação da graduação cursada no Brasil, é possível se matricular em uma pós-graduação de direito por aqui. Após o término do curso, será então possível validar o diploma brasileiro. A próxima etapa é a aprovação no Bar Exam, equivalente ao exame da Ordem dos Advogados no Brasil.

    Que conselho você daria para quem está se mudando para o exterior?

    É muito trabalho, independente da escolha que você fizer, e é difícil recomeçar. Mas, com determinação, tudo é possível.

     

  • Pedalando Mundo Afora – Galeria de Bikes
    Pedalando mundo afora

    Pedalando Mundo Afora é a nossa coluna onde falamos sobre bikes e ciclismo mundo afora.

    Amigos e leitores dividem conosco fotos, relatos e dicas sobre suas bikes ou sobre ciclismo nas suas cidades. Como por exemplo o Ralf, que decidiu no reveillon de 2013 que pedalaria mais  que os 4000 km pedalados em 2012. E assim ele segue com a sua bicicleta, pedalando diariamente por Berlim e redondezas. Aqui em  entrevista ele fala um pouco sobre a sua  paixão pela magrela. Leonardo Nunes de Azevedo é apaixonado por viagens, esportes, pela natureza, fotografia e pedalar por montanhas. Em entrevista Leonardo fala sobre a grande aventura que foi pedalar sozinho pela Patagônia e revela seus medos, desafios e conqusitas. A suiça Karin Lanz fala sobre o ciclismo em Zurique e mostra que pedalar elegante é possível! A brasileira Ana Dantas nos conta sobre o seu amor pelo ciclismo e por sua bicicleta que ela carinhosamente apelidou de  Amélie. Como é pedalar na China, onde existem milhões de biciletas circulando pelas ruas? Cristine Marote, que mora no país, compartilhou suas experiências e fotos.

    Na nossa coluna Pedalando Mundo Afora você vai encontrar essas e muitas outras histórias interessantes! Basta clicar aqui: Pedalando Mundo Afora

    As fotos das bicicletas que eu vejo por aí, você vai encontrar no Pinterest.

    Follow Claudia’s board Pedalando Mundo Afora on Pinterest.

     

  • De professora a assistente social na Alemanha – Maria de Fatima Alencar Viana

    Maria de Fatima Alencar Viana era professora de inglês no Brasil. Há nove anos morando no exterior, atua como assistente social de um Conselho de Menores, na Alemanha

    Eu me mudei para a Alemanha por causa de um relacionamento. Meu ex-namorado era alemão e nos conhecemos no Brasil, onde ele realizava estágio em uma empresa alemã. Com ele mantive um rela-cionamento de cinco anos à distância. Ao terminar a universidade na Alemanha, ele foi trabalhar no Brasil, onde vivemos mais cinco anos juntos. Depois disso, a empresa onde ele trabalhava o enviou de volta ao seu país natal e eu vim junto. O relacionamento não seguiu, mas eu acabei ficando aqui nas gélidas terras germânicas.

    Ingressar no mercado de trabalho em um país estrangeiro é sempre muito dificil. Se a pessoa não domina o idioma, torna-se algo quase impossível. Portanto, o meu primeiro objetivo ao chegar foi  aprender o bendito alemão. No início trabalhei como hostess em feiras. O fato de se tratar de um público internacional e de eu falar inglês, português e espanhol fluentemente  ajudou bastante.

    Quando já falava um pouco mais o alemão, entrei em uma empresa de seguros, cuja função era dar assistência aos segurados alemães que encontravam-se  hospitalizados no exterior e solicitavam o retorno imediato ao país. Mais uma vez o fato de falar outros idiomas me ajudou muito.

    Mas a verdade é que profissionalmente eu comecei tudo do zero. Fiz uma nova universidade e atuo na área de assistência social há cinco anos.

    Uma das coisas que me fascina na Alemanha é a relação entre chefes e subordinados no trabalho. Aqui chefe não é um deus, portanto pode receber  um não como resposta de um subordinado. Na minha primeira experiência profissional lembro-me que ficava de boca aberta ao ver a reação das funcionárias quando o chefe aparecia com mais trabalho. Elas falavam “im Moment geht nicht ” (no momento não tenho tempo). O chefe então dava meia volta sem questionar e retornava mais tarde. Eu trabalhei em outras três empresas, e o relacionamento entre chefes e subordinados não era diferente. A pausa dos funcionários, seja para tomar um café ou para fumar um cigarro, é sagrada. Eu costumo brincar que mesmo se a Chanceler alemã Angela Merkel aparecesse e solicitasse ajuda de algum deles, a resposta seria clara: “depois, agora estou na pausa”. No Brasil, ouvi várias vezes pessoas que ocupavam cargos de gerência dizerem que não frequentavam os happy hours para manter distância dos subordinados.

    Outra diferença notável  é que no trabalho não existe a expressão “deixa pra lá ou para amanhã”. Tudo é anotado, conversado, planejado e apurado. Eu trabalho diretamente com diversas repartições públicas e seria um sonho se algum dia tivéssemos no Brasil tanta eficiência e respeito ao cidadão como nos orgãos públicos daqui. Só não pode-se  confundir cordialidade com simpatia. O funcionário público alemão é tudo menos simpático. Mas de uma coisa você pode ter certeza: o seu problema será solucionado.

    Uma das primeiras recomendações que faço quando inicio o trabalho com uma família estrangeira é que não adianta omitir fatos ou vir com aquela velha história de que não recebeu o documento ou que não sabia. É só uma questão de tempo e tudo será descoberto. Se a pessoa, por exemplo, recebeu um Euro indevidamente terá que devolvê-lo.

    Como trabalho diretamente com o tema educação aqui, me choca o pouco contato que os pais que trabalham fora têm com seus filhos no Brasil. Costumo dizer, que nos grandes centros do país, a educação dos filhos está terceirizada. Os pais levam os filhos dormindo para as escolinhas e os trazem para casa também dormindo. Aqui as crianças ficam no máximo até às 17 horas nas escolinhas. Muitos pais podem optar por uma carga horária de trabalho flexível. A maioria das minhas colegas, que são mães, trabalha entre 20 e 30 horas por semana.

    Outra diferença grande é a forma como as crianças dos dois países lidam com regras. A criança alemã aprende desde pequena que na vida existem direitos e deveres. Ela aprende a desenvolver uma rotina familiar e a reconhecer o seu papel dentro da família.
    No meu trabalho, eu encontro muita dificuldade ao tentar implementar essa estrutura em uma família latino-americana. As mães latinas geralmente associam a educação mais regrada à falta de amor e de carinho. Escuto com frequência que uma sociedade cheia de regras robotiza as pessoas. Deve ser por isso que os alemães são mais formais e menos espontâneos, mas a ausência de regras gera, na maioria das vezes, desrespeito ao próximo, mesmo na vida familiar. Se eu não cumpro com os meus deveres, alguém vai ter que fazer por mim e esse alguém será geralmente a pessoa mais sobrecarregada da família: a mãe.

    Como a desigualdade social no Brasil é muito grande, o contato entre a camada social mais baixa e a mais alta existe praticamente só em forma de prestação de serviços da classe inferior à classe superior. Aqui um motorista de ônibus pode encontrar, por acaso, o seu médico jantando no mesmo restaurante ou de férias na Grécia ou na Espanha. Os filhos desse mesmo motorista frequentam muito provavelmente a mesma escola que os filhos de um diretor de empresa, já que aqui escolas particulares praticamente não existem.

    Eu trabalho para o conselho de menores e há duas maneiras de chegarmos até as famílias. A mais simples delas é quando as famílias estão sobrecarregadas com questões ligadas à educação dos filhos e solicitam ajuda. A outra possibilidade é através das escolas, creches, pediatras ou denúncias. Geralmente trata-se de suspeitas de que a situação familiar não esta bem estruturada e que crianças ou adolescentes estão sendo negligênciados. O meu papel é, acima de qualquer coisa, garantir o bem estar das crianças e  adolescentes. Se for comprovado que eles estão sofrendo abusos ou não estão recebendo os devidos cuidados, eles são retirados imediatamente das famílias. Se a situação não for grave, trabalha-se juntamente com os pais para que seja reestabelecida a harmonia familiar.

    Que conselho você daria para quem está se mudando para o exterior?

    A primeira coisa a ser feita é verificar se os diplomas são reconhecidos no país onde você quer morar. Outra coisa muito importante é falar o idioma local. Queridos brasileiros mundo afora: será muito, mas muito mais dificil aprender uma língua estrangeira e se integrar na sociedade, se a preocupação maior for assistir às novelas brasileiras. Conheço casos de mulheres, cujos maridos alemães aprenderam português sem nunca terem morado no Brasil e elas não aprenderam o alemão vivendo aqui. Aprender um idoma exije disciplina e dedicação. Não basta apenas frenquentar a escola de idiomas. Acredito que esse é um ponto fundamental para se conseguir um emprego no exterior.

    Uma outra recomendação para mulheres que, assim como eu, mudaram de país por um relacionamento amoroso: Tentem construir algo para si, pois em um eventual término, vocês não terão como única escolha a passagem de volta ao Brasil.

     

  • Álbum Coletivo Páscoa Mundo Afora

    Queridos Brasileiros Mundo Afora!

    A Páscoa 2014 chegou e os nossos leitores e amigos nos mandaram várias fotos de trabalhos manuais feitos por brasileiros e brasileirinhos mundo afora. Aqui está o nosso Álbum Coletivo Páscoa 2014.

    Fotos do arquivo pessoal dos fotógrafos. É proibida a reprodução de qualquer conteúdo sem autorização prévia por escrito.

     

    Adrian, cinco anos –  Allschwil, Suíça 
    Pascoa Suiça

     

    Pascoa Suiça

     

    Pascoa Suiça
    Samuel, três anos & Rafaela, 15 meses –  Dresden, Alemanha

     

    Aqui algumas fotos da nossa atividade artística de Páscoa para o album coletivo da tua revista. Fizemos os ninhos de pascoa, com caixa de sapato forrada, como eu costumava fazer todos os anos durante a minha infância. O Samuel tem tres anos e meio e participou ativamente de toda a atividade. A Rafaela tem 15 meses e também participou, a sua maneira. 

     

    Pascoa Alemanha

     

    Pascoa Alemanha

     

     

     

     Lila Rosana, Canadá
    Pascoa Canada

     

    Pascoa Canada

     

    Pascoa Canada

     

     

    Cristina, Alemanha

     

    Este ano fiz com as craianças os tradicionais ovos, um pato de feltro e um cartão com uma galinha feita com a impressão da mão da criança.

     

     

     

    Yasmin, quatro anos –  Suiça

     

     

     

     

     Sophia, Itália

    Sophia de quatro anos fez alguns trabalhinhos na escolinha. Pintaram um pratinho de plástico e deram a forma de coelho, fizeram pintinhos com algodao que eu adorei, pois ficou muito fofo e fácil pra fazer com crianças pequenas.

     

     
     Miriam, Lucas & Luisa, Suiça

     

     

     

     
     Claudia, Fabian & Anna Lena – Alemanha

     

     

     

     

     
    Marwin, oito anos– Alemanha

     

     

     

     
    Marina, dez anos– Alemanha

     

     

     
    Ella, nove anos– Alemanha

     

     

     

  • Lego Party – Aniversário de crianças na Alemanha
    Lego Party

    Como eu escrevi anteriormente no post Aniversário de criança na Alemanha fazer aniversário de pimpolhos por aqui não tem muito mistério. Geralmente tem um bolinho,  uns salgadinhos, umas frutas e uns pepinos cortados. Está pronta a festa. Aqui em casa, como em muitas outras casas brasileiras no exterior, tentamos adaptar o que as duas culturas, a brasileira e a alemã, tem de melhor. Um pouco mais de alegria na decoração, mas uma festa feita principalmente para as crianças.

    Esse ano eu não tive muito tempo para organizar a festinha de oito anos do meu filho, mas no final das contas ele ficou bem feliz. Comemoramos em casa com muita brincadeira e depois fui com a meninada para o cinema assistir o Lego Movie. Sucesso total!

    Muitas mãe mundo afora compartilharam suas fotos dos aniversários dos seus pimpolhos conosco. Aqui você vai encontrar muita inspiração e capricho! Aniversários de crianças mundo afora
    E eu vou ficando por aqui, deixando algumas fotos para vocês verem, algumas outras que encontrei no pinterest como inspiração e um download para quem quiser baixar as folhas para as crianças pintarem e os posters do filme.
    Você fez uma festinha legal também e sua foto não está no nosso álbum coletivo? Manda pra gente!  Beijos Claudia
    ***

     

     

     

    Inspiração encontrada no pinterest:
     
    Download (Word) das folhas para pintar e posters do filme: Lego Party – Dropbox

     

     

     

  • Keukenhof – Parque das Flores na Holanda por Karla Sobrinho

    Os brasileiros Karla e Eugênio comemoram seus 11 anos juntos com uma viagem pela Europa. Hoje eles compartilharam conosco fotos do fantástico parque das flores  Keukenhof na Holanda.

    “Esse parque é um lugar sem igual, ficamos encantados! Ele fica na cidade de Lisse, próxima de Amsterdam. O parque temático tem vários tipos de flores, muitas tulipas e rosas, e fica aberto somente durante a primavera e por pouco tempo. A melhor época para visitar é abril e maio. Quem ainda não conhece vale a pena visitar.”

     

    Mais informaçãoes e fotos lindas você encontra no site do Facebook do parque: Visit Keukenhof

     

    ou no site oficial, com informações em inglês: Keukenhof
    Fotos do arquivo pessoal de Karla. É proibida a reprodução de qualquer conteúdo sem autorização prévia por escrito.
    Keukenhof - Parque das Flores na Holanda
    Keukenhof - Parque das Flores na Holanda
    Keukenhof - Parque das Flores na Holanda
    Holanda
    Tulipas Holanda
    Tulipas Holanda

    Claudia Bömmels | Brasileiros Mundo Afora

     

  • Os Don’ts para brasileiras na Turquia  – por Gabrielle Q R Uğan
    Turquia para brasileiras

    Dicas do que fazer na Turquia é fácil de se encontrar em diversos sites de turismo. Mas o que não fazer na Turquia? Gabrielle Q R Uğan autora do blog Minha Turquia, dá 10 top dicas para você não fazer feio no país. Gabrielle é casada com o turco Irfan e mora no país desde 2011. Acesse o blog, pare ler mais sobre sua história de amor com a Turquia. 

    Todos sabem que a Turquia, apesar de ser um país laico, tem maioria islâmica e que a cultura, de modo geral, se difere bastante da brasileira. Portanto, é preciso ser sensata e perspicaz para não dar nenhuma gafe em um país tão diferente do nosso. Então, vamos às 10 dicas do que NÃO fazer na Turquia:

      1. Não use minishorts e minisaias e não abuse dos decotes se não estiver em uma cidade praiana, onde todas as outras pessoas estarão vestidas da mesma forma. Do contrário, atrairá os olhares de todos os homens que passarem por você e de todas as mulheres religiosas também. Eu achava que isso nunca me incomodaria, mas, sinceramente, me senti despida usando um short, à noite, em Taksim, e é uma situação extremamente desconfortante. Não saia sem um lenço ou uma echarpe na bolsa. Se estiver com blusa de alça e sentir-se mal, essa echarpe será sua salvação.

     

      1. Se for apresentada a um casal ou um grupo de turcos, não se incline para beijar ou abraçar para cumprimentar. Cumprimente estendendo a mão, principalmente homens. Só beije se a pessoa vier beijá-la. Na Turquia, os homens não cumprimentam mulheres que não têm intimidade com beijos, por isso, para nós mulheres, fica feio se nos inclinarmos para beija-los.

     

      1. Na Turquia, ser muito simpática pode te colocar em maus lençóis. Você pode ser simpática com as famílias que conhece ou conhecer, com os amigos e amigas e com as pessoas para as quais for apresentada, mas não sorria para qualquer um na rua, como vendedores etc. Ou seja, não retribua sorrisos masculinos. Seja educada, mas não seja afável demais. Os turcos, em geral, interpretam mal qualquer atitude mais afável vinda de uma mulher e começam a fazer graçinhas. Dependendo do nível de educação, podem ser bem desagradáveis.

     

      1. Não procure por “olho grego”, “churrasco grego”, nada grego. Pelo amor de Deus! Você está na Turquia, não se esqueça. O olho é TURCO. o churrasco é TURCO e chama-se Döner. A bebida de anís, que na Grécia chama-se Ouzo, é típica TURCA e chama-se RAKI. Entendido? (risos)

     

      1. Não chame os turcos de árabes. Apesar da cultura ter alguns pontos semelhantes e do estilo da culinária ser parecido, turcos são turcos e árabes são árabes. Nós brasileiros confundimos muito, porque quando os árabes libaneses e sírios chegaram ao Brasil, eles tinham passaporte Otomano (turco), já que na época eram dominados pelo Império Otomano. Sabe aquela expressão que temos até hoje quando nos referimos à alguém “pão duro”: ele parece “turco”!? Ela vem da experiência que os brasileiros tiveram com os comerciantes árabes. Obs: turcos também são ótimos comerciantes.

     

      1. Como em vários países europeus, na Turquia, as pessoas também costumam parar nas escadas rolantes encostadas no lado direito, para que as que estão com pressa possam passar pela esquerda, principalmente nas estações de transporte público. Portanto, se não quiser parar o trânsito de pessoas e chamar atenção, não fique parado no lado esquerdo da escada rolante. Se se distrair e parar, fará com que uma fila se forme atrás de você e as pessoas começarão a te pedir licença – “pardon” – com cara feia.

     

      1. Se for convidado para a casa de algum turco(a), não entre nunca de sapatos. Pergunte antes de entrar se deve tirar os sapatos e faça o que o(a) dono(a) da casa orientar. Os turcos não entram em casa com os sapatos que usam na rua. Normalmente, eles têm algumas sandálias, em um armário próximo ao hall de entrada, para emprestar aos visitantes.

     

      1. Caso seja visitante de um(a) turco(a), muito provavelmente, você se sentirá bem tratada. Ele(a) fará questão de oferecer chá e um rodízio de petiscos. Não saia sem comer nada, mesmo que esteja satisfeita, prove. Do contrário o(a) anfitrião(ã) se sentirá ofendido.

     

      1. Se passar em frente a uma mesquita pequena, numa sexta-feira (dia sagrado), possivelmente verá homens rezando na calçada, na parte de fora da mesquita. Não passe na frente, apenas na lateral. Se passar na frente, estará cortando o caminho entre eles e Meca, pois eles rezam virados para para a cidade mais sagrada da religião Islâmica.

     

    1. Por último, quero deixar claro que, apesar da Turquia ser um país muito mais seguro que o Brasil, é preciso estar sempre atenta. Não entre em ruelas desertas sozinha. Não dê papo para estranhos na rua. Muitos aproveitadores te pararão por ser estrangeira. Não dê atenção. Preze sempre pela sua segurança.

     

    Espero que tenham curtido as dicas e que aproveitem muito a Turquia, que é um país intrigante e magnífico.

    Mais dicas você encontra no meu blog Minha Turquia e no Facebook. Vejo você por lá!

    Gabrielle

    Fotos do arquivo pessoal de Gabrielle. É proibida a reprodução de qualquer conteúdo sem autorização prévia por escrito.