• 25 perguntas para se responder antes da entrevista para um novo emprego
    Muitas pessoas que vem morar na Alemanha sonham de alguma forma com uma vida melhor. Entre os muitos sonhos certamente está o de encontrar um emprego. Talvez um melhor que no Brasil, talvez um qualquer.
    Eu, como muitos de vocês, também estava à procura de um trabalho. Encontrei. E uma das coisas que me ajudaram a responder bem à entrevista – quer dizer duas: uma por telefone e uma pessoalmente – foi responder para mim mesma, por escrito, as perguntas a seguir. Como a entrevista seria em alemão eu as repondi nesse idioma. Mas na minha opinião são perguntas que se aplicam a qualquer lingua e a qualquer país. Se ajudar você a encontrar um emprego também, então já valeu a pena. Boa sorte!
    1. Por que você quer mudar de empregador?
    2. Por que você ainda não encontrou um emprego?
    3. O que você pode fazer por nós?
    4. Oue você sabe sobre a nossa empresa?
    5. Onde você quer chegar profissionalmente e pessoalmente?
    6. Quão boas são suas habilidades no computador?
    7. Como você motiva a si mesmo?
    8. Como você lida com colegas difíceis?
    9. Se você pudesse começar do zero…
    10. Por que devemos contratá-lo?
    11. Como você lida com mudanças?
    12. Qual foi o seu maior sucesso e a sua maior derrota?
    13. Quem você será na nossa equipe?
    14. O que um chefe não pode fazer com você?
    15. O que é um bom chefe para você?
    16. Você lida bem com estresse?
    17. Você tem um hobby?
    18. Como seus amigos descreveriam você?
    19. Você faz esporte regularmente?
    20. Como você consegue equilibrar a vida familiar com a professional?
    21. Quais são os seus pontos fracos?
    22. Quais são os seus pontos fortes?
    23. O que você estará fazendo daqui a cinco anos?
    24. Descreva o seu estilo de trabalho
    25.  Você tem mais alguma pergunta?
    Em alemão:
    1. Warum wollen Sie eigentlich Ihren Arbeitgeber wechseln?
    2. Warum haben Sie immer noch keine Stelle gefunden?
    3. Was können Sie für uns leisten?
    4. Was wissen Sie über unsere Firma?
    5. Was wollen Sie beruflich und privat erreichen?
    6. Wie gut sind Ihre PC-Kenntnisse?
    7. Wie motivieren Sie sich?
    8. Wie gehen Sie mit schwierigen Kollegen um?
    9. Wenn Sie noch einmal von vorne anfangen könnten …
    10. Warum sollten wir gerade Sie einstellen?
    11. Wie gehen Sie mit Veränderungen um?
    12. Was war bisher Ihr größter Erfolg und die schwerste Niederlage?
    13. Wer werden Sie in unserem Team sein?
    14. Was darf ein Chef nicht mit Ihnen machen?
    15. Was ist für Sie ein guter Chef?
    16. Können Sie gut mit Druck umgehen?
    17. Haben Sie ein Hobby?
    18. Wie würden Ihre Freunde Sie beschreiben?
    19. Treiben Sie regelmäßig Sport?
    20. Wie schaffen Sie ein Gleichgewicht zwischen Arbeit und Familie?
    21. Welche Schwächen haben Sie?
    22. Welche Stärken haben Sie?
    23. Wo sehen Sie sich selbst in 5 Jahren?
    24. Wie würden Sie Ihren Arbeitsstil beschreiben?
    25. Haben Sie noch Fragen an uns?
  • Reflexões na volta ao ninho

    Voltar à minha cidade depois de quatro anos me trouxe vários questionamentos e algumas constatações. Eu já pensava no assunto antes de ir e me intrigava como seria o meu reencontro com o Rio de Janeiro depois de tanto tempo. Nunca tinha ficado tão distante das minhas raízes. Cheguei a imaginar que eu me sentiria deslocada, amedrontada com a violência, que quatro semanas era tempo demais para férias… Tive medo de um choque cultural, da tão falada síndrome do retorno, que acomete muitos que regressam depois de uma longa estada fora do país. Mas nenhum dos meus temores realmente aconteceu. Voltar foi e acredito que continuará sendo um bálsamo para a alma. Em primeiro lugar, porque o Rio é um colírio para quaisquer olhos, mesmo com todos os problemas. Entre outras razões, retornar significa reencontro. Nesse caso, comigo mesma e com pessoas que ajudaram a escrever quem eu sou, quem fui e quem quero me tornar. Significa, entre tantas outras coisas, um espelho na sua frente, um cara a cara com você mesma. Me lembrei do quanto nós, brasileiros, gostamos de conversar com desconhecidos na rua, da importância do contato olho no olho, da música, da reunião de família, das recordações de infância ao avistar determinados lugares.

    Nesse ambiente de reflexão e nostalgia, me chamou a atenção o desemprego, que assola o país e em especial a cidade carioca. Vi amigos queridos e desconhecidos desempregados. Todos os motoristas de taxi tinham sido demitidos. Presenciei inúmeros moradores de rua, constatação confirmada pela imprensa. Eu, que adoro teatro, fui informada que diversas salas haviam sido fechadas. Nem mesmo os cadernos de cultura dos jornais traziam mais diariamente a programação – deve ser redução de custo. Os restaurantes e bares da orla, cheios no passado, já não lotavam mais. Em conversas informais com garçons, todos confirmavam a derrocada: o movimento caiu cerca de 40%. Pairava no ar um quê de derrota.

    E foi nesse momento que questionei a tão aclamada alegria de viver do carioca. Onde estava? O paradoxo é o suíço ser eleito o povo mais feliz do mundo naquelas pesquisas que medem felicidade. Quem vive aqui ou já passou perto, sabe que alegria contagiante não é o forte nesse país. Presenciei, ao mesmo tempo, manifestações de satisfação genuína, gente fazendo festa na rua. Os tiroteios eram diários, mas os bailes e as rodas de samba também – os eventos culturais seguem seu fluxo, assim como a vida. E aí talvez esteja o segredo ou o óbvio, o viver carioca reflete contentamento, mesmo que a vida esteja cercada de tantos problemas. Aliás, felicidade é palavra que nem se pronuncia no país, o negócio é baseado “no levanta, sacode a poeira e dê a volta por cima”.

    O contato com a realidade difícil dos conterrâneos me remeteu aos tempos em que morava na cidade e vivia preocupada com a possibilidade de demissão devido à crise, o perigo de parar o carro num sinal vermelho ou de deixar a bolsa no banco do carona e sofrer um assalto no trânsito. Pensei nas dificuldades que enfrentamos todos: quando estamos no país, sofremos pela instabilidade econômica; mas se emigramos, desfrutamos da tão sonhada segurança, mas provavelmente bebemos do preconceito de sermos estrangeiro, da solidão, da desconexão cultural.

    Tive quase quatro semanas para refletir sobre essas idiossincrasias. Deixei o Brasil com mais dúvidas que certezas. Mas saí com um sentimento bom, sensação de pertencimento, encontro com o meu lugar e entendimento de vários atos de meu comportamento. Eu sou tudo o que deixei por lá, mas também o que me tornei na Suíça. Detalhes de nós mesmos que só percebemos quando tomamos devida distância.

     

    Texto: Liliana Tinoco Bäckert  Foto: Donatas Dabravolskas

  • Ciclismo em Zurique

    Entrevista com  Karin Lanz, que nos fala sobre o ciclismo em Zurique na Suiça 

    Karin e eu nos conhecemos no trabalho em Zurique. E desde sempre, ela pratica o ciclismo. A bicicleta sempre foi sua companheira para ir para o trabalho e baladas. Sim, isso mesmo! As pessoas aqui utilizam a magrela também para sair a noite, principalmente no verão. Karin fala um pouco sobre pedalar em Zurique. 
    Karin, desde que eu te conheço, você pedala por Zurique. Fale um pouco sobre a infrastrutura da cidade para cilcistas.
    Em Zurique não há muitas ciclovias. No entanto, está progredindo bem, mesmo assim existem alguns pontos críticos. Eu pedalo cerca de 15 minutos todos os dias para o trabalho. O começo da rota é livre de trânsito e fica em uma área destinada exclusivamente para pedestres e bicicletas. Não preciso me preocupar com automóveis e é uma delícia pedalar assim. A segunda parte da rota, eu pedalo nas mesmas ruas onde os automóveis circulam. É preciso estar muito atenta  e eu respeito muito os sinais de trânsito. Quando o sinal está vermelho, eu paro também como uma boa menina.
    De acordo com a estatística da prefeitura de Zurique, em 2012, a polícia registrou 3538 acidentes envolvendo bicibletas. O menor número atingido desde 1945. Infelizmente ainda ocorrem acidentes com mortos e no ano passado foram seis pessoas.
     
    Você pedala independente de que tempo está fazendo? Com sol e chuva?
    Sim. Eu tenho uma capa de chuva e pedalo muito bem com ela. Eu prefiro o ciclismo aos meios de transporte públicos. Principalmente quando chove, eles ficam lotados. Com a bicicleta vou em paz para o trabalho ou para qualquer outro lugar.
    Você tem carro?
    Eu não tenho carro, não preciso. Na cidade de Zurique, tudo é tão bem desenvolvido, que você de fato é mais rápido de bicicleta do que com o bonde ou ônibus. Eu não tenho  paciência para ficar no trânsito  à procura de estacionamento.
     
    Capacete ou não?
    Bem, a questão do capacete é uma dessas coisas… Eu sei o quanto é importante, mas eu não uso. Nesse ponto eu sou muito vaidosa (risos).

    O que é importante saber quando se pratica o ciclismo em Zurique?
    O que você vai precisar com certeza é de um bom cadeado! Isso mesmo, em Zurique existem muitos roubos de bicicletas. Você pode levar a sua bike nos trens, bondes ou  ônibus, mas precisa de um bilhete especial. Mas não recomendo, os meios de transporte públicos geralmente são lotados.
    Você pedala sempre elegante. É esse o estilo das ciclistas em Zurique?
    Para mim, a bicicleta é um meio de transporte como o carro é para outras pessoas. Eu não preciso de roupa especial para pedalar. Quando vou trabalhar, não gosto de trocar de roupas no escritório, então pedalo confortavelmente para não suar demais.  Mas claro que dependendo da roupa, isso pode ser um desafio (risos). Por exemplo: pedalando com um vestido transpassado, eu preciso utilizar um alfinete de segurança para minha segurança (risos). Em Zurique, você vê ciclistas com os estilos mais variados. Mas a maioria das pessoas veste roupas “normais” para pedalar na cidade. Às vezes eu me incomodo com alguns ciclistas em Zurique, que pedalam como uns loucos!
    Existe para Zurique um site como o www.copenhagencyclechic.com?
    Esse site é muito legal,  não conheço nenhum para a cidade de Zurique, mas com certeza existe. Em Zurique acontece todos os anos o Bike to Work: um evento muito legal para promover o ciclismo e o uso da bicicleta como meio de transporte para ir ao trabalho. Mais informações em alemão, você encontra aqui: http://www.biketowork.ch
    Para finalizar…
    Estou muito animada, porque  eu comprei uma nova bicicleta!!! Eu sempre comprei bicicletas de segunda mão, porque como já falei acima, em Zurique o roubo de bikes é muito frequente. Mas dessa vez  fiz diferente. Até então eu só tinha tido bicicletas “masculinas”. Dessa vez decidi comprar uma bicicleta feminina, com um look retro. Eu encontrei uma perfeita (a da foto) na loja Stilrad, que também tem filial em Berlim. A marca dela é italiana e chama-se “Bella Ciao”. Eu adoro pedalar e com uma bicicleta linda, a alegria se duplica!
    Aqui você vai encontrar informações da prefeitura de Zurique, em alemão, sobre o ciclismo na cidade: Veloverkehr

  • A aquiescência de quem precisa viver como camaleão

    Texto: Liliana Tinoco Bäckert  Foto: RossHelen

    Muita gente não sabe, mas ir embora do país de origem significa ter que se reinventar. É necessário se desconstruir e reconstruir para poder lidar com a nova cultura e se integrar às diferenças; semelhante ao camaleão, que troca de cor, mas continua sendo ele mesmo. Assim é o imigrante, precisa manter sua identidade, seus valores, mas deve aprender a mudar de comportamento dependendo de onde esteja ou com quem fale.
    Aliado a isso, tem que lidar com nova língua, recentes vizinhos, desconhecidos, novo trabalho – tudo que se integre à lista de novidades vividas pelo recém chegado. Na ida, as referências precisam ser deixadas para trás. O cérebro e a atenção precisam abandonar o velho para abrir espaço para o novo, o que dispende muito esforço cognitivo e emocional. Mas a isso dá-se o nome de aprendizado de uma nova forma de viver. Um outro ser nascerá dessa experiência.

    Esse cidadão irá desempenhar um novo papel social. A mulher que era super profissional no seu país, por exemplo, talvez tenha que atuar como dona de casa durante um determinado tempo. A que trabalhava com um time específico, precisará lidar com outras pessoas totalmente diferentes e com situações desconhecidas; outras vêm de família muito humilde e necessitarão aprender a viver com mais fartura, com marido estrangeiro, a aguentar o frio… É uma lista enorme de mudanças que recaem sobre o imigrante em vários aspectos de sua vida. Todos os exemplos trazem uma outra cascata de modificações que irão desconstruir o ser de antes e transformar em um repaginado.

    O fato é que essa tentativa de ambientação pode vir acompanhada de dor, sensação de desajuste e de muito esforço desprendido para sentir-se bem em um local que nunca foi referência.
    Diante do desafio, só nos resta a aceitação, tanto do novo papel social quanto do recente eu que surge da experiência no exterior. Seja flexível como o bambu e camuflado como o camaleão, dobre-se para se inserir e adapte-se de acordo com a ocasião. Aproveite para aprender, estudar, conhecer novas pessoas e se reciclar. Desate os nós do seu velho mundo e aproveite o mundo que se abriu para você. Sem cobranças, sem muita comparação, respeitando os seus limites e os impostos pela situação.

  • 10 restaurantes para visitar e saborear na Basileia

     Foto em destaque: Henryk Sadura  Texto: Marisa Pedro Pfeiffer

    Basileia é uma cidade que você deve explorar a pé, que respira cultura, onde existem muitos museus e o lugar ideal para quem gosta de arquitetura. Desde igrejas medievais até construções modernas, a cidade mostra-se aberta para tudo o que é novo. A terceira maior cidade da Suíça é atravessada pelo rio Reno, que serve de fronteira com a França e a Alemanha. Basileia é também conhecida como polo das indústrias farmacêuticas. Se há uma cidade que é ao mesmo tempo antiga, moderna, chique e despojada, esta é Basileia.

    Uma vez aqui, é impossível não querer conhecer cada pedacinho da cidade, sua cultura e culinária, eu fiz uma lista com 10 restaurantes para você experimentar e se deliciar.

    Bar Rouge Desfrute de uma vista deslumbrante da cidade.

    O Bar Rouge fica localizado no 31.º andar do prédio mais alto da cidade com 105 metros, o Messeturm, elegante e simpático é um ponto de encontro e oferecer excelentes cocktails para todos os gostos e aperitivos deliciosos.
    Não deixe de ir ao banheiro, pois é uma experiência única! O local abre diariamente a partir das 17h, veja no site todos os eventos que acontecem no mês.

    Bar Rouge | Messeplatz 10, 4058 Basileia – Bar Rouge/ Eventos

    Tibits Restaurante vegetariano.

    Basileia tem ótimos restaurantes de várias nacionalidades. O vegetariano Tibits está entre os meus preferidos, oferecendo um buffet rico e fresco, incluindo pratos do Oriente Médio, do Norte da África e da Índia, os pratos no buffet às terças são veganos. Local com um conceito muito original e deliciosa comida, além de ser muito confortável e com um ambiente agradável. Os preços são acessíveis em comparação com os de outros locais na cidade.

    Tibits | Stänzlergasse 4, 4051 Basileia – www.tibits.ch

    Restaurant Schlüsselzunft No coração da cidade de Basileia.

    O restaurante suíço Schlüsselzunft tem uma atmosfera agradável. O local oferece um ambiente tradicional em um salão renovado, serviço muito bom e competente, impecável, excelente gastronomia e uma carta de vinhos interessante. Reservar com antecedência é altamente recomendado.

    Restaurant Schlüsselzunft | Freie Strasse 25, 4001 Basileia – www.schluesselzunft.ch

    NOOHN Bar-Lounge-Restaurant Basel 600 metros quadrados com mais de 200 lugares.

    Um excelente restaurante com conceito euro-asiático e um bar muito legal, é o NOOHN Bar-Lounge-Restaurant. Eu gostei da decoração zen, com mobiliário elegante e serviço atencioso. Uma atração especial no NOOHN é o requintado Sushi Bar, onde a preparação de iguarias são feitos na frente dos convidados por mestres de sushi internacionais, nesse conceito interativo você pode deliciar-se com texturas e sabores frescos. Os preços são mais  elevados, mas o bar é muito popular e oferece bons drinks. Vale uma visita.

    NOOHN Bar-Lounge-Restaurant
    Henric Petri-Strasse 12, 4051 Basileia – www.noohn.ch

    Basler Personenschifffahrt Maravilhoso e acolhedor.

    Imagine um passeio noturno e de barco pelo rio Reno, com música, um bom vinho e um dos melhores fondues de queijo da cidade.
    Imperdível! Faça a sua reserva com antecedência:
    info@bpg.ch ou +41 61 639 95 00.
    Saídas:
    Basel Schifflände
    ab 19:15 | an 22:45
    Basel Dreiländereck
    ab 18:30 | an 22:15
    Custa 69 CHF por pessoa, com direito de se servir quantas vezes quiser e sobremesa.

    Basler Personenschifffahrt – www.bpg.ch/fondue-musik
    Outras opções de passeios com refeições no site: www.bpg.ch

    Acqua – Osteria Lounge Bar Caffè Restaurante com arquitetura ousada.

    Andar pela cidade à noite pode ser divertido e render boas descobertas. Uma das minhas foi o Acqua, um bar e restaurante muito elegante, totalmente moderno, situado em um antigo edifício industrial. O designer de interiores fez um grande trabalho mesclando a beleza rústica das paredes com candelabros arrojados e mobiliário moderno.
    Os preços são elevados, mas esse é certamente um lugar para uma noite especial. A cozinha é italiana simples e fresca e os bartenders, habilidosos. O ideal é reservar uma mesa com antecedência.

    Acqua | Binningerstrasse 14, 4051 Basileia – www.acquabasilea.ch

    Bierrevier Cervejaria com 41 torneiras e 700 tipos diferentes de rótulos.

    O recém-inaugurado bar Bierrevier no Markthalle não poderia ficar fora da lista, em um ambiente acolhedor há uma enorme variedade de cervejas artesanais de todo o mundo.
    As 700 cervejas diferentes engarrafadas estão disponíveis nas vitrines refrigeradas para beber no local ou para levar para casa e 40 cervejas abertas diretamente na torneira, cada qual com características e sabores peculiares , a torneira 41 é apenas água. Para os amantes de cerveja definitivamente esse é o paraíso, não há bar na Suíça com uma variedade maior de cervejas.

    Durante o dia, o “Bierrevier” é uma loja e o bar abre às 17h.
    Não só as grandes cervejas estão à sua espera, mas também uma vitrine cheia com delícias culinárias.

    Bierrevier | Markthalle Basel, Steinentorberg 20, 4051 Basileia – www.bierrevier.ch

    Brasserie au violon Ótimo restaurante com um toque francês.

    Ao lado da Barfüsserplatz na antiga prisão de Basileia, sob as magníficas árvores no pátio do Lohnhof, Brasserie au violon, um restaurante de gastronomia tradicional e tipicamente francesa.
    Especialmente no verão o lindo jardim tem uma atmosfera acolhedora com belas vistas da cidade velha.
    O serviço amigável e cortês, a comida muito boa e fresca.
    Uma localização muito central, altamente recomendado! Bon appétit!

    Brasserie au violon | Im Lohnhof 4, 4051 Basileia – www.au-violon.com

    Kohlmanns O melhor Flammkuchen de Basel em uma atmosfera agradável.

    O restaurante Kohlmanns tem localização muito central, e de acesso fácil, com vista para a Barfüsserplatz, é bem mobiliado e confortável.
    Muitos pratos de especialidades regionais e assados ​​frescos são servidos em panelas de ferro fundido, a comida é excelente e tem bons vinhos! O serviço é amigável e acolhedor.

    KOHLMANNS – essen und trinken | Steinenberg 14, 4051 Basileia – www.kohlmanns.ch

    Brötlibar  Uma casa com história.

    O bar Brötli no Stadthof foi aberto em 1906, o lugar se tornou sucesso instantâneo devido à sua alimentação saudável, deliciosa e rápida.
    Os 30 diferentes tipos de canapés expostos nas vitrines são constantementes produzidos, o sensível Tartare, por exemplo, a cada 30 minutos e servidos em pães frescos. O bar também oferece opções vegetarianas o“Vegi-Brötli”.

    O pequeno ambiente é muito agradável, o balcão na janela com vista para a Barfüsserplatz é o lugar mais disputado. Serviço self-service, boa cerveja, atendimento rápido e atencioso.
    A localização é excelente, aberto diariamente das 9h à meia-noite, também aos domingos e feriados. Altamente recomendado para um pit stop no centro da cidade.

    Brötli-Bar im Hotel Stadthof  | Gerbergasse 84, 4001 Basileia  –  www.broetlibar.ch  –  Vídeo do Brötlibar

    Alguém ficou com vontade de experimentar? Se você tem outra dica de restaurante na Basileia, conta pra gente!

  • 10 balneários e termas imperdíveis para toda a família na Suíça

    Foto: Leukerbad divulgação

    Suíça lembra chocolates deliciosos, queijos diversos, relógios precisos, altas montanhas e paisagens espetaculares. Mas o país tem muito mais para oferecer  aos seus visitantes. Confira os 10 balneários e termas que escolhemos para se visitar com toda a família. Artigo originalmente publicado na edição de setembro e outubro de 2015. Note-se que poderá haver modificações nos horários de funcionamento e preços dos balneários e termas. Por favor, consulte os respectivos  sites para obter as informações atualizadas.
    A matéria completa em pdf encontra-se aqui: Dicas de viagem – 10 balneários imperdíveis na Suíça

    Bernaqua é um dos maiores parques aquáticos da Suíça, localiza-se na capital Berna e possui uma arquitetura extravagante! Um lugar feito para se visitar com a família, onde os 2000m² de água são divididos em diversas piscinas dentro e ao ar livre. Para que a diversão seja completa, o local oferece três tobogãs e piscina com correnteza. Para as crianças pequenas, está reservado um espaço colorido e cheio de detalhes, onde elas podem brincar com água. É possível também comemorar aniversários infantis no local. Funciona diariamente das 9h às 22h. Preços para o dia inteiro: Adultos 45 CHF Crianças (a partir de 6 anos) 30 CHF  |    www.bernaqua.ch  | Foto: Bern Tourismus copyright

  • Quando a felicidade está além da Suíça- Vivemos nosso sonho no Brasil
    Foto:  Kashiyama Fotos   |  Entrevista: Claudia Bömmels
    Dennis e Wilma Müller são dois brasileiros que moraram mais de dez anos na Suíça e hoje vivem o sonho de ter o negócio próprio no Brasil. Há seis anos deram o grande passo de deixar Zurique para trás e começar uma nova vida, como empresários,  na cidade de Marabá, no estado do Pará. Hoje comandam uma casa de eventos de grande sucesso. Em entrevista, falam sobre o Palace Eventos, cuja filosofia é a realização dos sonhos de seus clientes através de festas inesquecíveis e dão dicas para quem também sonha em um dia voltar ao Brasil.

    Brasileiros Mundo Afora: Muitos brasileiros sonham em voltar para o Brasil e abrir um negócio próprio. Quando vocês decidiram que era o momento certo para dar esse passo?Wilma: Nós sempre tivemos vontade de ter um negócio próprio. Na Suíça trabalhávamos muito, cada um em sua atividade e nos finais de semana, trabalhávamos juntos com eventos. Com o tempo, começamos a ficar insatisfeitos com isso.  Levando em conta a nossa insatisfação  e a oportunidade de dar aos nossos filhos a chance de terem uma infância mais livre e perto da família, resolvemos enfrentar esse desafio.  É bem verdade que uma decisão dessas gera muitas dúvidas e por isso passei muitas noites mal dormidas.

    Dennis: Eu me formei em Mecânica na Suíça e sempre trabalhei nessa área, embora, nos finais de semana trabalhasse também com eventos. Lá aprendi a ser pontual com os compromissos e,  principalmente, com os horários, já que na Suíça a falta de pontualidade no trabalho não é tolerada. Lá morei durante 14 anos e aproveitei muito essa época para aprender coisas novas e viajar. Há seis anos, quando  estávamos decidindo o que fazer, senti que era o momento certo de voltar para casa, que o meu tempo na Suíça tinha chegado ao fim. Na verdade, nunca me imaginei morando em outro lugar a não ser em Marabá, onde passei uma infância muito feliz. Minhas irmãs e eu crescemos em nossa chácara, um refúgio verde, cheio de passarinhos, camaleões e outros animais que nos visitavam, subindo da beira do rio Itacaiunas, que passa ali em frente. Um lugar encantador e cheio de lindas lembranças. Pode parecer romantismo, mas exatamente essa era a infância que eu queria proporcionar para os meus filhos.

    Brasileiros Mundo Afora: Sempre esteve claro, para vocês, o tipo de negócio que gostariam de ter no Brasil?

    Wilma:  Não. Nós queríamos voltar e entre as várias ideias que tivemos, essa nos pareceu a mais viável. Na Suíça eu trabalhava em uma grande loja no setor de decoração e aprendi ornamentar os ambientes onde se apresentavam os produtos de casa e jardim. Juntos, organizávamos eventos menores e com isso aprendemos muito, também, sobre essa área. Esses aprendizados nos ajudam até hoje, na hora de organizar festas e desenvolver ideias de decoração para os nossos clientes.

    Brasileiros Mundo Afora: Dennis, a sua trajetória profissional é prova de que nenhum caminho é definitivo. De sua profissão para promotor de eventos e decorador de festas de sucesso, há uma distância muito grande. O que lhe inspira na hora de decorar um evento?

    Dennis: Eu sempre tenho em mente que o evento é único, para aquela pessoa. Procuro realmente ouvir o que ela deseja para sua festa. Tento visualizar o todo antes de partir para o trabalho minucioso que é o da decoração. Nós estamos constantemente buscando novas ideias e nos reciclando. Wilma e eu somos apaixonados pelo que fazemos e tratamos cada evento com muito carinho e cuidado. Todos eles, independente do tamanho, são especiais para nós.

    Brasileiros Mundo Afora:  Qual o maior desafio no trabalho de vocês?Dennis: Trabalhar com eventos é um desafio constante. Afinal, estamos realizando o sonho de alguém e levamos isso muito a sério.

    Wilma: O mais difícil é estar com tudo pronto a tempo e a hora. Para o cliente não existe uma segunda chance, tudo precisa estar perfeito. Os bastidores de todo evento fervem. Também não é fácil trabalharmos juntos, pois temos personalidades muito fortes e como somos ambos criativos, às vezes é difícil conciliar as ideias em um só conceito. Mas no final só uma coisa importa para nós: que a festa seja inesquecível.

    Brasileiros Mundo Afora: Que dicas dariam para quem sonha em voltar para o Brasil e abrir um negócio próprio?

    Wilma: Eu diria aos corajosos que querem dar esse passo, que planejem bem e pesquisem o mercado. Tirem o maior proveito da sua experiência adquirida no exterior. Tenham os pés no chão e coloquem Deus em primeiro lugar. Tenham sempre em mente que o foco principal é o negócio e que nos primeiros anos os lucros são bem pequenos.

    Brasileiros Mundo Afora: Sentem falta de alguma coisa na Suíça?

    Wilma: O que mais sinto falta são as opções de lazer. A alimentação saudável também é aces-
    sível, sem falar da segurança e o conforto ao alcance de todos.

    Dennis: Não sinto falta de nada em especial, já que, quando morei lá, aproveitei, ao máximo, tudo de bom que a Suíça me ofereceu. Hoje aproveito, também ao máximo, o que o Brasil me oferece. Acho que essa é a fórmula da felicidade.

    Facebook: dennis.palace
     

    “Trabalhar com eventos é um desafio constante. Afinal, estamos realizando o sonho de alguém e levamos isso muito a sério.” Dennis Müller
    “Wilma e eu somos apaixonados pelo que fazemos e tratamos cada evento com muito carinho e cuidado. Todos eles, independente do tamanho, são especiais para nós.” Dennis Müller

    O Palace Eventos se transforma a cada evento em novo cenário de sonhos. Em destaque a festa de Maria Eduarda com uma decoração muito especial: Alice no País das Maravilhas.

    Fotos: Mill Queem, Núbia Suriane e Mariana Botelho
    Livro de assinaturas: Ateliê Karla Virlania
    Doces:  Andreia Doces
    Forminhas: Sapekaartes Elaine Mousinho
    Animação: Equipe Claudio Yaguara com Fernanda e Maria Eduarda
    O Gato de Cheshire é um gato fictício, personagem do livro Alice no País das Maravilhas de Lewis Carrol. Na foto acima:
    Rainha de Copas, Fernanda, mãe da aniversariante, Chapeleiro louco, Maria Eduarda (Alice), Gato Cheshire.
    J S Bolos Artísticos
    Fotos: Mill Queem, Núbia Suriane e Mariana Botelho – RS Stúdio Fotográfico
    Contato:fotograficorsstudio@gmail.com  |  Facebook: RS StúdioFotográfico

    Alice no País das Maravilhas – Backstage

    Decoração: Dennis e Wilma, Palace Eventos
    Animação: Equipe Claudio Yaguara
    Cerimonial: Organize
    Bolo: J S Bolos Artísticos
    Doces:  Andreia Doces
    Forminhas: Sapekaartes Elaine Mousinho
    Cup cakes: Du Carmo Bolos Artísticos
    Cabelo:  Lucileia Gomes e equipe, Salão Charmosa
    Maquiagem: Vanessa Élida
    Livro de assinaturas: Ateliê Karla Virlania
    Buffet: Buffet da Ziza
    Foto Lembrança: Photo Francis
    Convites e lembrancinhas: Mimos de Luxo
    Música: Ruanna Ly

     

    http://issuu.com/claudiamullerboemmels/docs/bmadez2015_web01

    Entrevista com Dennis e Wilma Müller originalmente publicada na revista Brasileiros Mundo Afora de dezembro 2015. Para ler a revista completa online e gratuitamente, clique na capa.  Para comprar um exemplar impresso clique aqui: Comprar revista impressa

  • Primavera me remete a infância

    “Que criança resistia ao chamado das flores? Grandes ou minúsculas, quando crianças, conseguíamos encontra-las em qualquer lugar. Toda criança nasce caçador-de-flores. Passear nessa época pelas ruas da cidade, observando a primavera brotar em todos os detalhes, com todas essas cores, cheiros e textura, me enche de inspiração e gratidão. Deixe-se florir!”  

     
     
    A primavera alemã através das lentes da brasileira Isabela Campos.
     
     
     
     
     
     

    Isabela Campos é natural do Rio de Janeiro, tem 29 anos e é formada em Design Gráfico no Brasil. Ela trabalha na Alemanha como fotógrada e escreve no site “Lá fora”, um projeto de vida de duas amigas de longa data, Isabela e Amazona.

    Entrevista completa com Isabela: A magia da fotografia – Entrevista com a fotógrafa Isabela Campos – Alemanha

    Acompanhe o trabalho de Isabela nas redes sociais: @isabela_scheffel

  • Brasileiro adaptado
    Ao me tornar uma estrangeira, acabei me deparando com a necessidade de me definir enquanto brasileira. De uma forma ou de outra, acho que todas as pessoas que deixam seu país para morar em um lugar diferente, com outros costumes, outra língua e outro clima, sentem em algum momento o peso de pertencer a outro local ou mesmo de não pertencer a canto nenhum. Por mais que o novo país te acolha e que você descubra as maravilhas de conhecer outra cultura e aprender uma nova forma de viver, você nunca pertencerá totalmente àquele lugar. Seu país de origem também não é mais a sua casa, pois seus hábitos mudaram, seu estilo de vida agora é outro.
    A adaptação ao novo ambiente é sempre dolorosa, seja pela dificuldade linguística, pelas diferenças culturais e comportamentais, ou até mesmo por causa do clima. No começo há um acúmulo de perrengues, frustrações e desencantos. Passada esta fase, a ambientação ao novo lar e as suas oportunidades torna-se natural para quem, com determinação, resolveu ficar e ser um “estrangeiro adaptado“.
    Recomeçar, ou reinventar-se é maravilhoso e desesperador ao mesmo tempo, todas as possibilidades estão abertas, contudo não há mais certezas ou confortos. O estrangeiro tem que trabalhar dobrado para se provar capaz e, ainda, precisa aprender a nova língua para interagir plenamente no novo lugar. Cada um tem a sua própria maneira de lidar com essa situação e de vencer os desafios impostos pela nova realidade.
    Bolha Brasileira 
     Nós brasileiros temos uma certa facilidade de nos adaptar e de criar novas oportunidades e soluções. Temos esse “jogo de cintura” e com nosso “jeitinho” acabamos muitas vezes por conquistar nosso espaço e o respeito do nativos do local. Felizmente, a maioria dos brasileiros que tenho conhecido no exterior são pessoas talentosas e que encontraram uma forma bem sucedida de lidar e aproveitar o que o novo ambiente tem a oferecer. Existem também aquelas pessoas que criam uma “bolha brasileira” no novo país, sendo assim não aprendem a língua do local ou fazem amizade com os estrangeiros. Essas pequenas “ilhas brasileiras” são verdadeiros paraísos no qual você pode encontrar conforto e partilhar suas dificuldades em lidar com a nova cultura que se apresenta à sua frente. Você tem liberdade para se expressar na sua melhor maneira e na sua língua sem medo de ser mal interpretado pela diferença cultural.
    Eu mesma, confesso, de certa forma vivo transitando entre estas bolhas, e, no começo, foi realmente incrível ter um pedacinho do Brasil no meu novo e estranho lar. Minhas queridas amigas brasileiras me ajudaram muito na árdua adaptação e sempre ofereceram a compreensão esperada quando a frieza europeia congelava meu simpático sorriso brasileiro. Isto transformou a transição em algo menos doloroso para mim. Contudo, com o passar do tempo, comecei a perceber que era muito limitador e empobrecedor não me expor a típica vida austríaca. Resolvi me dar a chance de aprender um pouco com estas pessoas tão diferentes e desafiadoras, que falam essa língua incompreensível e que soava, para mim, dura e fria: a língua alemã.
    Comecei a me questionar sobre qual seria o segredo para a completa adaptação. Seria, talvez, abandonar de vez nossa cultura e costumes e imergir de corpo e alma no novo país? Algumas pessoas fazem isso, afastam-se dos brasileiros e evitam falar português. Assumem com certa timidez o status de brasileiro e discretamente mantêm um ou outro amigo brasileiro na sua lista de contatos, só por precaução, nunca se sabe. Criticar excessivamente o Brasil ou esquecer-se completamente das dificuldades que a vida lá traz, parece dividir boa parte dos expatriados, o que acredito ser muito normal.
    Será o Brasil tão afetuoso quando comparado à Áustria ou à Alemanha? 
    Será que realmente somos tão mais simpáticos e prestativos? Ou será que nossa “desorganização” não contém também uma dose de eficiência e flexibilidade? A individualidade europeia muitas vezes torna a adaptação penosa e demorada. Mas isso não precisa ser visto como falta de simpatia ou humanidade, eles são apenas diferentes. Quem conseguir vencer essa barreira, tenho certeza, encontrará amigos sinceros e leais, porém não necessariamente do jeito brasileiro.
    No meio de tantas maneiras de se inserir na nossa cultura e tantas formas de lidar com a própria nacionalidade e patriotismo, acabei por me ver como uma militante da “brasilidade” fora do Brasil, seja por meio das minhas aulas de português, da literatura ou dos filmes. Desde que cheguei em Salzburg e agora em Berlin tento sempre estabelecer uma ponte entre aquilo que eu sou e tenho de bom para oferecer, enquanto brasileira, e aquilo que venho aprendendo com os austríacos e os alemães. Adaptando-me, por um lado, e me redescobrindo por outro.
    Para mim, tentar encontrar o equilíbrio entre estas diferentes culturas é a melhor forma de lidar com elas. Adoro falar português e ter contato com os outros brasileiros que aqui estão, mas também adoro aprender alemão e descobrir o que eu posso melhorar.
    Considero-me afortunada, porque aqui posso ter um pouco dos dois: trazer um pouco do Brasil para a Europa e levar um pouco da Europa para o meu Brasil. 
    Texto: Alessandra Marchi Carrasco | Foto: Miriam Naef | Ilustração: Claudia Bömmels
    Alessandra Marchi Carrasco nasceu em Sorocaba, São Paulo. No Brasil ela cursou a Faculdade de Letras Português e Grego e fez mestrado em História da Filosofia Antiga, ambos na Universidade de São Paulo.  Além de ser professora de português para estrangeiros, ela é escritora e cineasta.
  • A magia da fotografia – Entrevista com a fotógrafa Isabela Campos-Scheffel

    Isabela Campos

    Isabela Campos é natural do Rio de Janeiro, tem 29 anos e é formada em Design Gráfico no Brasil. Ela mora há quatro anos fora do Brasil e escreve no site “Lá fora”, um projeto de vida de duas amigas de longa data, Isabela e Amazona. “Lá fora” é um site parceiro da Brasileiros Mundo Afora. Em entrevista, Isabela fala sobre sua trajetória profissional como fotógrafa na Alemanha e dá dicas para quem quer seguir o mesmo caminho.

     
     
     
    Brasileiros Mundo Afora (BMA): Isabela, quando e como você começou a fotografar? 
     
    Isabela: Essa história começa em 2010, o ano em que decidi viver tudo o que eu sonhava. Naquela época, eu morava no Rio de Janeiro. Dividia um apartamento com meus melhores amigos, também sonhadores como eu, e trabalhava como designer gráfica em uma empresa na Barra da Tijuca. Eu queria viajar o mundo, viver minha paixão por fotografia, ver mais da vida e do mundo. Mais do que aquela linda paisagem que eu via através da janela do ônibus, a caminho para o trabalho e que nunca tinha tempo de desfrutar. Resolvi então pedir demissão, vendi algumas poucas coisas que eu tinha, fiz alguns contatos e comprei uma passagem. O destino? Alemanha! 
     
    Chegando à Alemanha, a primeira coisa que eu fiz foi comprar uma câmera digital. O meu orçamento não era alto e comprei uma câmera compacta, simples de bolso. Aquela camerazinha passou a ser minha melhor amiga. Eu estava em um país desconhecido, sem falar o idioma, sem muitas coisas para fazer ou amigos para encontrar.

     

    Tudo o que fazia era fotografar. Fotografava quando estava feliz, fotografava quando estava triste. Quando as palavras não eram suficientes ou quando me entediava com o silêncio, fotografava! 

    Eu desafiava a mim mesma a descobrir a beleza em qualquer lugar em que estivesse. E rapidamente as coisas foram acontecendo: me apaixonei pela Alemanha de forma inexplicável e comecei a enxergar beleza em todos os lugares. Me apaixonei pela cultura, as casinhas antigas, as flores nas janelas, os jardins, o silêncio meditativo, a cor da paisagem e por um rapaz, que hoje é meu marido. Casei-me, mudei várias vezes de cidade, mas nunca parei de fotografar. 

     
    Passados alguns anos de muita prática, paixão, estudo e dedicação, resolvi me registrar como fotógrafa aqui na Alemanha, fiz o meu site, uma fanpage no Facebook e hoje trabalho nesse ramo que eu tanto amo. 
     
     
    BMA: Qual o fascínio da fotografia para você? 
     
    Isabela: Sou apaixonada por essa magia de poder contar histórias através de imagens.

    A fotografia poderia ser a materialização do sentimento. Não é possível se tocar no amor, mas, através de uma fotografia, você consegue revivê-lo, senti-lo outra vez e ser grata. Grata pela sua vida, pelo amor da sua família, dos seus filhos que não param de crescer.

    Fotografar dando aos meus clientes o melhor que consigo é uma forma de mostrar que me importo com eles e com suas histórias. Quando entrego meu trabalho concluído, volto para casa com o coração leve. Cada pessoa é única, assim como cada relação, tornando cada sessão única também. É impossível prever exatamente o resultadode um ensaio, e isso é sempre desafiador e surpreendente. 

     
    BMA: Você fez cursos ou seminários para aperfeiçoar a sua técnica? 
     
    Isabela: Na fotografia, tudo o que sei, aprendi lendo livros, assistindo a vídeos sobre técnicas, fazendo workshops e praticando muito. 
     
     
    BMA: Qual dica você pode dar a outras mulheres que querem seguir a profissão de fotógrafa no exterior? 
     
    Isabela: Acredite no seu talento e na sua maneira de enxergar o mundo. Aprenda tudo sobre a sua câmera, mas invista mesmo no seu olhar e fotografe muito. Procure pessoas com o mesmo hobby e profissão. Faça amizade com outros fotógrafos, viajem juntos, troquem conhecimento e informações. Na vida há sempre muito para se aprender e compartilhar. Estude e se atualize sempre. 
     
     
     
     

     

     

     

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    Brasileira em Malta
     
    E mais uma revista online! Belíssima edição sobre Brasileiros em Malta e muito mais.
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