• Esculturas de neve – World Snow Festival Grindelwald, Suíça
    Festival Internacional de esculturas de Neve- Grindelwald, Suíça

     

    Grindelwald é uma vila suíça tradicional rodeada por magníficas paisagens, e o Festival Internacional de esculturas de neve é um dos eventos de inverno mais fascinantes e populares em plenos Alpes suíços, recebendo artistas e escultores de todo mundo que se especializaram em esculturas artísticas no gelo.

    O evento começou em 1983 com uma escultura gigantesca da Heidi feita por artistas japoneses, e desde então quando a temperatura cai em meados de janeiro escultores reúnem-se em Grindelwald. Durante os seis dias do festival, as ruas da vila se transformam em um museu encantador. As criações decoram todos os cantos, a parte principal do festival é sempre realizada no centro, mas você também pode ver esculturas de neve nas regiões de esqui.

    O World Snow Festival 2018 acontece pela 36ª vez. São participantes de dez nações e criam figuras e esculturas de blocos de neve de atè três metros de altura. Imperdível!

    Festival 2018 – 15.01. até 20.01.

    Info: worldsnowfestival2018

     

     

     
    Mais Informações:

    Grindelwald Tourismus
    Dorfstrasse 110
    Postfach 124
    CH-3818 Grindelwald
    Tel. +41 33 854 12 12
    Fax +41 33 854 12 10
    event@grindelwald.ch
  • Iglus – Uma noite inesquecível na neve

    Fotos: ©www.iglu-dorf.com | Texto: Marisa Pedro Pfeiffer

    Uma noite em um pequeno chalé coberto de neve é certamente maravilhosa. Mas para quem quer uma noite espetacular e cheia de aventura no frio, os iglus dificilmente podem ser superados. Na Suíça, a rede Iglu-Dorf oferece oito categorias de acomodações em seis vilas de iglus. Também existe um Iglu-Dorf da mesma rede na Alemanha e fica na montanha mais alta do país: Zugspitze.

    Construção dos iglus

    Mais de três mil horas de trabalho, a cada temporada, são necessárias para que os iglus sejam construídos. Balões infláveis são cobertos de neve, dando a devida forma ao iglu. Os ambientes são decorados com trabalhos de artistas internacionais e o gelo é esculpido à mão transformando os espaços em reluzentes mundos de fantasia.

    As seis vilas de iglus da Suíça ficam em Davos- Klosters, perto da área de ski de Parsenn, a 2620 metros acima do nível do mar. Em Engelberg, a uma altitude de 1800 metros, perto do lago Trübsee e da montanha Titlis. Em Gstaad no Saanerslochgrat. Em Zermatt no Gornergrat, perto da mais famosa montanha suíça, o Matterhorn. Em Stockhorn, acima de Erlenbach, e pela primeira vez a partir da temporada de inverno 2017/2018, a vila de iglu Schilthorn abre seus portões perto da estação Birg, integrados no parque “Skyline Snow Experience”.

    Na frente dos iglus é possível, se o tempo permitir, se desfrutar de bebidas, vinho quente e um delicioso fondue ao ar livre. Espreguiçadeiras com vista para as montanhas convidam a ficar.

    O Iglu-Dorf oferece oito categorias de acomodações que variam do Standard-Iglu, que acomoda até seis pessoas ao Romantik-Iglu, uma suite exclusiva para casais com uma banheira de hidromassagem.

    Para os hóspedes mais aventureiros existe também a opção de construir com blocos de neve e com a ajuda de um especialista, o seu próprio iglu, Love-Nest. Em todos os hotéis há uma banheira de hidromassagem pública, onde seus hóspedes podem se aquecer. Em Davos-Klosters e Gstaad há também uma sauna.

    Suite Romantik-Iglu Plus

    Suite Romantik-Iglu

    Love Nest

    Os preços para dormir em um iglu são a partir de CHF 159.- / EUR 119.- por pessoa.
    Os seguintes serviços estão incluídos nos preços das categorias Standard e Romantik:

    ● Bebida de boas vindas e salgadinhos;
    ● Guia Igloo;
    ● Delicioso jantar com fondue de queijo e chá durante toda a estadia;
    ● Sacos de dormir próprios para aquecer até -40° C;
    ● Passeio na neve de noite a pé (se o tempo permitir);
    ● Uso de banheiras de hidromassagem públicas;
    ● Supervisão qualificada por guias iglu durante toda a estadia;
    ● Chá da manhã servido no iglu;
    ● Café-da-manhã completo no restaurante.

    Espreguiçadeiras com vista para Matterhorn

    O que levar?
    Você não vai precisar se preocupar se vai congelar durante a noite, já que o gelo é ótimo isolante térmico e impede que o frio de fora entre nas acomodações.

    Devem estar na mala: roupas quentes apropriadas para o inverno, roupas de ski, calçados quentes e confortáveis, eventualmente botas de snowboard, luvas, óculos de sol, meias, calça e blusa térmica, toalha e roupa de banho para a sauna e hidromassagem, gorros e dinheiro, pois o que você consumir não poderá ser pago com cartões de crédito.

    Uma dica importante é usar camadas leves de roupas e não usar nada em algodão, pois qualquer umidade em seu corpo em uma noite onde a temperatura pode chegar a -30° C não é agradável. Outra dica é não cobrir a cabeça com o saco de dormir.

    É uma boa ideia fazer um pouco de exercício antes de entrar no saco de dormir e comer alguma coisa para dar energia. Que tal um chocolate?

    Zermatt

    IGLU-SAISON 2017/18

    O hotel está aberto a partir de 8 de dezembro em Zermatt.

    08.12.2017 – 22.04.2018 Zermatt
    09.12.2017 – 08.01.2018 Stockhorn
    09.12.2017 – 31.05.2018 Schilthorn
    23.12.2017 – 02.04.2018 Engelberg
    23.12.2017 – 02.04.2018 Gstaad
    23.12.2017 – 08.04.2018 Davos Klosters

    Galeria de fotos: Iglu-Dorf

    Reservas:
    +41 41 612 27 28
    www.iglu-dorf.com
    info@iglu-dorf.com

    Fotografias gentilmente cedidas por ©www.iglu-dorf.com

    Proibida a reprodução total ou parcial, sem autorização.

  • Os fascinantes cogumelos da Alemanha

    Outono aqui na Alemanha é quase sinônimo de cogumelos. Procurar a “delikatesse” é o hobby de muitos, comer o de outros. Eu faço parte do segundo grupo… Estes das fotografias são os mais lindos que eu já ví, mas também são venenosos e não são comestíveis. Nunca tinha visto antes eles saindo da terra. Fiquei fascinada e compartilho meus cliques com vocês. Beijos Claudia

    Os fascinantes cogumelos da Alemanha
    Os fascinantes cogumelos da Alemanha
    Os fascinantes cogumelos da Alemanha
    Os fascinantes cogumelos da Alemanha
    Os fascinantes cogumelos da Alemanha
    Os fascinantes cogumelos da Alemanha
    Os fascinantes cogumelos da Alemanha
  • Clarice Paterson – Arte em biscuit na Itália

    A artesã brasileira Clarice Paterson Simões Freitas, 36 anos, nasceu em Vitória da Conquista no estado da Bahia e mora há quase 14 anos na província de Como, na região da Lombardia, Itália.

    Visitar seu atelier é um encontro garantido com a Minnie, os super heróis, a Branca de Neve, os sete anões, a princesa Tiana, o sapo, a Bela, a Fera e muitos outros personagens que encantam crianças e adultos.

    Clarice leva a arte de fazer personagens de biscuit como profissão há 2 anos e também trabalha há 10 anos com controle de qualidade de roupas e acessórios. Ela nos contou que está em fase de transição para se dedicar somente ao artesanato, e que tudo começou sem pretensão.

    Como você entrou para o mundo do artesanato?

    O artesanato entrou na minha vida depois que eu tive o meu primeiro filho. Quando decidi vir trabalhar na Itália, eu coloquei tudo em uma caixinha e abandonei, porque achava que não tinha mais tempo nem espaço para isso na vida em um país de primeiro mundo.

    Cinco anos atrás, durante a minha segunda gravidez, voltou a vontade de bordar em ponto cruz. E logo depois fiz a grande descoberta do cake design. Me apaixonei! Por dois anos fiz todos os bolos da família e alguns foram vendidos. Porém minhas condições financeiras e um bebê ainda pequeno não me permitiam investir no melhoramento e no estudo da confeitaria.

    O que te motivou a empreender com o artesanato e de onde surgiu a paixão pelo biscuit?

    No início, quando tinha desistido do cake design, o fato de perder todo o investimento em cursos e material me incomodava muito. Queria encontrar outra utilidade para tudo aquilo e a alternativa que encontrei foi substituir a pasta americana com a massa de biscuit. Muitos anos atrás eu cheguei a fazer um pote em biscuit, mas naquele momento a minha paixão era o ponto cruz.

    Minha verdadeira paixão nasceu da necessidade de dar utilidade às minhas ferramentas do cake design. A partir daquele momento pensei que se conseguisse vender alguma coisa, seria uma entrada a mais que seria muito bem vinda. Mas a única maneira de ser levada a sério, seria me preparar e me propor da melhor maneira possível e em 2015 nasceu a Clarice Paterson.

    Quais características você considera essenciais para considerar o resultado final como um bom trabalho?

    Difícil falar de “bom” trabalho”! Eu sou sempre muito crítica com minhas peças e cada vez que termino uma, memorizo tudo o que eu poderia ter feito melhor.  Essencial é ter uma ótima matéria prima! Eu tenho uma amiga que é a primeira brasileira a produzir a massa de biscuit na Itália e se não fosse por ela, eu não estaria fazendo o que faço. Creio que esse “bom trabalho” seja um conjunto de coisas. A embalagem, um bilhetinho, instruções, um mimo… Mais que vender um produto, é importante vender uma experiência! Porque de produtos as lojas estão cheias!

    Como faz para gerenciar todas as encomendas e atividades diárias?

    Ainda estou em fase de organização. Não é fácil conciliar todas as coisas, mas devagar estou procurando manter uma rotina. Tenho cadernos onde procuro anotar todas as informações de cada encomenda. Um quadro com Post-it onde procuro, através de um método aprendido nas várias palestras para artesãos, a ter o controle das encomendas que devo fazer, as que estou fazendo e as já feitas. No mais, dedico alguns momentos do dia para divulgar fotos no Facebook e Instagram, e a responder orçamentos e dúvidas de clientes e interessados.

    Você pretende abrir cursos de artesanato em biscuit para iniciantes?

    Recebo muitos pedidos para cursos, então estou me organizando para começar a ensinar no próximo ano.
    Serão cursos de introdução ao biscuit.

    Que dica daria para quem pretende viver do artesanato?

    Estudo! Pode parecer estranho, mas todo setor requer estudo! O artesanato mudou, cresceu e hoje quem quer viver disso precisa se preparar para oferecer um bom produto, mas principalmente a oferecer um bom atendimento em todas as fases da venda. Quanto mais profissional somos, mais transmitimos credibilidade.
    O cliente que compra artesanato deseja algo único. E aprecia particularmente todos os detalhes. Pelo menos essa tem sido a minha experiência.

    Acompanhe o trabalho da Clarice Paterson na internet e redes sociais:

    www.facebook.com/CreazioniClaricePaterson

    claricepaterson.blogspot

    instagram.com/claricepaterson

    Desejamos sucesso e criatividade nessa arte que nos encanta muito!

    Conte você também sua história e inspire outras mulheres mundo afora!

  • Guia Suíça

    O Guia Suíça existe desde 2013 e foi idealizado por Magali Albisser, em 2015 Luci entrou na parceria, hoje são juntas o Guia Suíça.

    Magali nos concedeu uma entrevista, que você pode ler na íntegra aqui: Magali Albisser – Uma história de amor com a Suíça

    Todas as informações sobre o Guia Suíça, você encontrará aqui:
    www.guiasuica.com

  • Jorge Aragão em entrevista – “Sou uma pessoa feliz!”
    Fotos e entrevista: Marisa Pedro Pfeiffer

     

    Jorge Aragão é dessas pessoas que iluminam o lugar onde estão. No Sambafest em Bülach na Suíça, em junho passado, não foi diferente. Com o sorriso largo, Jorge entrou no palco e encantou o público composto de fãs antigos, brasileiros e europeus, mas também de muitos jovens. “Achava que as minhas letras não tinham a ver com a garotada”, diz Jorge referindo-se ao público jovem que muito aprecia sua música, também fora do Brasil.
    Jorge Aragão na Suíça
    Jorge Aragão da Cruz tem 66 anos e é natural do Rio de Janeiro. Desde 1967, ele é cantor, sambista e compositor de inúmeras músicas, sendo Malandro o seu primeiro e maior sucesso. “Desde cedo eu tive contato com a música. Me lembro que ainda criança eu sentava embaixo da mesa e ouvia aos sábados o programa do Luiz Gonzaga, o Gonzagão. Música sempre fez parte da minha vida e transformar o meu hobby em profissão foi um processo natural.”
    Quando perguntado sobre qual recomendação daria para quem quer ser músico, ele diz que é difícil dar conselho, pois ele mesmo é um autodidata, não sabe cifras ou notas e tem a música no sangue. “Para quem quer ser músico, aconselho que estude (risos). Não faça como eu, porque não sou bom exemplo.” Mas a realidade mostra outra coisa: com mais de 20 discos gravados e milhões vendidos, sua música já foi tocada até em Marte. Coisinha do Pai foi composta por ele e interpretada por Beth Carvalho, acordando em 1997 o robô Sojourner no planeta vermelho. “Eu recebi essa notícia juntamente com todo mundo, através de uma matéria que saiu, se não me engano, no Fantástico. Sou provavelmente o compositor mais tocado em Marte, mas isso não supera o meu prazer de ter feito essa música para minha filha.”
    Jorge já se apresentou algumas vezes na Suíça, onde seus shows são sempre bem frequentados. Ele gosta de lembrar quando esteve em Montreux em 2005, apresentando-se juntamente com Beth Carvalho no Montreux Jazz Festival. “Eu fiquei surpreso e envaidecido de terem me colocado em um hotel tão especial, que ficava em frente ao festival. Me senti o cara (risos). Gostei muito da Suíça e de toda a Europa, pelo menos por onde passei. A parte ruim nunca chegou até mim, pois sempre encontro pessoas generosas e que me tratam com o maior carinho e consideração. Fico muito feliz em cantar em terras tão distantes, sabendo que as pessoas me dão valor.”
    Quais são os sonhos que Jorge Aragão ainda quer realizar? “Deus já fez tudo por mim, disso eu tenho certeza absoluta. Já vivenciei momentos em que pensei que a minha vida na terra tinha acabado e na verdade não era nada disso. Continuo podendo fazer da minha carreira algo brilhante e que me dá orgulho, assim como à minha família, minhas filhas e netos. Meus sonhos estão todos realizados, só tenho o que agradecer. Só tenho que dizer obrigado para todos e para tudo o que me aconteceu até hoje. Sou uma pessoa feliz!”
    Jorge Aragão concedeu entrevista online a Marisa Pedro Pfeiffer, que esteve presente no seu show no Sambafest em Bülach, Suíça, e igualmente se encantou com sua simpatia e seu carisma.
    Em cooperação com Sandra Produções.

     

  • Gastronomia em Munique

    Fotos: Camilian Pereira e divulgação | Texto: Camilian Pereira

    Munique, cidade alemã e capital da Baviera, é famosa pelas suas cervejas e pelos pratos fartos com carne suína e batatas. A cidade também oferece uma vasta variedade gastronômica e lugares bem bacanas para agradar paladares diversos. Para quem quer degustar os famosos pratos bávaros, opções na cidade não faltam. De restaurantes mais tradicionais, passando pelas famosas cervejarias até restaurantes mais sofisticados, em nenhum deles falta o charme local.

    O Bayerisches Frühstück. Abaixo da esquerda para direita: Schweinshaxe, Bratwurst  e Brezel.

    Tudo pode começar já no café da manhã, ao sabor de um tradicional bayerisches Frühstück: salsicha branca cozida, que deve ser comida sem a capa que a envolve, uma pitada de mostarda escura adocicada, a süßer Senf, um pãozinho salgado chamado Brezn (ou Bretzel em outras regiões) e a tradicional cerveja de trigo, a Weißbier. E, se você acha estranho beber cerveja no café da manhã, experimente fazer isso em uma cervejaria na cidade, como a tradicional Hofbräuhaus e verá quantas pessoas têm esse costume. O bayerisches Frühstück acontece sempre pela parte da manhã.

    O tradicional pão com salsicha, a Bratwurst mit Semmel, pode ser encontrado em qualquer esquina na cidade. Você pode comer sua Bratwurst em um lanchinho rápido e econômico ou pode saboreá-la em um tradicional jardim da cerveja, o Biergarten, juntamente com uma boa cerveja local, também servida na versão com limonada, chamada Radler. Se você sentar em um Biergarten, não deixe de provar também uma tradicional pasta de queijo camembert bávara, chamada Obatzda, que vem acompanhada com cebola roxa e o pão Brezn. Na minha opinião, é o melhor acompanhamento para se tomar com uma caneca de um litro de cerveja, chamada Maßbier.

    Se você deseja fazer uma refeição como os bávaros e gosta de provar novos sabores, a melhor pedida está no restaurante Haxnbauer, cuja especialidade é o tradicional joelho de porco, o Schweinshaxe, acompanhado de uma deliciosa salada de batata, a Kartoffelsalat. Esse restaurante oferece o melhor joelho de porco de Munique, além do atendimento ser de primeira qualidade. Se você prefere algo mais leve, o local oferece também outras opções.

    Outro prato adorado aqui na região é o famoso bife de carne de porco à milanesa, o Schnitzel, que pode vir acompanhado de batatas ou até mesmo de uma salada. O mais apetitoso que provei até hoje foi em um restaurante chamado Gasthaus Weinbauer. Além da carne ser boa, o grande diferencial é que a empanada é feita com farinha de Brezn.

    As hamburguerias também fazem sucesso na cidade, e a maioria delas oferece um ambiente bem jovem e descontraído. A Hans im Glück, que possui filiais em outras cidades na Alemanha, é a minha queridinha no momento. Os hambúrgueres são oferecidos nas mais diferentes variações, que vão do clássico às combinações mais arrojadas, como hambúrguer com queijo de cabra, figos e molho de mel.

    O que pouca gente sabe, é que a carne de pato também é bastante consumida por aqui. Um delicioso pato ao molho de laranja, acompanhado de um bom vinho, em um ambiente mais refinado e tranquilo, pode ser saboreado no Kuffler Restaurant Bar Grill, perto da Ópera da Bavária.

    Munique possui inúmeros restaurantes para se descobrir, além deles a cidade conta com dois centros gastronômicos localizados no antigo centro histórico da cidade, o Viktualienmarkt e o Schrannenhalle. O Viktualienmarkt é um tradicional mercado a céu aberto, que existe há mais de 200 anos no coração de Munique. Diferentemente do que muitos pensam, o local não é apenas turístico. Esse mercado com jeito de feira é o local favorito dos locais, quando o assunto é comprar produtos frescos e de alta qualidade. Nele fica também o Biergarten mais central e famoso da cidade.

    Na mesma região, fica o Schrannenhalle, área que abrigava um antigo celeiro construído pela primeira vez em 1853 e que já passou por diversas reformas, mas tendo sua estrutura e suas características arquitetônicas sempre preservadas. Hoje funciona ali a rede Eataly Monaco di Baviera, destacando-se a gastronomia italiana. Com uma área de mais de 4.000 m² e composto por 16 estandes, essa é a primeira unidade do Eataly na Europa fora da Itália. Um lugar com restaurantes, cafés, incluindo uma feirinha com legumes e frutas coloridas e frescas. Por lá você pode ainda comprar produtos italianos deliciosos, como pães, massas, frios, pomodoros e até beber uma espremuta, tudo bem fresquinho.

    Schrannenhalle, onde funciona a rede gastronômica Eataly Monaco di Baviera.

    Para os apreciadores de bebidas quentes sem álcool, Munique oferece muitos cafés por toda a cidade, com tortas e doces bávaros para acompanhar uma xícara de café ou de chocolate quente. Na praça Marienplatz encontra-se o meu café preferido, o Woerner´s. O ambiente é super aconchegante e, para mim, oferece as tortas e o chocolate quente mais gostoso da cidade. Gosto muito de uma torta bem típica, a Käsekuchen, uma espécie de cheesecake à moda bávara. Um detalhe sobre os doces por aqui: o sabor é bem natural, sem muita adição de açúcar. Nos dias quentes, o local oferece a opção de se sentar ao ar livre em frente ao prédio da prefeitura, o Neues Rathaus.

    Mesmo com os longos invernos, as sorveterias na cidade ficam abertas o ano todo e têm um público considerável, até mesmo nos dias mais gelados. Bem próxima à famosa Universidade Ludwig-Maxmilians-Universität München e ao jardim inglês, conhecido como                Englischer Garten, fica uma sorveteria bem famosa na cidade, a Der verrückte Eismacher. O idealizador da marca muitas vezes está no local, atendendo o seu público pessoalmente, em um ambiente que remete ao filme Alice no País das Maravilhas. A fama do local deve-se aos sabores exóticos e deliciosos oferecidos. Os mais especiais atendem pelo nome de sorvete de cerveja, de salsicha branca ou salada de batata. É possível experimentar um sabor, antes de se arriscar com um sorvete de cerveja inteiro. Mas pode ir despreocupado, o local oferece também sabores tradicionais.

    Endereços dos restaurantes:

    Hofbräuhaus
    Platzl 9, 80331 München

    Haxnbauer
    Sparkassenstraße 6, 80331 München

    Gasthaus Weinbauer
    Fendstraße 5, 80802 München

    Kuffler Restaurant Bar Grill
    Hofgraben 9, 80539 München

    Hans im Glück
    Sonnenstraße 24-26, 80331 München

    Viktualienmarkt
    Viktualienmarkt 3, 80331 München

    Schrannenhalle
    Viktualienmarkt 15, 80331 München

    Der verrückte Eismacher
    Amalienstraße 77, 80799 München

    Woerner´s
    Marienplatz 1, 80331 München

    Camilian Pereira é autora do Blog Destino Munique, onde escreve sobre suas paixões: história e viagens. Ela também é guia de turismo em Munique e redondezas.
    Acompanhe o seu trabalho no site www.destinomunique.com.br

  • Cabanas nos Alpes

    Capanna Cadagno – 1987 metros acima do nível do mar

    Falamos um pouco no último post sobre as várias possibilidades de aproveitar o verão por aqui, da cidade até os alpes.
    Hoje trazemos um pouco mais dessa cultura através das “cabanas nas montanhas”, mais conhecidas por aqui como “SAC Hütten”.

    O termo SAC quer dizer “Schweizer Alpen Club” ou “Clube Alpino Suíço”. Fundado em 1863, foi o terceiro clube na Europa, vindo depois do inglês e do austríaco fundados em 1857 e 1862 respectivamente.
    Neste mesmo ano de 1863 foi construída a primeira cabana Grünhornhütte. Hoje o Clube Alpino Suíço conta com 152 Cabanas espalhadas pelos alpes.

    Bächlitalhütte – 2330 metros acima do nível do mar

    “A Suiça sem os alpes: impensável.
    Os alpes sem as Cabanas SAC, também!”

    E assim, no final do primeiro ano de fundação, o Clube Alpino Suíço já contava com mais de 358 associados em 7 seções.

    O Clube Alpino abrange muito mais do que as Cabanas nos alpes – eles também oferecem cursos (no verão e inverno) para quem quer praticar alpinismo, idéia original na criação do clube, preservação dos alpes e sua fauna e flora, etc. Hoje vamos nos concentrar nas cabanas e o esporte nacional suíço: trilhas!

    Mas, como são e funcionam essas “cabanas” pessoal?

    Pois é! Depois de saber um sobre a história, vamos ver um pouco como elas funcionam. Primeira coisa: não podem ser comparadas a um Hotel. Algumas tem passado por reformas, que dão um toque mais moderno (ver foto abaixo!), mas ainda mantém o “flair” simples, original das Cabanas dos Alpes, que tem como objetivo servir como lugar de repouso para quem quer continuar sua trilha no dia seguinte.

    Capanna Cadagno – 1987 metros acima do nível do mar

    Ao preparar o seu roteiro de caminhada, vale a pena sempre checar a previsão do tempo para os próximos dias e no caso de querer dormir nessa Cabana precisa avisar com antecedência – elas tem um limite de lugares para dormir e no verão você pode correr o risco de não ter onde dormir, caso ela esteja cheia.

    Sapatos: ao chegar você tem geralmente sapatos estilo Crocs para usar enquanto estiver dentro da cabana. Assim os sapatos ficam em uma área separada e arejada.

    Alimentação: durante o dia pode-se comer um almoço ou lanche com tortas. Muitas pessoas fazem passeios só durante o dia e passam apenas algumas horas na cabana (neste caso não precisa reservar). À noite o menu é único para todos e a comida é preparada exatamente para as pessoas que reservaram, para evitar desperdício. Não podemos esquecer que os mantimentos não perecíveis, bebidas, etc, geralmente são levados até as cabanas via helicóptero no início da estação.

    Dormir: as cabanas tem algumas opções de quartos. Mas se você viaja sozinha(o) não existe uma opção de quarto individual. Se viaja em família, e reservar com antecedência, pode ter um quarto separado. Nós já ficamos em quartos para 4 pessoas e na última viagem éramos 2 famílias viajando juntas (8 pessoas) e conseguimos um quarto só para nós. As crianças amaram, claro!!!

    Bächlitalhütte – 2330 metros acima do nível do mar

    Ducha: a parte mais difícil para nós brasileir(a)os é essa parte. Nas cabanas mais antigas, não existe ducha. Mas, uma boa notícia: nas cabanas que estivemos você tem a possibilidade de comprar uma ficha e tomar uma boa ducha quente (!), para muitos frequentadores das cabanas um verdadeiro luxo!

    Bom, como vocês puderam ver nesse pequeno relato sobre as Cabanas, não é uma estadia de luxo, mas extremamente prazerosa para quem quer estar em contato com a natureza e experimentar um pouquinho de como é o país dos Alpes.
    De uma coisa estamos certas: você irá voltar pra casa com lembranças inesquecíveis da Suíça.

    Bächlitalhütte – 2330 metros acima do nível do mar

    Este foi o terceiro e último post da série “Suíça no Verão”. Em breve retornamos com mais curiosidades sobre esse país maravilhoso.

    Para ler o segundo post da série: Trilhas, paixão nacional suíça.

    Tem dicas e sugestões para os próximos posts? Gostaria de mais informações sobre a Suíça e nossos serviços. Entre em contato através do email info@guiasuica.com

    Tschüss e até breve
    Luci & Magali

    Fotos: Guia Suíça – todos os direitos reservados

     

  • Trilhas, paixão nacional suíça.

    Trilha Passo Dell’Uomo

    Continuando nossa série “Suíça no Verão”, chegamos ao segundo post. O tema de hoje fala sobre o esporte nacional suíço: trilhas, ou em alemão ‘wandern’.

    O verbo ‘wandern’(conhecido em inglês como ‘wanderlust’) , que significa: “enorme desejo de caminhar e explorar o mundo”, está na boca do povo, ou diríamos, nas fotos do instagram. E é isso que os suíços mais sabem fazer – e eles começam bem cedinho!

    Vamos com um pouquinho de história?
    Lá pelo começo dos anos de 1900, com o crescente aumento de carros pelas ruas, surgiu por aqui um enorme desejo de contato com a natureza. Os passeios organizados pelas escolas, por exemplo, precisaram ser feitos cada vez mais fora do circuito urbano, o que levou ao aumento da necessidade de criar mais trilhas. E essas trilhas foram sendo criadas. Porém, com vários tipos de sinalizações, e como isso não é muito do perfil dos suíços, conhecidos por sua buscar incessante pela organização, em 1934 surgiu, em nível nacional, a sinalização que até hoje conhecemos ao passear pelas montanhas e alpes suíços: placas amarelas com letras pretas em relevo!

    Trilha Passo Dell’Uomo até o Lago Lucomagno

    Uma curiosidade: durante a segunda guerra mundial, os soldados suíços foram instruídos a retirar todas as sinalizações de trilhas, pois poderiam auxiliar os inimigos a se orientar em caso de uma invasão. Vale salientar que a Suíça não foi invadida durante a segunda guerra! Hoje a Suíça conta com uma rede de mais de 65.000 Km de trilhas devidamente sinalizadas, e sabe qual seu maior desafio no momento? Digitalizar toda essa rede.

    Trilha Passo Dell’Uomo, saindo de Biasca

    Mas pessoal, como programar uma trilha? 
    Caminhar não é bem o esporte preferido dos nossos conterrâneos (nós sabemos), mas, você não precisa começar já desbravando as montanhas, com diferenças de altitude e mais de 4 horas de trilha. Sabia que existem trilhas curtas que começam no centro da cidade de Zurique? Pois existe! São percursos curtos e de apenas algumas horas, pra você sentir o gostinho de praticar o esporte nacional suíço e ainda ter uma vista maravilhosa da cidade, e que pode ser o estímulo que faltava para você encarar as grandes trilhas nas montanhas.

    Se te deixamos com gostinho de fazer a primeira trilha, entre em contato conosco, podemos preparar um pequeno Roteiro Personalizado, com muitas dicas – esse é um dos serviços do Guia Suíça. Se você já pratica e quer saber ainda mais sobre rotas, o site Wanderland tem várias informações também.

    Nossa trilha: saímos de Zurique até Biasca de trem, depois de ônibus até Piota. Subimos com funicular até Piora, passando pelo Lago Ritom, seguindo o Passo Dell’Uomo até o Passo Lucomagno, de lá com ônibus “Postauto” até Disentis, de onde retornamos de trem para Zurique. Falaremos mais sobre o trajeto no próximo post. Aguardem!

    Boa caminhada e até o próximo (e último) post da série “Suíça no Verão”, com o tema: “SAC, as cabanas nos Alpes”.
    Para ler o primeiro post da série:  Suíça no verão

    Cabana SAC – Capanna Cadagno

    Tschüss
    Luci & Magali

    Fonte: Trilhas Suíças http://www.wandern.ch | Fotos: Guia Suíça – todos os direitos reservados

  • Suíça no verão com as meninas do Guia Suíça

    Texto e fotos: Guia Suíça

    Quem quer o melhor da Suíça no verão? Eeeeeu! E você provavelmente também, não é mesmo? O turismo na Suíça é algo que vai te fascinar nos primeiros minutos, com muita sorte e se o tempo permitir, antes mesmo de descer do avião. Não conheci ninguém até agora, que não se apaixone pelas casinhas de contos de fadas da região de Interlaken, montanhas pertinho, que quase podemos tocar, no centro de Lucerna, vinhedos que parecem ter sido desenhadinhos entre Vevey e Genebra. Enfim, a lista é longa, nós vamos falar nesse post de hoje um pouco do que dá pra fazer por aqui. Ainda mais: como os suíços aproveitam o verão.

    Verão nas cidades: Zurique e rio Limmat
    Quando o clima vai ficando mais quentinho. Pausa! Quentinho nos parâmetros suíços significa acima dos 20°C, e acredite, é mesmo uma delícia. Despausa! Quando o clima fica mais quentinho, parece que a gente fica esperando atrás da porta com as cadeiras, mesas e vasinho com flores. E no primeiro dia acima dos 16°C „tcharaaaammm“ todo mundo pra fora: mesinhas nas calçadas, o número de bicicletas pelas ruas triplicam, as primeiras pessoas vestindo apenas camisa e bermuda aparecem (eu os chamo de hardcore) e todo mundo te dá aquele sorrisão estilo „você viu, a primavera chegou!!!“

    No verão, tomamos banho nos rios e lagos da Suíça, sim. Sem nenhum problema! Atenção: é proibido no perímetro urbano, com algumas exceções.

    Descemos alguns rios com bóias e é uma festa. Em Zurique temos dois „points“para adultos (que sabem nadar bem), o Unterer Letten e Oberer Letten. No lago de Zurique você pode alugar pedalinhos, SUP (Stand Up Paddle), caiaque, fazer passeio de barco, ou visitar um „Badi“ (casas de banho, com uma super infra-estrutura, banheiro, restaurante, „praia“ para pequeninos, aluguel de guarda-sol e muito mais!).

    Verão nos Alpes: Passo Dell’Uomo (trilha entre o cantão do Ticino e Grisões)
    Mas pessoal, e quando o calorão chega, o que vocês fazem? (Sim, existe calorão na Suíça). Quando a temperatura passa dos 30°C é calorão, não é? Pra muitos sim, suíços ou não. Então é hora de subir pros alpes suíços. Lá a temperatura é sempre amena durante os dias e à noite vem aquele fresquinho. Não se preocupem, aqui vocês podem dormir com a janela aberta (nos alpes e na cidade também) e o quarto fica super agradável, além do quê, o ar dos alpes faz muito bem à saúde. Os médicos, antigamente, receitavam uma estadia nos alpes para pessoas com problemas respiratórios.

    E como aproveitar o melhor dessas regiões no verão? Bom, o que não pode faltar na sua bagagem: bons sapatos, uma jaqueta que te proteja da chuva e vento (lembre-se, é verão, mas a temperatura SEMPRE cai no final do dia), mochila, garrafinha com água e um bom lanche. Nós fazemos piquenique praticamente em qualquer lugar: parques, beira dos lagos e rios, no trem, não importa. Ah, e se ainda não tem, nós indicamos para os dias de verão e piquenique: um simples, mas bom CANIVETE – nós sempre auxiliamos nossos clientes na escolha do mais adequado, que não precisa ser o mais caro.

    Água: nas cidades 99% das nossas fontes possuem água potável de alta qualidade. Nas montanhas, principalmente no verão, quando as vacas estão nos alpes, nem sempre podemos beber dos riachos, por mais que sejam convidativos! Levem suas garrafas e completem sempre de alguma fonte e verifique se ela tem alguma indicação – aqui quando a água não é potável, você encontra sempre um adesivo indicando.

    Esperamos que tenham gostado dessa pitadinha sobre o verão por aqui. Esse foi o primeiro de uma série de três artigos sobre o verão na Suíça. No próximo vamos desmistificar o tema trilhas. Você vai se apaixonar, nós garantimos!

    Tschüss,
    Luci & Magali

     

     

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