• Berlim e o grupo The Piano Guys – imperdível!
    Berlim e o grupo The Pinao Guys - imperdível!
    Berlim e o grupo The Pinao Guys – imperdível!
    Eu sou grande fã do grupo The Piano Guys, cuja música me inspira quando estou trabalhando na revista Brasileiros Mundo Afora. Ele é um grupo musical americano composto por Jon Schmidt e Steven Sharp Nelson. Também participam do grupo os produtores Paul Anderson e Al van der Beek. Eles ficaram famosos através do YouTube, onde já postaram vários vídeos de arranjos e misturas de músicas populares e clássicas. The Piano Guys fazem cooperações com artistas ainda pouco conhecidos, o que não diminue em nada a beleza das músicas.
    Uma característica interessante, é que para a gravação dos seus vídeos eles transportam seus instrumentos, até mesmo os pianos, para os lugares mais incríveis possíveis.

    Em 2014 eles vieram até Berlim e gravaram um dos vídeos que eu mais gosto “Berlin”. Uma composição feita para 12 celos e uma bateria.  Para ouvir em alto e bom som. 

     
    A seguir alguns dos meus vídeos preferidos. Enjoy! Beijos para vocês, Claudia

    The Piano Guys on tour: thepianoguys.com/events/


    Nova edição online! A revista está disponível em duas versões gratuitas:
    Leitura online –  para quem tem uma boa conexão de internet e quer ler online no tablet ou celular Android ou no PC. Especial Bailarinos brasileiros encantam a Alemanha – online

    Versão PDF – ideal para quem quer ler offline no tablet ou celular Android ou no PC. PAra fazer o download, basta assinar a nossa Newsletter. Siga o link e não esqueça de confirmar o seu email: Newsletter.

  • Entre duas culturas – Alemanha e Brasil – Por Rode Veiga-Pfeifer

    Nome: Rode Veiga-Pfeifer
    Idade: 31 anos
    Há quanto tempo mora no exterior: 14 anos
    Profissão no Brasil: estudante
    Profissão na Alemanha: Pedagoga, docente de Pedagogia e Didática e professora de Português e Alemão para estrangeiros em uma universidade alemã.

    Brasileiros Mundo Afora (BMA): Por que você foi morar fora do Brasil? 
    No ano de 2000, meu pai recebeu o convite de uma igreja evangélica alemã para pastorear o grupo latino que havia dentro dessa igreja. Eles precisavam de alguém que falasse português e espanhol. Viemos com a família toda (meus pais e quatro filhos). Aqui na Alemanha eu estudei, me formei, me casei com um alemão e acabei ficando.
    BMA: Como foi ingressar no mercado de trabalho? 
    Quando nós viemos para a Alemanha, eu tinha 17 anos e ainda não tinha terminado o segundo grau no Brasil, o que me fez ter que refazê-lo todinho, devido à diferença dos sistemas de educação da Alemanha e do Brasil. Como eu não falava alemão, o processo de adaptação na escola foi bastante doloroso e humilhante: 14 anos atrás, o sistema de educação alemão não sabia lidar muito bem com alunos que chegavam sem conhecimento da língua. A única escola que aceitava estrangeiros que ainda não falavam o alemão era a chamada Hauptschule, a escola de mais baixo nível educacional dentro do sistema escolar alemão. E havia somente uma turma para todos que estavam aprendendo a língua. E lá estava eu, uma adolescente de 17 anos, na mesma turma que crianças de 12 anos. Consegui fazer o Realschulabschluss, um diploma que permite ao estudante continuar os estudos rumo à universidade, e fui para o Gymnasium, o tipo de colégio que oferece o mais alto nível educacional dentro do sistema alemão. Com alguns anos de atraso (eu estava com 22 anos), consegui fazer o meu Abitur, que é a chave para se entrar na faculdade aqui na Alemanha. 
    Só Deus sabe o quão difíceis foram esses anos até chegar à universidade. Imagina alguém que está aprendendo alemão ter que fazer provas de Física, Química e Biologia nessa língua difícil (sem contar que eu era péssima nessas matérias)! Foram muitas noites em claro, muita dedicação, lágrimas derramadas e orações feitas nesse período. Fiz faculdade de Letras e Pedagogia, aqui na Alemanha. A luta para chegar à universidade foi tão grande que para mim foi um grande presente poder conhecer a vida universitária e conquistar o meu tão sonhado diploma. Eu poderia trabalhar como professora em escolas de primeiro e segundo graus (como todo professor alemão), mas optei por trabalhar como docente na universidade. Quando criança, meu sonho era, um dia, trabalhar como professora de português, e durante algum tempo parecia realmente que eu nunca realizaria esse sonho. Foi aí que as portas se abriram e eu consegui vaga numa universidade daqui do estado de NRW (Renânia do Norte Vestfália) para dar aula de português para estudantes de língua alemã que estão se preparando para fazer um intercâmbio ou um estágio no Brasil. Para mim é um privilégio poder ensinar a nossa língua portuguesa, que é tão linda, a alunos que se interessam por ela! E também dou aula de alemão para estudantes universitários estrangeiros que vêm fazer faculdade na Alemanha. Pelo fato de eu ter passado pelo mesmo processo de aprendizagem da língua alemã, posso motivá-los, mostrando a eles que é possível, sim, aprender essa língua com fama de difícil em todo o mundo! 
    Muito legal também é o fato de muita coisa ter mudado no sistema escolar alemão. Hoje em dia, as escolas estão mais preparadas para lidar com alunos estrangeiros sem conhecimento da língua alemã. Como fiz uma especialização na área de Alemão como Língua Estrangeira, leciono Pedagogia e Didática para alunos alemães do curso de licenciatura. Nesses cursos, eles são preparados para atender de forma mais adequada os alunos cuja língua materna não é o alemão.
    BMA: Quais as principais diferentes que destacaria entre um país e outro? 
    Com certeza, os professores aqui na Alemanha são mais respeitados do que no Brasil e a remuneração também é melhor. Mas ganha-se bem menos do que em outras profissões.
    BMA:  Como é sua rotina de trabalho? 
    Preparo as minhas aulas, corrijo textos (muitos textos!) e vou para a sala de aula. No momento, tenho um dia de folga na semana para fazer minhas pesquisas de doutorado. Amo trabalhar com pessoas, interagir com elas, motivá-las, mas também gosto de refletir sobre tudo o que aprendo na prática, e atuo bastante na área de Comparação Linguística (Português-Alemão). Sempre que posso, dedico algum tempoescrevendo no meu blog Entre duas culturas. Criei a página para mostrar mais da vida na Alemanha aos brasileiros e da vida no Brasil aos alemães. Além disso, escrevo bastante sobre diferenças culturais entre os dois países. Escrevo nas duas línguas e estou adorando conhecer tanta gente nova, interagir com elas e, de certa forma, continuar ligada a assuntos relacionados ao Brasil.

    BMA: Que conselho daria para quem está mudando agora para o exterior e gostaria de continuar atuando na sua profissao? 

    Aqui na Alemanha, aprendi que nada é impossível! Com muita dedicação, esforço e a ajuda de Deus, familiares e amigos é possível superar muitas dificuldades! Corra atrás dos seus sonhos, comemore cada vitória, por menor que ela seja, e continue lutando por seus objetivos. Espero que minha história sirva de motivação para muitos! 

    Instagram: @entre_duas_culturas
  • Guia de Londres –  para iniciantes e iniciados – Heloisa Righetto

    Heloisa Righetto é uma brasileira de 34 anos, natural de São Paulo e que mora na Inglaterra há cerca de seis anos. No Brasil ela trabalhava como designer de móveis e objetos de decoração, em Londres, ela é editora de um site que fala sobre design. Também é blogueira de viagem e agora autora do mais novo  viajosfera: o Guia de Londres –  para iniciantes e iniciados. Eu lí o guia, gostei muito. Eu sou uma “iniciada” em Londres e vou testar as dicas da Heloisa na próxima vez que for por lá. A seguir ela fala em entrevista exclusiva sobre o seu trabalho na Inglaterra e sobre escrever um guia de viagens.

    Entrevista: Claudia Bömmels   |   Fotos: Divulgação
    Brasileiros Mundo Afora (BMA): Heloisa, fale um pouco sobre o seu trabalho na Inglaterra.

    A minha idéia era continuar a exercer a profissão de designer aqui, mas não conseguia emprego de jeito nenhum. Foi quando uma amiga sugeriu que eu entasse em contato com revistas e sites relacionados com o assunto no Brasil e apresentasse sugestões de pauta, já que aqui acontecem milhares de eventos relacionados ao tema o ano todo. Visitei alguns eventos, escrevi alguns textos e mandei um monte de emails! Até que uma editora respondeu interessada, e assim minha primeira matéria foi para o ar. Depois disso foi ficando mais fácil, comecei a ter matérias publicadas em várias mídias. Aí surgiu a oportunidade de trabalhar para um site aqui na Inglaterra, fiz a entrevista e deu certo!

    BMA: Quando você decidiu escrever um guia?
    Desde que comecei a escrever para o site Aprendiz de Viajante essa ideia passava pela minha cabeça, mas eu deixava para lá, pois escrever um guia é bastante trabalhoso. Além disso eu questionava o que eu poderia fazer de diferente para os leitores decidirem comprar o meu guia em vez das muitas opções que já tem no mercado. Então, no fim 2013, eu publiquei um post que era um roteiro de cinco dias na cidade, super detalhado, o que me fez pensar que já poderia ser a base do guia. Logo depois disso, em janeiro de 2014, duas coisas aconteceram para eu tomar a decisão de escrever: uma amiga ilustradora perguntou se eu tinha algum projeto engatilhado para o qual ela poderia colaborar, e outra amiga que mora em Boston (EUA) me mandou de presente um guia de Londres publicado em 1896. Interpretei como um sinal e bati o martelo!
    BMA: Existem muitos guias sobre Londres, qual o diferencial do seu?
    O mais importante: ele é meu! Quem lê meu blog pessoal e meus posts no Aprendiz certamente curte a maneira como escrevo e relato minhas experiências na cidade. Vivo aqui há seis anos, portanto já percorri tanto a rota turística como descobri vários cantinhos que só os locais frequentam. É o meu ponto de vista. Além disso, o guia conta com ilustrações desenvolvidas pela Marília Cichini, que foram criadas exclusivamente para esse fim. As ilustrações deixam a leitura dinâmica, gostosa. Os capítulos são bem explicadinhos, então se você vem pela primeira vez vai acabar seguindo a risca o passo a passo do roteiro de sete dias. Se você esta vindo pela décima vez pode olhar direto outros capítulos como ‘Londres Para Iniciados’, ‘Passeios Bate-Volta’ e também a seção ‘Nas redondezas’ do roteiro. Um detalhe que acho super importante: a revisora do meu texto, a Renata Centelhas, que é jornalista de formação, também mora em Londres. Eu fiz questão de chamar alguém que mora aqui pra executar essa tarefa, assim ela não apenas verificou a gramática mas também me dava uns toques ao longo do processo: ‘você esqueceu de tal lugar!’ ou ‘tem um restaurante super legal que poderia entrar na lista’.
    BMA: Seu guia tem lindas ilustrações. Fale um pouco sobre a ilustradora…
    Eu conheci a Marília Cichini em 2007, trabalhando na Tok & Stok, nós duas éramos do time de design. Lá, ela desenvolveu várias estampas que são sucesso de vendas (como a linha das bailarinas) e então resolveu dedicar-se a carreira de ilustradora. Ela tem um portfólio lindo e com trabalhos para clientes de perfis super diferentes. Ou seja, ela consegue atender a necessidade de cada um e mesmo assim imprime aquele traço delicado, caraterístico dela. Ela já me visitou em Londres, e juntas andamos por muitos dos lugares que estão no guia, então ela vivenciou tudo aquilo, não desenhou apenas de pesquisas no Google. Ver com os próprios olhos é sempre diferente!
    BMA: Assim como você, muitas pessoas sonham em publicar o seu próprio guia. Quais dicas você pode dar para quem também quer escrever um guia?
    Escolha um ponto de partida. O meu, por exemplo, foi o roteiro de sete dias. Eu usei o roteiro de cinco dias que já tinha no blog e fiz uma revisão minuciosa, para adicionar mais dois dias e espaçar melhor os lugares. Esse foi o primeiro capítulo que eu decidi. Depois, coloquei no papel ideias para outros capítulos e informações sobre a cidade que eu queria incluir mas não cabiam no roteiro. Aí fui construindo cada capítulo. Chega uma hora que você acha que não vai mais acabar (afinal, em que ponto você decide que é o suficiente?). Todo santo dia eu lembrava de algo que gostaria de incluir no guia, então me questionava se valeria a pena continuar, se o trabalho terminaria um dia. É preciso definir o que você quer, não dá pra abraçar o mundo!

    É preciso ter muita dedicação. Tem que escrever um pouco todo dia. Todo dia! 

    E eleger um time legal, afinal o guia vai além do texto: vai ter foto? Da onde virão as fotos? Quem vai diagramar? E o processo de vendas? Eu contei com uma equipe para me ajudar com tudo isso, pois sabia que se eu fizesse sozinha não ficaria com a qualidade que eu queria. 
    BMA: Onde pode-se comprar o guia?
    Direto no blog Aprendiz de Viajante, temos uma seção que explica tudo certinho, o processo é rápido, seguro e muito prático! O guia digital custa  R$39,90. Estamos no processo de fazer o guia impresso agora, deve levar algumas semanas ainda, talvez em março fique pronto. Então o preço pode ser alterado, mas a princípio será em torno de R$54,90.
    BMA: Quais seus planos para o futuro?
    Além do guia, continuamos a disponibilizar informação gratuita sobre Londres no blog. Isso não vai mudar! Londres é uma cidade que sempre se renovando, inventando coisas novas. Por isso, estou sempre de olho! Eu amo morar aqui, Londres é minha casa, e por isso que não canso de escrever sobre ela. Ja tenho outros projetos de guia no rascunho, então fiquem de olho!

    Acompanhe o trabalho de Heloisa Righetto nas redes sociais:

  • Passeio com os pinguins em Basel na Suíça – por Marisa Pedro Pfeiffer

    Zoo Basel é o mais antigo zoológico da Suíça, situado em Basileia, ele foi inaugurado em 1874 e também é o maior em números de animais, um destino que vale muito a pena visitar em qualquer estação do ano.

    No verão o parque é um lugar ideal para passear ao ar livre. E no inverno para a alegria das crianças e adultos é possível passear lado a lado com os pinguins. O evento é muito popular e recebe muitos visitantes, o passeio acontece sempre que os termômetros estão marcando no máximo 10 graus e pontualmente as 11 horas da manhã.

    Em dias de neve é um passeio diferente e imperdível!A entrada para crianças menores de 6 anos é gratuita.
    Adultos CHF 18.-
    Adolescentes 16 a 25 anos CHF 12.-
    Crianças de 6 a 16 anos CHF 7.-
    Idosos com idades entre 62 anos CHF 16.-
    Famílias: os pais com seus próprios filhos com idade inferior a 20 anos CHF 39.-

    Mais informações no site www.zoobasel.ch

  • Bikini Berlin – um shopping diferente na capital alemã

     

    Foto: bikiniberlin.de
    BIKINI BERLIN  integra o primeiro Concept Mall de Berlim com muitas marcas internacionais e outras não tão conhecidas na capital alemã. O especial desse shopping inovativo são suas Boxes – Caixas – onde as marcas e lojas apresentam seus produtos. As 19 Boxes são individualizadas e podem ser alugadas temporariamente. A duração do aluguel pode variar entre três e 12 meses.  O conceito inovador de compras desse projeto, garante o fluxo constante de pessoas e clientes, que certamente não se decepcionam ao entrar nesse local destinado ao público com gosto exigente. Eu adoro ir por lá para passear e curtir a vista para o Zologico de dentro do shopping. Com sorte você verá oa macacos brincando.  Um dos destaques arquitetônicos do local, é também o terraço da cobertura atrás do BIKINI BERLIN igualmente com vista para o Zoológico.
    Aberto em abril de 2014, encontra-se no complexo, com 17.000 m², o hotel 25hours Hotel Bikini Berlin assim como o restaurante e bar Neni Berlin e no inverno uma pista de patinação de gelo. Vale a visita, nem que seja somente para dar uma olhadinha!

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    BIKINI BERLIN

     

    BIKINI BERLIN

     

    BIKINI BERLIN

     

    BIKINI BERLIN

     

    Patinação no gelo.

     

    Claudia Bömmels no BIKINI BERLIN

    Infos:

    BIKINI BERLIN
    Budapester Str. 38-50
    10787 Berlin

    Estação de metrô e trem:
    Zoologischer Garten

    Horário de funcionamento:
    Segunda a Sábado:  10 até 20 horas

    Links:
    25hours Hotel Bikini

    Restaurante Neni Berlin

    Bikini Berlin

    Credito das fotos a seguir: BIKINI BERLIN

    BIKINI BERLIN

     

    25hours Hotel Bikini

     

    Com saudades de uma rede? Aqui tem: 25hours Hotel Bikini

     

    25hours Hotel Bikini

     

    Restaurante Neni Berlin

     

    Restaurante Neni Berlin

     

    Restaurante Neni Berlin

     

    De tudo só não gostei dos corredores do hotel que são meio “sinistros”.

     

     

  • Bailarinos Brasileiros na Alemanha – por Cristina Francisco
    Brasileiros na Alemanha - Balé
    Foto: Cristina Francisco

    Conspiração cósmica
    Hamburg Ballett  e Brasileiros Mundo Afora

    Tudo começou na passagem do ano 2011, quando, depois de abrir o tarô para saber como seria o novo ano, me pus a fazer a lista de resoluções, desejos e coisas que deveriam acontecer. Inspirada pela carta central do jogo, a bailarina da carta do mundo, escrevi que eu iria pelo menos quatro vezes ao balé naquele ano, mesmo que sozinha. Gosto muito de balé e me sentia frustrada por nunca conseguir marcar com alguém que me acompanhasse. Sem falar na antecedência necessária para se comprar ingressos. Quem é que sabe com certeza o que vai fazer daqui a seis meses?

    E o universo deve realmente conspirar, quando formulamos claramente os nossos desejos. Logo no início do ano, a bailarina Mariana Zanotto Men apresentou-se na comunidade digital de brasileiros em Hamburgo, na Alemanha. Ela, como solista da companhia de balé Hamburg Ballett, de John Neumeier, poderia conseguir ingressos com desconto para aqueles que se interessassem e quisessem assistir aos espetáculos nos quais ela se apresentava. E imaginem quem quis!

    Morte em Veneza foi o primeiro de uma série de balés maravilhosos e o início de uma amizade muito especial. Através dela conheci os demais brasileiros do Hamburg Ballett: Thiago Bordin, Leslie Heylmann e Winnie Dias. Também o bailarino e fotógrafo suíço-italiano Silvano Ballone. Impossível citar todos os papéis em que os vi e me encantei. Não tem como não sentir orgulho do talento e da dedicação dos bailarinos a essa arte, que exige muitas horas de aulas, ensaios e uma agenda cheia de apresentações e turnês mundo afora.

    Bailarinos e Claudia Bömmels reunidos em Hamburg.

    Conspiração cósmica também em 2013, quando conheci Claudia Bömmels e seu projeto Brasileiros Mundo Afora. Conversando pela internet, tivemos a ideia de perguntar a Silvano Ballone e aos bailarinos se eles tinham interesse em fazer uma edição sobre o balé brasileiro na Alemanha. Silvano é um grande amigo do quarteto brasileiro e tem um estilo singular de captar imagens de forma sensível e encantadora. Poucas semanas depois, iniciamos o projeto com muito entusiasmo, mesmo sem que todos se conhecessem pessoalmente. Para a Brasileiros Mundo Afora, Silvano fotografou seus amigos em um dia de treino e documentou momentos especiais neste ensaio exclusivo.

    Contamos também com a colaboração de Marie-Luise de Kunowski, uma grande fã do balé.

    E aqui está o resultado do nosso trabalho: uma edição muito especial feita por pessoas que vivem em diferentes pontos do mundo e que descobriram o prazer de realizar este projeto em comum. Esta é a essência da Brasileiros Mundo Afora.

    A revista está disponível em duas versões gratuitas:

    Leitura online –  para quem tem uma boa conexão de internet e quer ler online no tablet ou celular Android ou no PC. Especial Bailarinos brasileiros encantam a Alemanha – online

    Versão PDF – ideal para quem quer ler offline no tablet ou celular Android ou no PC. PAra fazer o download, basta assinar a nossa Newsletter. Siga o link e não esqueça de confirmar o seu email: Newsletter.

    Sobre a autora

    Cristina Francisco mora há mais de 20 anos fora do Brasil. Formada em Biologia, atualmente ela não exerce a profissão na Alemanha, país onde vive. Ela é especializada nos cuidados de crianças pequenas, fotógrafa nas horas vagas  e escreve para a Brasileiros Mundo Afora sobre projetos culturais que acontecem no país.

  • Fashion Week Berlin 2015 – Desfile de Lena Hoschek


    Hoje eu visitei pela primeira vez a Fashion Week Berlin e foi uma experiência bem interessante. Ver os famosos alemães de perto, sentir a atmosfera da moda e vivenciar um desfile de moda bem concorrido, foram os pontos altos hoje.
    E aqui estão as minhas impressões de hoje, praticamente “quentinhas”. O desfile foi da designer austríaca Lena Hoschek.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

    As fotos oficiais: Look Book Lena Hoschek

     

  • Noite do Museu em Basel – Museumsnacht Basel

    Uma vez por ano, os museus de Basel abrem as suas portas e oferecem ao público a oportunidade de passar oito horas fascinantes pagando apenas por um ingresso. Um passeio noturno por quase 40 museus e instituições culturais com inúmeras exposições e eventos. São 180 pontos diferentes com oficinas, literatura, palcos, exibição de filmes, iguarias da culinária regional e gastronomia internacional.

    O que promete ser uma noite variada, cheia de descobertas e novas experiências!Meados de janeiro os museus ficam abertos das 18h às 2h, os ingressos estão a venda desde dezembro e podem ser comprados no museu ou em diversos pontos pela cidade de Basel e também em alguns locais na França e Alemanha. A entrada é gratuita para crianças e jovens até 25 anos, custa 24 francos/ 20 euros para adultos.

    Para ver a programação e ter mais informações em inglês entre no site do evento: museumsnacht.ch/en/programm
    Texto e fotos de marisa Pedro Pfeiffer
  • De Café por Barcelona- um blog sobre Barcelona e seus cafés
    Mônica Barbosa é natural de Niterói, Rio de Janeiro, tem 46 anos e é formada em Matemática e em Letras no Brasil. Mônica mora em Barcelona desde 2005, onde trabalha fazendo traduções e dando aula em empresas. Além disso ela escreve o blog De Café por Barcelona. Em entrevista ela fala sobre sua vida na Espanha, sobre sua paixão, o café as cafeterias, assim como sobre seu blog.
    Em maio de 2014 comecei a escrever o blog De Café por Barcelona. O que me motivou a escrevê-lo, acredito que foram uma série de coincidências, que praticamente me empurraram a isso, sem que eu me desse conta. Lembro que quando vim morar aqui em Barcelona, uma amiga me escreveu e perguntou a que cheirava a cidade. É uma maneira bem particular que ela tem de tentar conhecer os lugares onde ela ainda não esteve, e eu não pensei duas vezes para respondê-la que, para mim, Barcelona cheira a café.
    Quando cheguei aqui era inverno e caminhar pela cidade era um convite para entrar em uma cafeteria, pedir um café, ler um livro ou simplesmente ficar observando o vai e vem das pessoas. Era o início de uma paixão. O tempo foi passando, amizades foram feitas e nosso ponto de encontro sempre era em alguma cafeteria da cidade. No começo algumas amigas eram solteiras, outras casadas e sem filhos. Alguns cafés depois, os nossos encontros tornaram-se mais barulhentos e nas mesa os cafés dividiam o espaço com bolos, torradas e também mamadeiras, chupetas e brinquedos. Pouco a pouco começávamos a buscar lugares onde também pudéssemos entrar com os carrinhos. As crianças cresceram, foram para creche, escola e os encontros seguiam. Em casa, na primeira oportunidade que tinha meu filho Guillem pedia para ir à uma cafetería, sem contar que já havia dito para sua professora que eu todos os dias ia tomar café com as amigas.
    Afastada do mercado de trabalho, pensei que seria legal encontrar algo que me distraísse, que unisse uma das minhas paixões, que é a fotografia e que me levasse a conhecer pessoas e lugares da cidade. A reunião de tudo isso foi um sussurro que me dizia: “um blog, escreva um blog sobre as muitas cafeterias que existem em Barcelona, lugares com encanto, para ir com crianças, com história, modernas; faça um passeio, um roteiro por elas.” Nascia o blog De Café por Barcelona.
    Definido o tema do blog, escrevê-lo em espanhol me pareceu o normal, acho que porque a princípio pensava escrever para as pessoas daqui, que me acompanhassem nesse meu caminhar pela cidade. Por sorte o espanhol é a terceira língua mais falada no mundo, o que faz com que seja fácil que meus posts sejam lido, entendidos por pessoas de variadas nacionalidades.
    Sete meses depois de entrar na blogosfera, posso afirmar que gosto muito do que faço. O blog me possibilitou conhecer pessoas e lugares incríveis, me ajuda no processo de tentar ser menos tímida, me motiva a aprender mais sobre a fotografia gastronômica, me distrai e ocupa boa parte do meu tempo.
    Escrevi até agora sobre cerca de 25 lugares e tenho uma lista que não para de crescer de espaços que valem a pena ser visitados. Em Barcelona existem muitas opções, porque há lugares para tomar desde um café rápido, naquela escapada que se faz do trabalho, até os brunchs mais saborosos. Pretendo escrever também sobre outras cafeterías de diferentes lugares de Espanha e também de outros países (a medida que os visite ou através da colaboração de algum amigo).
    Aqui algumas cafeterias que eu gosto muito e indico:
    La Pedrera – Casa Milà   |   Foto: Wikipedia
    Cafè de la Pedrera
    Tomar um café neste edifício emblemático é desfrutar no dia a dia de um patrimônio gaudiniano. A Casa Milà, também conhecida como La Pedrera, é um prédio desenhado pelo arquitecto catalão Antoni Gaudí e construída entre os anos 1905 e 1907. Está situada no número 92 do Passeig de Gràcia no bairro Eixample de Barcelona. Foi construída para Roger Segimon de Milà. É parte do Património mundial da UNESCO, juntamente com outras obras de Antoni Gaudí. Mais informações e fotos no post:  Cafè de la Pedrera
    Granja M. Viader
    Este lugar existe desde 1870 e tomar um café ali é uma viagem à Barcelona antiga, um lugar cheio de história e coisas saborosas. Granja M.Viader
    En Contacacau,
    Um lugar que foi idealizado para que os pais possam ir com as crianças. Além de lanches saborosos e de uma área destinada para que os pequenos leiam e brinquem, conta também com uma loja de roupa infantil. En Contacacau
    A seguir cito três lugares que gosto muito, que reflete um pouco o que é a cidade de Barcelona, uma cidade cosmopolita.
    Pastafrola, o sabor de Argentina
    Hand Made, o sabor de Servia.
    Nabucco Tiramisu, o sabor de Itália.
    Espero que eu tenha despertado um pouco a curiosidade de vocês, que queiram conhecer a minha Barcelona que cheira a café e fazer comigo esse passeio pelos muitos lugares interessantes que existem aqui.
    Beijos
    Mônica
    Acompanhe o trabalho de Mônica aqui:
    @decafeporbarcelona
    Desvirtualizando: conheci Mônica Barbosa em 2014 durante o Primeiro Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros em Barcelona.

    Blogueiros em Barcelona    |   Foto:Cristina Rosa
  • O que acontece com os pinheiros naturais depois do Natal – uma pesquisa…
    O que acontece com os pinheiros naturasis depois do Natal – uma pesquisa…
    Aqui na Alemanha e em muitos países mundo afora, é tradição usar o pinheiro natural no Natal. Eu utilizei durante anos um de plástico, mas devo confessar que de fato a diferença é grande! Já a compra do pinheiro em família é um evento maravilhoso, também tem o cheiro da árvore e ela como símbolo vivo, dessa data tão esperada pelas crianças. No último Natal pesquisei formas de alugar um pinheiro, mas infelizmente 100 euros e mais, é muito caro para o nosso bolso. Um pinheiro custa cerca de 25 euros aqui em Berlim e redondezas.
    Mas, o que acontece com o pinheiro depois do Natal? Todo Natal eu me faço essa pergunta e hoje resolvi pesquisar e me surpreendi.
    Foto: Ruhnachrichten
    Primeiro elas são colocadas em um determinado lugar nas ruas para serem recolhidas. Realmente não é uma imagem bonita de se ver, até mesmo deprimente. Mas…

     

    Foto: Wikipedia

     

    … elas servem como subistituto do carvão e produzem muita energia! Até 1200 toneladas de carvão são economizadas dessa forma. A energia produzida pelas árvores de Natal, corresponde ao consumo de energia de 700 casas em Berlim, durante um ano!

    E mais uma forma de reutiliza-las de excelente forma: como alimento para elefantes e outros animais em Zoológicos Alemanha afora. Essas árvores são somente as que sobraram das vendas, assim não há risco de um elefante comer uma bola de Natal!