• Já imaginou mandar sua filha de 4 anos para escola sozinha? – Suíça
    Já imaginou mandar sua filha de 4 anos para escolinha sozinha? – Texto e Fotos: Marisa Pedro Pfeiffer
    Ser mãe brasileira no exterior é muitas vezes um desafio. Depois que a minha filha Yasmin começou a frequentar o jardim de infância aqui na Suíça alemã, onde moro com a minha família, o desafio tem sido maior. Existem diferenças culturais com as quais não consigo me habituar.
    O jardim de infância é obrigatório a partir dos quatro anos de idade, público e gratuito. As aulas são pela manhã entre 8h e 11h40 e de segunda a sexta, existindo a opção de deixar um dia livre para a criança ficar em casa. Minha filha está adorando essa nova fase e gostaria de ir para a aula até mesmo no final de semana. Eu é que estou tendo uma certa dificuldade em colocar em prática alguns costumes suíços. Por exemplo, deixar que a criança vá sozinha para o jardim de infância.
    Aqui muitas coisas funcionam sem complicações. Antes do início do ano, os pais recebem pelo correio o formulário de matrícula, algumas informações e uma data na qual eles podem ir conhecer os professores pessoalmente. Simples e eficiente. A única coisa que realmente me deixou preocupada foi justamente o fato de que a criança deve ir sozinha de casa para o jardim de infância e deve fazer o percurso de volta igualmente sem acompanhante. A primeira coisa que eu pensei foi: “Mas minha filha tem somente quatro anos!”
    Atravessar quatro vezes…
    Não me considero uma mãe superprotetora, já os suíços dizem que eu sou. Será? Da minha casa até a escolinha, são dez minutos a pé e é preciso atravessar ruas quatro vezes. A rua onde fica o jardim de infância, embora seja sem saída e nela só seja permitido o movimento de carros dos moradores, não tem calçada. Além do mais, o mundo está cheio de pessoas mal intencionadas. Nos escuros invernos daqui, as crianças saem de casa quando ainda nem amanheceu direito. É aí que eu vejo uma das grandes
    diferenças culturais entre o Brasil e a Suíça em relação à criação dos filhos. Os suíços educam seus filhos para que se tornem independentes muito mais cedo do que nós, brasileiros. Não é fácil, para mim, aceitar que minha filha de quatro anos vá sozinha no escuro para a aula.
    Sofri muito antes das aulas começarem. Pensando em todos esses argumentos, resolvi comunicar à professora que a Yasmin não iria sozinha. Ela conversou comigo e foi muito compreensiva, simpática e me tranquilizou dizendo que, no primeiro mês, não haveria problema algum em acompanhar minha filha. Na verdade, ela não entendeu que eu estava me referindo aos próximos dez anos! Mesmo assim, saí de lá mais confiante de que é a mãe que decide quando a criança deve ir sozinha, e não o sistema. Mas veja só a minha surpresa: agora a Yasmin começou a dizer que não quer mais que eu a acompanhe e que já conhece o caminho.
    Três meses se passaram desde a conversa com a professora, e eu continuo acompanhando a minha menina até o jardim de infância. Ainda vejo uma meia dúzia de mães que levam e buscam seus filhos diariamente. É bom saber que não estou sozinha nesse conflito. Se um dia você vier aqui à Suíça e vir alguma mãe levar o filho até a porta da escola e ainda esperar até ele entrar, não tenha dúvida: ou sou eu, ou é outra estrangeira.
    Marisa Cristina Pedro Pfeiffer é natural de São Paulo, tem 45 anos e mora com a família na Suíça desde 2008. Marisa é webdesigner, fotógrafa e Diretora de Publicidade da Brasileiros Mundo Afora. 
     
  • As melhores viagens em família

    Hoje é dia de blogagem coletiva do grupo que eu participo, o Grupo Viagens em Família. O tema é as três (até cinco) viagens preferidas em família.

    Quais as suas viagens em família preferidas? A nossa lista está neste post.  Viajar para a nossa família é fazer escolhas, já que dinheiro não nasce em árvore, bem, pelo menos não aqui ;o) 
    Obrigada a Sut-Mie Guibert​ pela oportunidade. As blogagens coletivas fazem com que eu pare e reflita sobre esse tema maravilhoso: viajar em família! Recordar é quase viajar de novo.

     E aqui está a nossa seleção das melhores viagens da família Bömmels.

    Belíssima Croácia!

    Para fazer essa viagem nós economizamos mais de um ano e foi a realização de um sonho. As crianças participaram ativamente, colaborando com algumas moedinhas e também deixando de fazer alguns programas em prol do nosso sonho de família. Viajar para lugares mais caros, significa fazer escolhas. Deixar de comprar roupas novas, não sair para jantar toda semana, deixar “aquela” bolsa na prateleira. Eu acredito que realizar sonhos tem muito a ver com as escolhas que fazemos… e vendo as fotos, nossa! Valeu muito a pena.

    A Croácia me surpreendeu em muitos pontos. A insfrastrutura das rodovias é de excelente qualidade, o povo muito hospitaleiro e o país, não estou exagerando, é deslumbrante. Me senti sempre bem-vinda com as crianças! 

    Nós ficamos na região de Pula (Istrien), dado uma voltinha na cidade encantadora de Rovinj e fazendo um trekking no Parque Nacional Nationalpark Plitvicer Seen.
    Escolhemos ficar em um apartamento no Park Plaza Verudela, mas existem muitos outros hoteis e apartamentos legais para alugar por lá. O que eu mais gostei foi a localização, que oferece a opção de se conhecer várias praias. Elas são pequenas, maravilhosas, pequenas joias de pedra. É preciso usar um sapato de banho especial encontrado para vender lá mesmo, por cerca de 10 euros, para não machucar os pés. 
    As praias de Verudela são, na minha opinião, as mais bonitas de Pula…

    Recomendo a Croácia para todas as famílias viajantes.

    O Park Plaza Verudela

    Verudela
    Bela Croácia Verudela

    Bela Croácia Verudela
    Bela Croácia Verudela
    O escorrega é pago separadamente. Mas como tudo na Croácia, também aqui os preços são justos.

    Bela Croácia Verudela

    Bela Croácia Verudela
    Diversão foi o que não faltou. Uma vez na semana acontece a “Pool Party” com banda ao vivo e mutia brincadeira.

    As praias em Verudela você consegue visitar em uma tarde a pé. É tudo muito perto e sensacional!
    Verudela
    Não faça como eu: não leve seu “roller”. Péssima ideia!

    Verudela Pula

    Uma das maiores aventuras foi descer um penhasco e tomar banho alí embaixo. As crianças ficaram MUITO orgulhosas de terem conseguido. E eu? Eu passei o dia seguinte quase sem poder andar… É, não foi fácil descer, muito menos subir. Mas vejam só que lindo! 

    Verudela Pula
    Fantástico! Foi difícil descer e subir, mas valeu a pena.

    Verudela Pula

    Verudela Pula

    A cidade de Pula

    Pula é pequena, uma gracinha e tem um anfiteatro fantástico! O porto fica iluminado a noite, bem especial.

    Pula Croacia

    Pula Croacia

    Pula Croacia

     



    Partnachklamm – Alemanha


    O que será que tem atrás dessa porta?
     Descubra já, viajando com a gente para Partnachklamm – um espetáculo de natureza

    A nossa viagem começa na cidade de Garmisch-Partenkirchen, que fica mais ou menos à uma hora de Munique na Alemanha. Um ótimo ponto de partida para vários passeios pela interessantíssima e linda região. Depois de visitar o ponto de informações turisticas do local, nós decidimos visitar Partnachklamm. Que lugar maravilhoso! 
    Partnachklamm em Garmisch-Partenkirchen/Alemanha

    Partnachklamm foi muito tempo um segredo entre os poucos turistas que visitavam a região. Hoje cerca de 200 mil pessoas por ano visitam  esse lugar fantástico. Nós estivemos lá em julho na estação mais alta e não tivemos em momento algum a sensação de tumulto. Muito pelo contrário. Eu achei interessante também, encontrar ao longo do passeio, por caminhos muitas vezes bem estreitos, tantas pessoas acompanhadas de crianças de todas as idades, até mesmo nenenzinhos. O mundo e os viajantes realmente mudaram muito, penso eu com alegria e admiração, enquanto observo um pai carregando um nenen de no máximo quatro meses em um canguru. 

    Partnachklamm em Garmisch-Partenkirchen

    Garmisch-Partenkirchen

    Para se chegar nesse lugar que eu chamo de “espetáculo de natureza” é muito fácil. Indo de carro você pega a autoestrada B2 e dirige até o estádio de ski, Skistadion, de Garmisch-Partenkirchen que fica no seguinte endereço:

    Karl-u.-Martin-Neuner-Platz
    82467 Garmisch-Partenkirchen
    Chegando lá há bastante lugar para se estacionar. É possível ir trem até Garmisch e de lá pegar um ônibus até a estação Skistadion.

    Eu encontrei esse flyer online em inglês com mais informações:
    http://www.partnachklamm.eu/flyer/eng-flyer-inet.pdf

    Saindo do estadio você pode chegar a Partnachklamm caminhando cerca de 30 Minutos (com criancas pequenas uns 50 minutos) ou de carroças, que podem ser alugadas também na frente do Skistadion.

    Depois de visitar o Partnachklamm é possível fazer vários tours de trekking com diferentes graus de dificuldade. Essa é a região onde fica a montanha mais alta da Alemanha o Zugspitze.

    Como nós estávamos com as crianças (na época com 3 e 6 anos) nós decidimos fazer o mais leve deles (o de 45 Minutos – Rundweg Forsthaus Graseck) passando por esses lugares lindos como mostram as fotos abaixo, até chegarmos ao bondinho, que funciona automaticamente. O bilhete é cobrado quando se chega na estação final.

    À caminho do bondinho…

    Ferias com crianças
    Uff, conseguimos pegar o último bondinho…
    Ferias na Alemanha

    Horário de abertura do Partnachklamm que fica aberto de maio à março:

    No verão de 8 até 18 horas
    No inverno de 9 até 17 horas

    Preços:
    Adultos 3 Euros
    Criancas e adolecentes entre 6 e 16 Jahren 1,50 Euro

     

    A região do Harz na Alemanha

    A região do Harz na Alemanha é simplesmente fantástica! No programa não pode faltar um passeio com bondinho Seilbahnen Thale Erlebniswelt.O chão das gôndolas verdes é de vidro!!! Lá sem cima você pode ansdar de “trenó de verão”. Sucesso garantido com os pimpolhos.


    Muito legal, para os corajosos!



    Nosso vídeo: no trenó de verão:





    As Ilhas Borromeu, na Itália

     

    Um lugar encantador para se visitar com as crianças. As Ilhas Borromeu (em italiano, Isole Borromee) são um grupo de três pequenas ilha e dois ilhéus na parte alpina italiana do Lago Maggiore, localizadas no braço poente do lago, entre Verbania, a norte, e Stresa, a sul. No seu conjunto têm uma superfície de 20 hectares e são uma das principais atracções turísticas da região, pela sua localização pitoresca.
    Leve roupa de banho para os pequenos, que vão adorar dar um mergulhos na água límpida do Lago Maggiore. Aberto todos os dias entre 9 e 17.30 horas.
    Preços:
    Informações oficiais em inglês: isoleborromee.it

    Nosso video: Ilhas Borromeu – Itália



    Outros blog amigos que participaram da Blogagem Coletiva: 

    1 – Felipe, o pequeno viajante – Claudia Rodrigues
    2- Bebê Piccolo – Kelly Resende
    3- Viagens que Sonhamos – Francine Agnoletto

    4 – Mosaicos do Sul – Claudia Bins
    5 – Viajando com Pimpolhos – Sut-Mie Guibert
    6 – Vida de Turista – Thiago Busarello

    7 – Gosto e Pronto – Debora Segnini
    8 – Viajando com Palavras – Thyl Guerra
    9 – Viajando em Família – Débora Galizia
    10 – Trilhas e Cantos – Liliane Inglez
    11 – Pezinho na Estrada – Anna Karla Moura Ramos
    12 – Mamãe Tagarela – As Melhores Viagens de Pititico
    13 – Brasileiros Mundo Afora – Família Bömmels
    15 – Ir, ver e viver o mundo – Cláudia Cruz
    16 – Eu viajo com Meus Filhos – Patricia Papp
    17 – It Babies – Valeria Beirouth
    18 – Viagem Simplesmente – Susana Spotti
    19 – Registros de uma Mãe Carioca – Claudia Cosentino
    20 – Mala Inquieta – Renata Luppi

    21 – Baianos no Polo Norte – Livi Souza
    22 – Andreza Dica & Indica Disney – Andreza Trivillin
    23 – Ases a Bordo – Ana Luiza Ogg Strauss & André Strauss
    24 – Lala on the road – Manuela Andrade
    25 – Para a Disney e Além! – Carlos e Isabel Monteiro
    26 – Rascunhos de Fotografia – Jamille Andrade
    27 – Batendo perna pelo mundo – Amanda Lago
    28 – Colagem – Luciana Misura
    29 – Do RS para o Mundo – Andrea Almeida Barros
    30 – Viajar hei – Patricia Longo Tayão
    31 – Familia Viagem – Simone Hara & Mônica Souza
    32 – Cantinho de Ná – Cynara Vianna
    33 – Bora com a Gente – Andréa Lopes
    34 – Os Caminhantes – Marcia Tanikawa
    35 – A Próxima Parada – Aressa Baffi










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  • Filhos bilíngues – Dicas para seu filho aprender o português melhor
    Aprender várias línguas nos primeiros anos de vida é um dos métodos mais simples e eficazes para obter fluência em diferentes idiomas. No entanto, muitos pais, que moram fora do Brasil, questionam se é correto ou até mesmo necessário continuar falando ou ensinando a língua portuguesa aos filhos. Algumas pessoas, que moram já há algum tempo no exterior, falam em casa somente a língua do novo país e tendem a se perguntar sobre qual o melhor método para introduzir o português para as crianças.Muitos desses questionamentos são baseados em alguns mitos. 
     
     
     Mito: Seu filho ficará confuso por aprender mais de uma língua. 
     Essa crença é muito comum em países monolíngues.Tenha certeza de que o cérebro do seu filho tem neurônios suficientes para lidar com duas ou mais línguas, sem falar que diversas pesquisam mostram vantagens cognitivas significantes em crianças multilíngues. Se seu filho aprende duas línguas, a mudança para três ou quatro idiomas será muito mais fácil. Mito: Seu filho irá misturar os dois idiomas e não falará nenhum deles com fluência. É verdade que algumas misturas ocorrerão no início da aprendizagem, mas elas são inofensivas e temporárias. À medida que a criança constrói seu vocabulário em cada língua, esse fenômeno desaparece automaticamente. 
     
    Mito: Ler e escrever em várias línguas? Algumas crianças não conseguem nem mesmo lidar com isso em uma língua!  
    Muitas crianças apresentam dificuldades no aprendizado da leitura e da escrita, no entanto esse fato não está ligado ao número de línguas que elas falam. Na verdade, o acesso a múltiplos idiomas faz com que seja mais fácil para a criança compreender a natureza da própria linguagem, o que, por sua vez, melhorará as habilidades gerais de alfabetização. 
     
    Eu selecionei algumas dicas que podem ajudar você a ensinar o português mais facilmente a seus filhos: 
     
    Acordo familiar 
    Esse é o primeiro e o mais importante passo para que os filhos cresçam falando duas ou mais línguas. Sem um acordo, todo o processo de ensino e aprendizagem poderá ser prejudicado. Existem muitos casos em que um dos parceiros não fala o português e não concorda que o idioma seja ensinado aos filhos. De modo geral, isso se deve ao fato de sentirem-se inseguros e excluídos da “linguagem secreta” entre o pai ou a mãe e os filhos. Para que o ensino do português seja bem-sucedido, é importante que o casal encontre uma solução que seja aceitável para ambos e benéfica para a criança. 
     
     
    Uma pessoa, uma língua
     
    Esse é o sistema de linguagem familiar mais eficaz entre os brasileiros vivendo no exterior. O pai, por exemplo, fala somente inglês com os filhos, enquanto a mãe fala somente em português. A ideia é que cada um constantemente fale apenas uma língua com a criança. Visitas de familiares, contato com outras famílias brasileiras ou viagens parao Brasil ajudarão a criança a compreender que o pai ou a mãe não são as únicas pessoas que falam o português. 
     
    Esteja presente
    A criança precisa do seu apoio no novo aprendizado. É importante criar um ambiente acolhedor em casa, onde a língua seja passada naturalmente e de maneira descontraída, por meio de livros,músicas, filmes ou brincadeiras. Seja paciente: criar filhos multilíngues requer paciência. Momentos de dúvida, ansiedade, medo e insegurança são normais. Mas lembre-se que ensinar uma ou mais línguas aos seus filhos é apenas mais um aspecto da maternidade e da paternidade. É um compromisso a longo prazo com possíveis altos e baixos pelo caminho. Não se preocupe se seu filho não fala múltiplas línguas tão rapidamente ou tão habilmente como seus colegas. Cada criança tem seu próprio ritmo e tempo de aprendizado. Concentrese nos sucessos. Você receberá a sua recompensa quando seu filho pedir um abraço em português. 
     
    Entusiasmo com realidade 
    Uma vez que a ideia de duas línguas se instalou na família, muitos pais consideram a possibilidade de adicionar mais idiomas. Nesse caso, é preciso estar atento se a quantidade de línguas não estará sobrecarregando a criança. Estudos apontam que é possível que uma criança aprenda simultaneamente, e com sucesso, até quatro idiomas, desde que esteja exposta à língua durante 30% do seu tempo.

     

     

    Eu entrevistei algumas mães brasileiras e elas contam como estão educando seus filhos em países estrangeiros, ensinando o português. 
     
     “A dificuldade em manter o português está no nosso dia a dia devido à pressa cotidiana. Vivemos em um ambiente de língua húngara e, embora eu só fale português com os meninos, eles passam grande parte do dia na escola, reforçando muito a língua local. Meus filhos entendem bem o português, porém o vocabulário húngaro é muito mais rico. Antes da escola, o português era mais forte aqui em casa, agora, mesmo falando com eles na minha língua, eles respondem em húngaro. Muitas vezes peço que repitam em português, mas não é sempre que tenho tempo para isso. Então a pressa do cotidiano me impede que eu seja mais rigorosa.” Carolina Szabadkai é casada com um húngaro, mora na Hungria e é mãe de dois meninos de 6 e 8 anos.
     
    “Eu falo português com meus filhos, e o meu marido, uruguaio, fala espanhol. As crianças na creche aprendem a língua do país, o hebraico. Meu filho domina as três línguas, mas sua fluência está no hebraico. Entretanto, é fundamental para mim e para o meu marido que eles falem as nossas línguas. Nunca falamos em hebraico com as crianças e já vemos os frutos disso. Descobrimos que criar filhos bilíngues é um desafio maravilhoso.” Luciana Tub, casada com um uruguaio, mora em Israel e é mãe de um menino de 3 anos e 10 meses e de uma bebê de 10 meses.
     
    “Sou casada com um finlandês que é fluente na língua portuguesa, então o idioma oficial da nossa família é o português. Isso torna mais fácil a minha missão de continuar falando em português com meu filho. Porém, a cada dia, o vocabulário dele em finlandês triplica e eu sempre preciso correr atrás do prejuízo. Para isso, costumo usar muitos livros, músicas e cartões com informações gerais como formas, cores e números. Eu trabalho com crianças e passo muitas horas do dia me comunicando em finlandês, o que muitas vezes dificulta mudar para o português novamente. Quando volto para casa, acabo me comunicando em finlandês, mas isso não interfere no aprendizado do meu filho.” Sandra Kautto é casada com um finlandês, mora na Finlândia e é mãe de um menino de 3 anos e 7 meses. 
     
    “Ainda grávida, eu e meu marido já conversávamos a respeito do bilinguismo e essa relação com as duas línguas para o nosso filho. Na época, decidimos que falaríamos português em casa e na rua, em italiano. No entanto, isso não deu muito certo, pois não era natural para nós dois nos comunicarmos em outra língua. Decidimos então nos comunicar em português dentro de casa e permitir que a escola passasse a ser a sua referência da língua italiana. Fomos orientados pelo professor que nos comunicássemos apenas em italiano com ele. Não concordei, mas volta e meia meu marido fala em italiano com o nosso filho. Atualmente, eu sinto alguma dificuldade em responder em português quando meu filho fala insistentemente quase tudo em italiano. Mas não desisto e continuo ensinando o português a ele.” Daniela Correa é casada com um brasileiro, mora na Itália e tem um filho de 4 anos e uma filha de 1 ano. 
     
    Como se pode ver, a educação de filhos multilíngues é um processo ajustável, flexível e altamente pessoal. Para obter sucesso, é preciso adaptar esse processo de ensino ao seu estilo de vida, tornando o aprendizado algo útil e divertido para você e para seus filhos. Pense que até mesmo o atleta mais bem treinado não poderia terminar uma maratona com sapatos mal ajustados. 
     
     

    Fotos de Marisa Pedro-Pfeiffer.

     

    Lila Rosana nasceu em Belém do Pará, onde formou-se em psicologia clínica e organizacional. Morou por 11 anos em Fortaleza, no Ceará. Tem especializações em educação infantil, ludoterapia e estresse pós-traumático.  Atualmente vive em Vancouver, no Canadá. Ela escreve no blog pessoal Conversando com os pais ,que surgiu do trabalho de orientação de pais que fazia no Brasil, e para o jornal online Tribuna do Ceará. 

    lila-conversandocomospais.blogspot.com  www.tribunadoceara.com.br/blogs/lila-rosana


  • Na Suíça preparar um fondue é “coisa de homem”… – por Marisa Pedro Pfeiffer
    É impossível se pensar em comida típica suíça e não pensar em fondue. Réchaud na mesa, Fondue quentinho e uma conversa agradável em uma noite fria. Este é um prato para ser degustado sem pressa.

    Fondue é um prato de origem suíça, originalmente à base de queijo aquecido sobre um rechaud, ou outra fonte de calor pouco intenso e do qual as pessoas se servem diretamente.
    Consiste basicamente em uma mistura de queijos (normalmente dos queijos Gruyère e Emmental) fundidos com vinho.

    A região de origem da fondue não é totalmente conhecida, mas deve situar-se na região de Jura/Savoie, na fronteira franco-suíça. A receita mais antiga encontra-se num livro de cozinha escrito em Zurique em 1699.

    Contrariamente à crença popular, não teria sido inventada por pessoas vivendo nos alpes suíços, pois nessa época o queijo usado na fondue era caro, o que significa que não estaria ao alcance da maior parte das pessoas vivendo nas montanhas. Assim, durante os séculos XVIII e XIX a fondue teria sido uma iguaria desfrutada apenas por pessoas mais ricas, vivendo nas cidades.

    Na década de 1950 a fondue entrou nas cozinhas do exército suíço, tornando-se assim conhecida dos soldados, que levaram esta receita para suas casas. Por isso até hoje, a preparação da fondue é considerada como uma “coisa de homem” na Suíça, apesar de que eu mesma já preparei vários fondue. E saque o quê? Os “homens modernos” nem se rebelam com isso. Sentam-se confortavelmente  no sofá, esperando essa delícia ficar pronta. 
    Fondue e brasileiros? Fondue e Capirinha ;o)
  • Pedalando Barcelona afora com Cristina Rosa
    Cristina Rosa e sua charmosa “magrela”
    Cristina Souza da Rosa é natural de Porto Alegre, formada em História no Brasil, com doutorado em História e pesquisadora de cinema no Centro Film-História da Universidade de Barcelona. Define-se como gaúcha de nascimento, catarinense de criação, carioca de coração e barcelonesa por opção. Cristina mora desde 2009 na Espanha com o marido e trabalha como guia de turismo em Barcelona. A seguir, ela fala sobre a sua bicicleta e pedalar na cidade.
     “Quando eu cheguei a Barcelona, em 2009, meu marido me deu um cartão do Bicing, um serviço para se alugar bicicletas e me disse que locomover-se em Barcelona de bicicleta era ótimo, mais rápido e econômico. Eu levei a recomendação a sério e fiz da bicicleta meu meio de transporte principal na cidade.

    Depois de um ano vivendo aqui, ganhei uma bicicleta usada de um amigo que voltava para o Brasil. A bici do amigo foi roubada, e hoje pedalo com uma nova. Meu modelo preferido é a de passeio, tipo holandesa, pois é elegante e perfeita para andar nas ruas de Barcelona. A bicicleta para mim é muito mais que um meio de transporte, pois também uso no meu trabalho. Eu sou guia de turismo e neste verão comecei a oferecer tours por Barcelona de bicicleta para brasileiros.

    Agora a magrela também é minha companheira de trabalho e nem penso em deixá-la em casa, faça sol, chuva, frio ou calor. Vou com ela para todos os lugares. Já fui reconhecida na rua por uma leitora do meu blog por causa dela, pois é cheia de flores. Também já houve turista pedindo para tirar fotos com ela. Cada dia o meu amor pelas magrelas aumenta e me sinto superbem quando estou pedalando.

    Andar de bicicleta em Barcelona não é difícil, existe uma boa infraestrutura de ciclovias, e a cidade é bem plana. O importante é respeitar as regras de trânsito, não pedalar nas calçadas e respeitar os pedestres. De olho em tudo isso, o resto é só alegria.” 

    Desvirtualizando: Cristina e eu em Barcelona
    Acompanhe Cristina nas redes sociais:
  • Mostra de Cinema MostraBrasil 2015 em Munique, Alemanha – por Gabriela Garrido
    Mostra de Cinema MostraBrasil 2015 (20. – 24. Fevereiro 2015) 
    A Mostra de Cinema MostraBrasil 2015, que acontece no próximo fim de semana, de 20 à 24 de fevereiro de 2015, na maior e mais importante casa de cultura da cidade de Munique, o Gasteig, é um evento que já entrou para o calendário cultural da cidade, pois acontece desde 2009.
    A MostraBrasil foi (e ainda é) organizada de 2009 até 2012 por mim, Gabriela Garrido e Bernhard Simek em cooperação com a biblioteca da cidade de Munique “Münchner Stadtbibliothek”. Porém, almejando o crescimento da mostra e pensando em outros projetos voltados principalmente para o cinema , criamos a nossa própria associação, a Balaio e.V. em abril de 2013, passando assim a sermos o principal organizador da mostra, mantendo claro a importante parceria com a “Müchner Stadtbibliotek“ (Biblioteca Municipal).
    A Balaio e.V. é uma associação sem fins lucrativos, sendo nosso trabalho voluntário, baseado no amor, paixão, respeito e admiração pelo cinema brasileiro. Sempre tentamos mostrar a diversidade do cinema brasileiro atual, passando assim por todos os generos, da comédia ao drama, do infantil ao suspense. Esse ano mostraremos por exemplo oito filmes, sendo que esse número pode variar a cada ano. Uma importante parceria que mantemos desde a nossa segunda edicao é com a CineBrasil e (produtora) CinemaNegro do Sidney Martins.
    A CineBrasil é um festival de cinema brasileiro que roda em mais de 20 cidades na Alemanha e está assim integrado à MostraBrasil. Algo de que fazemos questao é de sempre trazer alguém do Brasil, seja ele director, ator e/ou produtor para a MostraBrasil. Isso dá uma importancia ainda maior ao evento, e acima de tudo, proporciona ao público, em grande parte alemão, o contato direto com o respectivo professional através de um debate logo em seguida à exibição do filme.
    Esse ano quem nos prestigiará é o roteirista do filme AMOR, PLÁSTICO E BARULHO (dir. Renata Pinheiro) Sérgio Oliveira, que estará presente nas duas sessões do filme durante a mostra.
    Programação:
    O filme de abertura será SERRA PELADA de Heitor Dhalia na sexta-feira (20.02) às 20 horas. No sábado (21.02) iremos exibir o documentário UM FILME DE DANCA da Carmem Luz às 15.30 horas. Às 17.30 horas é a vez do filme AMOR, PLÁSTICO E BARULHO da Renata Pinheiro seguido de um debate com o roteirista Sérgio Oliveira. Às 20.30 horas exibiremos o thiller do jovem diretor Marco Dutra QUANDO EU ERA VIVO.
    No domingo seguimos com OS POBRES DIABOS de Rosemberg Cariry às 15.30 horas. Às 17.30 horas teremos o primeiro longa da diretora Carolina Jabour, o filme BOA SORTE. Em seguida mostraremos mais uma vez o filme AMOR, PLÁSTICO E BARULHO da Renata Pinheiro seguido de um debate com o Sergio Oliveira mais uma vez.
    No quarto dia da MostraBrasil (23.02) comecamos às 18.30 horas com o drama O SENHOR DO LABIRINTO do Geraldo Motta, seguido pelo filme OS POBRES DIABOS do Rosemberg Cariry às 20.30.
    No ultimo dia (24.02) abrimos com o documentário CIDADE DE DEUS: 10 ANOS DEPOIS do Luciano Vidigal e Cavi Borges e fechamos a MostraBrasil 2015 com a segunda exibição do drama BOA SORTE da Carolina Jabour.
    Organizadores 
    A MostraBrasil vem sendo organizada desde a sua primeira edição por Marcos Rabelo-Mauerer, e pelo casal Gabriela Garrido e Bernhard Simek. O nosso encontro aconteceu através da nossa maior incentivadora e responsável pela formação desse grupo, a querida Andrea Junqueira Dessoy Maciel. Esse encontro aconteceu em uma festa brasileira aqui em Munique e lá mesmo já decidimos fazer juntos a MostraBrasil em 2009, isso pouco menos de dois meses para o evento. Essa parceria funcionou muito bem e aqui estamos ainda hoje, com expectativa de fazer ainda muito mais e quem sabe transformar a mostra em um festival.
    Marcos Rabelo-Mauerer 
    Brasileiro, sergipano, casado, 30 anos de idade, estudava Letras Frances/Português na Universidade Federal de Sergipe quando que por questões familiares se mudou para Alemanha em 2008. Atualmente estuda psycologia organizacional e trabalha na área de recursos humanos em tempo parcial.
    Gabriela Garrido
    Brasileira, brasiliense, casada, 31 anos de idade, formada em antropologia visual pela Ludwig-Maximilians-Universität em Munique. Após trabalhar em diferentes produtoras e canais de televisão, trabalha agora como freelancer, organiza a MostraBrasil e está prestes a se dedicar a sua licença-maternidade.
    Bernhard Simek
    Alemão de Munique, casado, 28 anos de idade, formado em antropologia visual pela Ludwig-Maximilians-Universität em Munique. Após adquirir experiências práticas trabalhando em sets de filmagem, começou a se dedicar à indústria de cinema de maneira mais ampla. Além de organizar a MostraBrasil, trabalha à dois anos na empresa German Films onde organiza festivais de cinema alemães em diferentes cidades do mundo e é responsável pela visibilidade de documentários alemães no exterior.
    Acompanhe o nosso trabalho nas redes sociais
    Atualmente nós somente estamos no facebook, pois a nossa página ainda está em construção. NEste canal postamos tudo relacionado à MostraBrasil. Vocês podem nos acompanhar através de: www.facebook.com/MostraBrasil.
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    Balaio e.V. Team – Marcos Rabelo-Mauerer, Gabriela Garrido e Bernhard Simek
  • Aprendiz de boleira… um dos projetos para 2015
    2014 parece estar tão distante. Não foi “ontem” mesmo que eu escrevi a retrospectiva desse ano? Estamos já em meio de fevereiro e o tempo corre, corre, corre. No Ano-novo eu não fiz grandes promessas além das de sempre: fazer mais esporte, emagrecer etc.
    Mas a pouco tempo eu lí sobre uma mulher que se propôs a aprender a dançar. Um sonho antigo. Ela treinou todos os dias durante um ano, mesmo que somente cinco minutos. E de fato, aos poucos ela foi perdendo o jeito de robô e hoje, uma ano depois, ela consegue dançar (MUITO!).
    Nesse mesmo artigo, lí sobre a capacidade que temos em aprender coisa novas. Basta querer e treinar! Tem uma profissão eu admiro muito: é a de cake designer. Também quem sabe fazer biscoitos e cupcakes elaborados. Eu poderia passar horas olhando fotos de bolos, biscoitos, muffins e cupcakes decorados, que mais se parecem joias.
    Jamais me passou pela cabeça de um dia fazer bolos para vender. Mas eu quero muito aprender a fazer meus próprios bolos de forma que fiquem gostosos e bonitos. Para isso preciso treinar muito. Eu tenho muitos talentos, mas a culinária não faz parte deles. Digo isso sem falsa modéstia: sou (era) um desastre na cozinha. E por isso mesmo que me alegro demais com todo progresso que eu faço. Com aquele assado que deu certo, aquela massa que todo mundo gostou e agora com os bolos que estão ficando cada vez mais bonitos.
    Já faz algum tempo que eu e minhas primas tentamos fazer bolos legais para os aniversários em família. Fizemos muitos bonitos, mas depois que eu entrevistei as boleiras profissionais para a nossa edição de final de ano, me apaixonei de vez pela arte dos bolos.
    Final do ano passado me aventurei então em um curso básico para boleiras e cobri com bravura um bolo de isopor. Sim, porque a aula era mesmo somente para aprender a cobrir. Antes disso eu já tinha me aventurado com outros bolos, por pura necessidade. Com dois filhos de 8 e 5 anos contem aí o tanto de bolos que já fiz ou comprei.
    Compartilho com vocês meus sucessos e deixo a seguinte mensagem: seja qual for o seu sonho de aprender algo, vá em frente. Se eu consigo, você consegue também!
    Beijos, Claudia

     

    Escola para boleiras em Berlim . www.cakeschool.de

     

    Primeiro curso para descorar um bolo de isopor em dezembro 2014

     

    Meu bolo “Natal” entre outros…

     

    É Natal, é natal!

     

    Dessa vez ficou lisinho!

     

    Segundo projeto: tudo o que era pra dar errado deu: bolo baixo, pasta americana emendada etc.

     

    Mesmo assim orgulhosa ;o)
    Com as ferramentas certas, fazer flores de açucar é muito fácil. Meus filhos adoram fazer!

     

    Terceiro projeto: Bolo Frozen, o tema da moda. Ainda teve algumas emendas na parte de trás, mas… ficou legal! Orgulhosa.

     

    Penso que estes ítens a seguir são o mínimo que você precisa para começar a decorar seus bolos com fondant – pasta americana: Forminhas para cortar a pasta americana, um “alisador”, ferramentas para modelar. Maizena para ajudar a abrir a massa, sem que fique muito grudenta, cola comestível. Dois rolos para abrir a massa um pequeno com cerca de 20 cm  e um grande com cerca de 50 cm. Pinceis para confeitaria, mas penso que os normais também servem, importante que não soltem cabelinhos. Canetinha com tinta comestível, colorante nas cores que você preferir, glitter comestível. Um tapete de silicone para você abrir a massa sem grudar, almofada (muito importante) para você modelar o fondant, excelente principalmente para fazer florzinhas. Pasta americana (fondant) normal e para modelar.

    Eu prefiro ir pessoalmente nas lojas ver e pegar nas coisas ao vivo, mas nem sempre é possível. Deixo aqui uma lista do que eu comprei para iniciar na amazon.de*, cada ítem com um comentário em português. Naturalmente que existem uma variedade enorme de outras ferramentas e acessórios, assim como outras lojas.

     

    Amazon.de Widgets 

    *Brasileiros Mundo Afora é afiliado da amazon: Participamos do programa de afiliados da amazon. Isso quer dizer que quando você clicar em um desses links acima e fizer uma compra, nós ganharemos uma pequena comissão. Todos os programas que participamos e indicamos não alteram o valor do produto final para você. Nós não nos responsabilizamos por qualquer problema com a sua compra, por favor dirija-se diretamente à amazon.
  • Feliz Dia do Amor – Happy Valentines Day
    Em muitos países, a data para celebrar o amor é 14 de fevereiro, Dia de São Valentim, bispo da igreja católica que, na época do império romano, realizava casamentos de forma clandestina. Reza a lenda que o bispo havia sido proibido pelo imperador Claudius II de realizar casamentos durante as guerras porque os solteiros eram melhores combatentes. Valentim não só continuou celebrando uniões como também casou-se secretamente. Assim, a data ficou conhecida, inicialmente na Europa, como o dia de celebrar as uniões. Hoje também é comemorada em países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, Alemanha, Japão e Índia.
    Nossos amigos mundo afora mandaram suas fotos românticas.

    Para você um feliz Dia do Amor também!

    *Texto de Vanessa Bueno
  • Uma brasileira fotografando em Malta – Dani Cassar
    Uma brasileira fotografando em Malta – Dani Cassar

    Danielle Cassar é paulista, tem 27 anos e mora em Malta com a família. Danielle estudou três anos Direito no Brasil e durante esse tempo foi assistente jurídica. Interrompeu o curso para fazer um intercâmbio na Irlanda, uma decisão que mudou sua vida completamente, pois lá conheceu seu marido maltês. Em Malta, ela se divide entre cuidar da casa, dos filhos e do marido, gerenciar um apartamento de temporada e fotografar aos finais de semana. A seguir ela fala da sua vida em Malta.

    Final de 2009, eu conheci o Mario, meu marido maltês, em Dublin, e estive pela primeira vez em Malta no começo de 2010. Foi amor à primeira vista e, um ano depois da minha primeira visita ao país, estávamos de mudança definitiva para cá. Morar aqui é muito bom, temos sol o ano inteiro e, mesmo no inverno, ele vem diariamente nos visitar.

    Dani em ação: grávida de 7 meses.

    Depois de me mudar para Malta, senti uma vontade enorme de começar a fotografar. Eu já me interessava antes por fotografia, porém isso não fazia parte da minha realidade. No Brasil, eu estudava e trabalhava muito e quase não tinha tempo para me dedicar a outras coisas. Com as mudanças e a maternidade, a fotografia aflorou de verdade e comecei a estudar em cursos online, livros e DVDs. Sou fotógrafa autodidata, não por não querer fazer cursos, mas simplesmente porque aqui em Malta eles são escassos.

    Na minha opinião, um fotógrafo não precisa de inúmeros cursos. Claro que é importante você saber sobre luz, enquadramento e desenvolver sua técnica, mas o essencial é você colocar seu sentimento naquilo que você faz. Isso vale não só para fotografia.

    Eu amo o que faço e creio que isso seja um ponto importante para que se tenha um bom resultado. O ponto forte de ser fotógrafa em Malta é que eu consigo em boa parte do ano aproveitar a luz natural e fazer ensaios ao ar livre, além dos cenários fantásticos que o país oferece. Cada ensaio eu faço em um local diferente e com outra atmosfera. Assim nem eu, nem meus clientes se cansam das paisagens. Malta é o lugar perfeito para um fotógrafo morar.

    “O ponto forte de ser fotógrafa em Malta é que eu consigo em boa parte do ano aproveitar a luz natural, além dos cenários fantásticos que o país oferece.”
    Meridiana Wine Estate
    Meridiana Wine Estate
    Igreja de Stella Maris – Sliema
    Azure Window – Gozo
    Jeana and Matt – Post Wedding in Gozo
    Izabella, filha de Dani.

     

    Fotos publicadas na nossa edição de dezembro 2013.

     

    Lilian Rossoni fotografada por Dani Cassar para Brasileiros Mundo Afora

    Acompanhe o trabalho de Dani Cassar aqui: www.danicassarphotography.blogspot.de

  • A arte do scrapbooking – muito mais que uma simples colagem – por Lila Rosana
    Scrapbooking – muito mais que colagem – por Lila Rosana

    O scrapbooking é uma terminologia em inglês para definir uma técnica de personalizar álbuns de fotografias ou agendas com recortes de fotos  e qualquer outro material que possa ser colado e guardado no interior de um livro. Um hobby que muitas vezes se transforma em negócio, como no caso da brasileira Lila Rosana, que mora no Canadá. Scrapbooking possui muitos adeptos, só nos Estados Unidos estima-se que existem mais de 25 milhões de entusiastas. A seguir Lila fala sobre a arte da colagem e apresenta o seu belo trabalho.

    Os trabalhos manuais sempre fizeram parte da minha vida e, a minha paixão pela arte de um modo em geral, sempre foi e é uma constante presença em tudo que faço. 
    Aos nove anos de idade eu já desenhava com grafite e, aos dez anos ganhei um kit de tela e tinta a óleo, com o qual eu pintei o meu primeiro quadro que ficou em exposição na galeria de arte de um amigo do meu pai. Quando eu era criança estudei teatro, na adolescência estudei e pratiquei dança moderna e na fase adulta decidi fazer aula de pintura, scrapbooking e fotografia. Tive a honra de ter professoras espetaculares. Sou grata por toda a minha jornada! 
     Hoje sou uma psicóloga clínica atuante e apaixonada pela arte de se relacionar e entender emocionalmente o outro. Eu me especializei em diversas áreas, sendo uma delas a ludoterapia, onde o trabalho com arte é uma constante. 
    Lyllamoon surgiu a partir dessa minha paixão pela arte e pelo criar, e do desejo de levar até as pessoas a motivação e inspiração para que elas tenham uma vida colorida e criativa. Todos os projetos que crio são exclusivos e personalizados. Todos são únicos, exatamente como nós e tudo na vida. 
    Minha mente é extremamente ativa e preciso sempre materializar tudo que por ela passa. Por onde ando sempre observo as cores, os movimentos, as nuances e a harmonia que existe na natureza e nas criações humanas. O mundo é uma enorme galeria de arte e precisamos apenas olhar ao nosso redor para receber doses diárias de inspiração. 
    Dentre os produtos Lyllamoon é possível encontrar álbuns personalizados, onde cada página conta uma história. Também peças em MDF* pintadas a mão, quadros, caixas decoradas, livros de receitas, agendas, cadernos e muito mais. Todos feitos com materiais de qualidade e criados de maneira única e exclusiva. 
    Contato para informações ou solicitação de catálogo: 
    lyllamoonart@gmail.com 
    * MDF é um material oriundo da madeira, fabricado com resinas sintéticas. 

    Lila Rosana nasceu em Belém do Pará, onde formou-se em psicologia clínica e organizacional. Morou por 11 anos em Fortaleza, no Ceará. Tem especializações em educação infantil, ludoterapia e estresse pós-traumático. Atualmente vive em Vancouver, no Canadá. Ela escreve no blog pessoal Conversando com os pais, que surgiu do trabalho de orientação de pais que fazia no Brasil, e para o jornal online Tribuna do Ceará. Lila é também colunista da Brasileiros Mundo Afora: Conversando com Lila.