• Jantando no escuro em Berlim
    Jantando no escuro
    Já imaginou jantar em um local completamente no escuro? 
    Essa experiência eu vivi ontem no Restaurante “Unsicht Bar” aqui em Berlim. 
    A nossa reserva, feita por E-Mail, era para 19.45 horas. Exatamente 15 minutos antes do jantar começar. Nesse tempo você escolhe o menu e as bebidas no saguão do restaurante. Sim, porque uma vez dentro você não vai mais enxergar nem um palmo na frente do nariz! 
    O jantar é descrito de forma engraçada e você vai ter somente uma ideia do que irá comer em seguida. Pelo menos você pode escolher entre frango, carne vermelha ou um menu vegetariano. Nada para quem não gosta de surpresas e tão pouco de escuro! 
    Depois de escolhido o menu – cinco diferentes são oferecidos – nos foi apresentada a nossa garçonete pessoal: Sandy. Ela era uma moça jovem, loira, bonita e cega. Sim, é isso mesmo! Os garços nesse restaurant são cegos ou tem algumas deficiência visual. Eles movimentam-se na escuridão com uma leveza incrível. Me senti uma verdadeira elefanta, caminhando pelo escuro me segurando nos ombros de Sandy, provavelmente com muita força.  Atrás de mim, meu marido, que também segurava com firmeza nos meus ombros: “Não quero ficar aqui no meio sozinho“, disse. Seguimos assim como um “trenzinho”, até chegarmos na nossa mesa.  
    Chegando lá, o jantar foi servido: salada, sopa, prato principal, sobremesa. Tudo acompanhado do vinho anteriormente escolhido.  Sandy ficou à nossa disposição, bastando chamar seu nome para que estivesse, instantes depois ao nosso lado. Além da comida ser saborosa, experimentar sabores e texturas no escuro sem ilusão de ótica, foi muito interessante e divertido. Muito mesmo!
    É proibido o uso de celulares e afins. Nada que ilumine a escuridão.  
     
    Joana Zimmer
    No local já se apresentou, por exemplo,  a cantora cega e fantástica, Joana Zimmer!
    Depois de cerca duas horas o programa acabou e saímos de lá com um sentimento de leveza incrível. Jantar no escuro é uma experiência incrível. Tem coragem? Se interessou? 

     

     

    Aqui está o endereço e o site para maiores informações:
  • Obrigada Alemanha! –  por Vanessa Bueno

    Do lado de cá –  Obrigada Alemanha! 

    Quando contei para as pessoas no Brasil que mudaria para a Alemanha, elas reagiram como eu já imaginava: umas apoiaram minha decisão, outras disseram que eu era louca por deixar carreira, família, amigos e ainda ter que aprender uma língua tão difícil como o alemão. Uma das manifestações, porém, me surpreendeu. Me disse uma colega de profissão:

     – Não acredito que tu vai morar na Alemanha, esse país de nazistas. 
     – Isso é passado. A Alemanha é outra hoje, argumentei e encerrei a conversa. Mas a questão ficou na minha cabeça. 
    Eu já tinha lido sobre as transformações no país, sua força econômica e alta qualidade de vida, mas ainda não conhecia sua forte política de inclusão. Um ano depois daquela conversa, posso dizer com convicção que minha amiga jornalista estava equivocada. Do lado de cá encontra-se estrageiros do mundo todo, turcos em sua grande maioria. Há também os refugiados de guerra ou crises econômicas, esses necessitados de apoio do governo. Eles recebem ajuda de custos para integrarem-se, aprenderem a língua e conseguirem um trabalho.
    Claro que nem tudo é um mar de rosas. Existe uma certa resistência dos alemães, porque os impostos para manter esses benefícios sao bem altos. Além disso, como em qualquer programa de inclusão, sempre tem gente querendo “mamar nas tetas do governo.” Mas as pessoas, aqui nascidas ou não, conseguem viver e conviver bem no geral.
    Já conheci gente de todo o tipo, mas tem um afegão em especial que me emociona com sua história de vida: o Ahmad. Um homem de estatura média, corpo franzino, tímido e muito educado. Ele tem pouco mais de 30 anos, mas os cabelos grisalhos lhe conferem uma aparência mais madura. É costureio, mas nunca havia pisado em uma escola antes de se mudar para a Alemanha, há três anos. Aprendeu trabalhando. Aliás, trabalhar é o que ele faz desde os sete anos de idade.
    – No Afeganistão só estuda quem tem dinheiro. Quem nao tem trabalha, contou.
    Com muito esforço, ele conseguiu montar o próprio negócio e vivia razoavelmente bem, segundo sua própria avaliação, em seu país.
     – Por que veio para a Alemanha então? 
     –  Porque quero que meus filhos estudem, respondeu.
    Viver razoavelmente bem não garantiria o estudo das crianças. Ahmad é pai de três meninos, o último nascido aqui, e frequenta uma escola pela primeira vez em sua vida. Recebe, como seus filhos, aulas e livros pagos pelo governo. Antes de começar a trabalhar precisa aprender alemão. Eu também. Mas o fato, que algumas vezes me incomoda, parece não afetar o humor do Ahmad. Pelo contrário, está sempre sorrindo. Dividimos a classe e ele sempre me pergunta uma coisa ou outra. Às minhas lições de alemão, Ahmad retribui com lições de vida.
    Obrigada Alemanha por me proporcionar isso!
    Foto: wikipedia
    Do lado de cá

    Vanessa Bueno é jornalista e expatriada. Mora na Alemanha há um ano e escreve sobre a vida Do lado de cá, ou seja, de fora do Brasil. A ideia é gerar debates sobre as diversas situações que permeiam a vida de brasileiros mundo afora. Falaremos por aqui, por exemplo, de trabalho no exterior, dificuldades com a língua, diferenças à mesa, criação dos filhos, e tudo o mais que surgir, sempre com a participação especial de nossos leitores.

    Saudades da pátria foi o tema de estreia. Leia mais aqui: Do lado de cá – Saudades 

     

  • Anelise no caminho das Índias
    A gaúcha Anelise Cornely tinha a curiosidade de saber como vivem as pessoas no exterior. Há três anos, criou coragem e trocou Porto Alegre por Mumbai, na Índia. Lá trabalhou, fez amigos e apaixonou-se. De volta ao Brasil, nos conta como foi essa aventura…
    Quer ler mais? Basta clicar aqui: Anelise no caminho das Índias
    Fotos de Anelise Cornely
    É proibida a reprodução e distribuição destas fotografias sem permissão de Anelise Cornely prévia por escrito.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  • Ralf Bömmels pedalando Berlim afora

     

     

    Ralf Bömmels decidiu no reveillon de 2013 que pedalaria mais  que os 4000 km pedalados em 2012. E assim ele segue com a sua bicicleta, pedalando diariamente por Berlim e redondezas. Em entrevista ele fala um pouco sobre a sua  paixão pela magrela. 

     

    Ralf, você pedala paticamente todos os dias. Qual o seu objetivo para 2013?
    Meu objetivo é pedalar mais que em 2012, quando eu fiz 4080 km. Em 2013, até hoje, já pedalei mais de 3000 km, então vai ser fácil conseguir!
     
    Qual foi o seu tour mais longo até agora?
    Meu tour mais longo foi de 85 km em 2012. Um passeio que fiz com a turma do trabalho. Nós pedalamos ao longo do rio Havel, indo à cidade de Potsdam até Werder, uma bela cidade que fica em uma ilha. Ela é famosa pela sua festa anual Baumblütenfest (Festa da árvore florida), que acontece anualmente entre os meses de abril e maio. A pista até lá é muito agradável de se pedalar, com pouquíssimo tráfego.
    Este ano, o tour mais longo foi de 57 km. Eu pedalei o Mauerweg – Caminho do Muro – passando por Hennigsdof, Tegel e Spandau. O Mauerweg, como o nome já diz, segue o caminho do Muro de Berlim, contornando completamente a ex-Berlim ocidental. Ele está totalmente desenvolvido e é excelente para pedalar! O longo caminho de 160 quilômetros atravessa florestas verdes e o centro de Berlim.
    Mais informações, você encontra aqui: Mauerweg.
    Como é a estrutura para ciclistas em Berlim?
    A estrutura de ciclovias é boa, mas algumas não são bem pavimentadas. Existem também grandes árvores nas calçadas, cujas raízes podem causar acidentes. Eu evito essas rotas e sigo pedalando pela rua. Os motoristas realmente se encaixam bem nesse sistema, mas como ciclista você precisa pedalar sempre atento. Você nunca vai ter uma chance contra um automóvel!

    O legal é que é possível levar a sua bicicleta nos transportes públicos como trens e metrôs, mas você vai precisar de um ticket próprio para biciletas, que pode ser comprado em todas as estações. Importante: é proibído transportar bicicletas em ônibus.

    Aqui na Alemanha não é obrigatório o uso de capacete.
    Onde turistas podem alugar uma bicicleta na cidade?
    Muitos hotéis disponibilizam bicicletas para seus hóspedes. Existem várias firmas, onde o turista pode alugar uma bicleta. Uma delas é a Nextbike.
    O sistema Call-a-Bike é também bem interessante. Para se cadastrar, você precisa de um telefone celular e um contrato que você pode fechar no terminal mesmo que fica ao lado das bicicletas. No meu caso, foi suficiente preencher o formulário, teclar os dados da minha conta e pronto. O pagamento foi feito através de débito direto, mas o pagamento pode ser efetuado também com cartão de crédito. Esse sistema encontra-se com certeza nas grandes cidades alemãs. Os preços diferem um pouco de cidade para cidade, como por exemplo em Stuttgart: a primeira meia hora é livre, e se você planejar bem a sua rota, você pode conhecer uma cidade interia sem gastar nenhum euro. Basta chegar na próxima estação antes de completar os 30 minutos, pegar a próxima bicicleta e seguir pedalando. Eu nunca fiz isso, mas seria um ótimo desafio!

    O princípio básico desse sistema é sempre o mesmo em diversas cidades: encontrar uma bicicleta livre, desbloquear através do celular e seguir pedalando.

     
    Boas pedaladas pra você!

    Fotos: berlin.de, Claudia Bömmels, Ralf Bömmels

    Berlim através das lentes de Ralf Bömmels

     

     

     

     

     

     

  • Imbradiva pelas brasileiras na Alemanha

     

     Imbradiva
    Imbradiva pelas brasileiras na Alemanha
    Organização sem fins lucrativos desenvolve projetos de apoio e integração a mulheres  
    por Vanessa Bueno

    Há 15 anos, três mulheres uniram-se em prol de um objetivo em comum: apoiar as migrantes de língua portuguesa no seu processo de integração na sociedade alemã. Assim nasceu, em Frankfurt, a Imbradiva e.V – Iniciativa de mulheres brasileiras. De lá para cá, a organização não governamental se expandiu e hoje presta serviços como aconselhamento jurídico e psicológico, apoio a presidiárias, encontros de beleza e degustação da culinária brasileira, seminários e workshops, além de creche para os filhos das migrantes.

    A presidente da entidade, Joselene Drux, explica que as colaboradoras são todas voluntárias e atuam como intermediárias, ou seja, encaminhando quem as procura aos profissionais especializados. A demanda gira em torno de três a quatro solicitações por semana, com épocas de aumento.

    Segundo ela, os casos que chegam incluem questões como reconhecimento de diploma, depressão, dificuldade de integração, divórcio, violência doméstica, entre outros. Joselene diz que já chegou a ir na casa de uma mulher que ligou em busca de ajuda, mas garante que isso é exceção. Em casos como esses, a Imbradiva e.V procura garantir que as agredidas sejam acolhidas em abrigos para mulheres e encaminha os processos legais pertinentes.

    Colaboração

    Além de prestar aconselhamento, as voluntários realizam visitas a detentas brasileiras do presídio em Preugesheim (JVA), em Frankfurt, semanalmente, ajudando no contato e envio de informações às famílias no Brasil e, em alguns casos, no retorno ao país. Também providenciam revistas, livros, roupas de inverno e o que mais for necessário. Entre as causas mais comuns de prisão, conforme o relato da presidente, está o transporte de drogas. “São meninas pobres, com uma vida difícil no Brasil, que acham que conseguirão ter um futuro melhor realizando esse trabalho de mulas, transportando drogas para os traficantes”, diz.

    Para dar conta da demanda de trabalho, as Imbradivinas, como se autodenominam, realizam encontros mensais. Nas reuniões, dividem as tarefas, definem os projetos  e o orçamento da entidade. “Cada uma colabora como pode”, explica Joselene, acrescentando que a maioria realiza as atividades da Imbradiva  após seu expediente de trabalho.

    Os recursos de aporte aos projetos são gerados através de contribuições espontâneas de pessoas físicas e jurídicas, da anuidade das cerca de 60 sócias e da participação da instituição em feiras e eventos com venda de quitutes brasileiros. Aliás, foi  em um desses eventos que Joselene entrou em contato com a ONG pela primeira vez. “Conheci o trabalho da Imbradiva durante uma festa brasiliera e logo me apresentei para as meninas. Fico muito feliz quando percebo que conseguimos ajudar as pessoas a resolverem suas questões e seguirem felizes. É o meu combustível para continuar”, registra.

    Projetos infantis

    Desde 2003, a Imbradiva  expandiu suas atividades aos filhos das associadas com a criação do Pirlimpimpim. Trata-se de um grupo recreativo infantil, onde os pequenos são estimulados a se comunicarem em português. Por meio de atividades como contação de histórias, festas típicas e brincadeiras, as crianças entram em contato com a língua e a cultura brasileira. Com condução e supervisão de profissionais da área de educação, os encontros ocorrem uma vez por semana, em Frankfurt, e são direcionados a crianças de até seis anos.

    Como extensão do trabalho iniciado com o Pirlimpimpim, a organização fundou, em 2009, o Kita Curumim – creche internacional. A creche oferece dois grupos de atividades: português-alemão e inglês-alemão e pode receber até 22 crianças entre 10 meses e três anos. O Kita Curumim conta com o apoio do estado de Hessen, que paga parte das despesas. O restante dos custos é coberto pela mensalidade dos pais.

    Encontros

    Sempre no segundo domingo de cada mês a organização também oferece a suas associadas e à comunidade em geral o BIA – Beleza integração e autoestima. Durante os encontros, é possível degustar pratos típicos brasileiros, além de fazer as unhas e cortar os cabelos com profissionais do Brasil.

    “Nosso objetivo é gerar uma troca de experiências entre as migrantes. Elas conversam, interagem e percebem que passam por situações parecidas, o que ameniza o sentimento de solidão e saudade da pátria”, conta Joselene.

     

    Além do BIA, a ONG promove seminários e workshops de esclarecimento sobre temas como direito do estrangeiro, direito de família, mulher e saúde, formação profissional e mercado de trabalho. Muitas das atividades são apoiadas por  organizações e entidades alemães.

     

    Após esclarecer todas as atividades da Imbradiva, a presidente da ONG deixa um recado para quem acaba de chegar na Alemanha: “Aprenda a língua e não desista. Morar na Alemanha pode ser bom.”

    Aprenda a língua e não desista. Morar na Alemanha pode ser bom.”

    Joselene Drux é natural de Olinda, em Pernambuco, e está na Alemanha há 32 anos. Há 22 trabalha na Bolsa de Valores da Alemanha, integrando a Imbradiva desde 2005.

     

  • Terceira Idade na Swiss Harley Days 2013 – clique de Michel Zylberberg

    O clique imperdível de Michel Zylberberg. Terceira Idade na Swiss Harley Days 2013!

     

     

     

    É proibida a reprodução e distribuição destas fotografias sem permissão de Michel Zylberberg prévia por escrito.
     

     

    Michel Zylberberg, é carioca e morou boa parte da sua vida em Itajubá-MG. Se formou em Design de Multimídia no Senac-SP em 2005 e depois começou a rodar o mundo, como ele mesmo diz. O primeiro destino foi a Austrália. Planejava ficar alguns anos, mas acabou conhecendo a italiana Sara, que mudou de vez a sua vida, e acabou indo morar em Lugano, na Suíça. Ele escreve no seu blog de viagens Rodando Pelo Mundo.

    Quer ler mais sobre Michel? É só clicar aqui: Rodando pelo mundo com Michel Zylberberg

  • Pedalando Patagônia afora

    A Patagônia é uma região que abrange a parte mais meridional da América do Sul. Localiza-se entre a Argentina e o Chile, integrando a seção mais ao sul da cordilheira dos Andes. Lá encontra-se a maior quantidade de geleiras fora das zonas polares e isso ocorre em virtude do clima frio, com temperatura média de -10 graus. A região destaca-se pelas paisagens belíssimas e variadas, como desertos frios e secos, florestas e bosques de pinheiro, vales e rios, montanhas e principalmente gelo, os glaciares.

    Leonardo Nunes de Azevedo tem 35 anos, é graduado em direito e mora no Rio de Janeiro, lugar que ele descreve como “a cidade mais gostosa de se viver.” Além dos seus dois grandes amores – ele é casado com Clarisa e pai de Martín, um bebê de cinco meses – ele se interessa pelo Budismo e é apaixonado por viagens, esportes, pela natureza, fotografia e pedalar por montanhas.

    Em entrevista à Brasileiros mundo afora, Leonardo fala sobre a grande aventura que foi pedalar sozinho pela Patagônia e revela seus medos, desafios e conqusitas.

    Para ler a matéria completa, basta clicar aqui: Pedalando pela Patagônia
    Fotos de Leonardo Nunes de Azevedo
    É proibida a reprodução e distribuição destas fotografias sem permissão de Leonardo Nunes de Azevedo prévia por escrito.
    Pedalando pela Patagônia

     

    Pedalando pela Patagônia
    Patagônia

     

    Pedalando pela Patagônia
    Brasileiro pedalando na Patagônia

     

     

    Pedalando pela Patagônia

     

    Pedalando pela Patagônia

     

    Pedalando pela Patagônia

     

    Brasileiro pedalando pela Patagônia
    Linda Patagônia

     

    Brasileiro pedalando pela Patagônia

     

    Brasileiro pedalando pela Patagônia
    Brasileiro pedalando pela Patagônia

     

    Brasileiro pedalando pela Patagônia

     

    Leonardo - Brasileiro pedalando pela Patagônia
    Leonardo pedalando Patagônia afora

     

    Leonardo - Brasileiro pedalando pela Patagônia

     

    Leonardo - Brasileiro pedalando pela Patagônia

     

  • Sede de mundo

     

    A nova edição da Brasileiros mundo afora estará online ainda esta semana! 
    Adianto já hoje para você o que vem por aí. Fique ligado!

     

    Conhecer novas culturas, aprender uma nova língua, viver um grande amor no exterior, trabalhar, estudar ou lutar por uma vida melhor, são algumas das razões pelas quais tantos de nós deixamos o Brasil para trás. Mas, mesmo longe da nossa pátria, sempre seremos brasileiros. Situações como os protestos ocorridos em junho deste ano no nossso país podem nos despertar diferentes sentimentos.
    Muitos, solidários às revindicações, saíram às ruas mundo afora, juntando-se a grande massa. Outros permaneceram imparciais. E você, como se sentiu? Indignado, indiferente ou empolgado? A psicóloga Lila Rosana convida, em seu texto “Brasil, meu Brasil brasileiro…”, a refletir sobre o assunto e testar a sua brasileirice. “Quanto você ainda está conectado com o nosso país?”, questiona ela.

    E por falar em brasileiros conectados com a pátria, descobrimos a iniciativa de um grupo de brasileiras em Frankfurt, que fundou, há 15 anos, a Imbradiva. Uma instituição sem fins lucrativos que apoia as brasileiras em seu processo de integração na Alemanha. Um trabalho admirável, que se estende aos filhos dessas mulheres. A organização mantém uma creche internacional, onde as crianças podem ter contato com a cultura brasileira e aprender o português.

    A criação dos filhos também permeia o bate papo online que tive com os blogueiros de viagem  Daniel Duclos e Michel Zylberberg, sobre paternidade no exterior. Daniel é pai em tempo integral, na Holanda, e Michel procura balancear a vida profissional com a familiar, na Suíça.

    Esta edição apresenta ainda histórias de brasileiros viajantes e corajosos. Pessoas que fizeram as malas e partiram para a aventura. Encararam culturas diferentes, enfrentaram seus medos e testaram seus limites pessoais. Ana Biselli e Rodrigo Junqueira viajam, neste momento, há mais de mil dias pelas Américas. Patricia Takehana e Leonardo Nunes de Azevedo exploraram, cada qual ao seu modo, a belíssima região da Patagônia. Anelise Cornely saiu da sua zona de conforto em busca do sonho de viver no exterior. Tendo a Índia como destino, lá morou e trabalhou por três anos.

    Você também tem sede de mundo?
    Sonha em fazer uma viagem extravagante? Dar a volta ao mundo de barco, ou fazer um tour por seu estado de bicicleta? A viagem dos seus sonhos é visitar um lugar simples e deserto? Gostaria de morar do outro lado do mundo?  Ou ainda não sabe qual é o destino dos seus sonhos? Convido-o a viajar conosco nesta edição, que estará online até no final da semana. Quem sabe você se inspira e também sai viajando mundo afora? Se isso acontecer, lembre de nos contar!

    Boa viagem!

     

  • Pedalando por Basel com Christiane

     

    Oi Brasileiros mundo afora!

    Me chamo Christiane (ou apenas, Chris). Moro em Basel, na Suíca e tenho um blog onde compartilho meu dia a dia por aqui. Vi o link da coluna Pedalando Mundo Afora e decidi compartilhar a minha história!
    Há poucos meses eu escrevi esse post no blog, apenas alguns dias depois de ter comprado minha magrela. Foi amor a primeira vista e hoje ela me acompanha sempre por aí.

     

    Minha nova amiga alemã 

    Quando cheguei na Suíça eu tive a certeza de que iria precisar de uma bicicleta. Não que o transporte público por aqui não seja bom (#alô20centavos). Muito pelo contrário, o transporte na Suíça é  impecável. Na verdade, eu precisava de uma bike, porque é impossível você não ter vontade de sair pedalando por aí! Asfalto lisinho, ciclovias por todos os lados, sinalização adequada para ciclistas e, claro, paisagens de cair o queixo.

    Como o verão aqui passa super rápido, arrastei logo o maridão em um sábado de manhã para Alemanha. Essa bicicleta vem hoje ou não me chamo Christiane, falei pra ele.

    Por que Alemanha? Não… eu não fui tão longe assim. As terrinhas germânicas estão a exatos 3km de casa. E não, as bicicletas alemãs não são melhores que as suíças. Foi simplesmente uma questão de preço. Como tudo na Suíça, as magrelas também são bem caras por aqui.

    Depois de rodar algumas lojas, encontramos uma lojinha pequena. De um simpático senhorzinho que não falava inglês. Sente o drama. Mas eu insisti. Apesar do problema de comunicação, eu “sentia” que minha nova bicicleta estava por alí. Foi quando olhei pra ela e ela olhou pra mim (acho que isso é uma música). Posso jurar que a pequena lanterninha da frente piscou nesse instante! (risos)

    Foi amor à primeira vista. Conheçam minha nova amiga, Valdirene. Por que Valdirene?

    Valdirene é a personagem da Tatá Werneck na novela das 8. Ela é simplesinha, é podrinha, mas é tão engraçadinha!

    O marido até agora não conseguiu acertar o nome. Já chamou a coitada de Claudirene, Valdira… acho isso falta de respeito. Bom, o fato é que Valdirene entrou para família e no mesmo dia já demos um longo passeio aqui por Basel. Até cruzamos a fronteira com a Alemanha. Afinal, ela também precisa visitar os parentes de vez em quando, não é mesmo? 

    Bejos 

    Chris

    www.morarnasuica.com
    www.pequenograndemundo.com

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    Linda BaselFotos: Claudia Boemmels

  • Pedalando Finlândia afora – por Sandra Kautto

     

    “Andar de bicicleta é o tipo de exercício físico que quanto mais longe você vai, 
    mais longe você quer ir.
    Pedalando pela Finlandia

    Aprendi a andar de bicicleta aos seis anos, mas foi somente aos 32 que ganhei minha primeira bicicleta. Quando morava no Brasil nunca tive vontade de ter uma bike, primeiro porque na minha cidade (Manaus) não existem ciclovias e segundo pela falta de segurança. Quando mudei para a Finlândia fiquei impressionada quando vi idosos, crianças e adultos usando a bike como meio de transporte, para ir ao supermercado, escola, levar as crianças menores para a creche. No início do ano comecei a mudar alguns hábitos: mudei minha dieta alimentar e passei a praticar esportes. Foi então que a ideia de ter uma bike nasceu e meu pai tornou a ideia real, me dando de presente a minha primeira bike.

    No início pensei que usaria a bike somente para levar e buscar o filhote na creche, mas andar de bicicleta é o tipo de exercício físico que quanto mais longe você vai, mais longe você quer ir. E quando vi estava pedalando 50km. Hoje andar de bicicleta faz parte da minha rotina e os dias que não ando sinto que está faltando algo. Temos o privilégio de termos boas ciclovias no país inteiro, é possível ir de uma cidade à outra pedalando. Por aqui as pessoas andam muito de bicicleta. As escolas possuem um estacionamento próprio para as inúmeras bicicletas dos estudantes, algumas paradas de ônibus também dispõe de estacionamento para bikes, assim como os shoppings e supermercados. No verão sempre tem circuito de 40, 60, 120 km de bike e o povo comparece mesmo!

    Posso dizer que a bicicleta veio para ficar na minha vida! Preciso pensar como vou fazer quando o inverno chegar e pedalar for impossível (risos).

    Daí o jeito vai ser encarar uma aula de spinning na academia e esperar o próximo verão!

    Quem é Sandra Kautto

    Sandra Kautto mora na Finlândia com a família. De lá escreve no seu blog “Made in Brazil” sobre as terras geladas do Papai Noel. Blog: sandrakautto.blogspot.com

    Mais sobre Sandra Kautto, você pode ler na Edição especial sobre Amor Internacional, clicando aqui: Amor Internacional – Brasil & Finlândia