• Vamos falar português – Volume 1 – Publieditorial
    Vamos falar português
    Vamos falar português!

    O português é a 5ª língua mais falada do mundo, com aproximadamente 280 milhões de falantes, e, atualmente, oito países utilizam o idioma oficialmente. Neste contexto, a HUB Editorial, editora própria do Grupo SBS, apresenta seu novo título: VAMOS FALAR PORTUGUÊS! – VOLUME 1. Escrito por Anna Claudia Ramos e Susanna Florissi e ilustrado pela Mauricio de Sousa Produções, o material chegou às lojas brasileiras na primeira quinzena de agosto deste ano.

    VAMOS FALAR PORTUGUÊS! – VOLUME 1 é destinado à crianças entre 7 e 11 anos, que têm o português como língua de herança. O material atende também a outros públicos, como filhos de estrangeiros residentes no Brasil ou crianças brasileiras em fase de alfabetização.

    Pelezinho, personagem criado por Mauricio de Sousa inspirado no grande ícone do futebol Edson Arantes do Nascimento, é o grande anfitrião. O protagonista recebe cinco amigos encantadores (o finlandês Hans, o coreano Kim, a afro-brasileira Ana, a chilena Evita e o americano Sam) que chegam ao Brasil para aprender o idioma, tendo como pano de fundo as diferentes regiões e costumes locais.

    Durante a estada, os amigos visitam pontos turísticos de São Paulo, como o Museu do Futebol, Parque do Ibirapuera e o Museu de Arte de São Paulo; ao viajar pelo país, passam pelo Rio Grande do Sul, Paraná, Distrito Federal, Mato Grosso, Cerrado Goiano e outros locais. O assunto predileto dos jovens aventureiros é esporte, em especial o mais praticado pelos brasileiros: o futebol.

    No final de cada aventura, é proposta uma atividade que garante a eficácia do aprendizado. Como complemento, o livro contará com um CD de áudio com suas narrações, respostas e esclarecimentos dos exercícios, informações extras e diversas sugestões de atividades na “nuvem”, tornando a obra um excelente material complementar para os professores e alunos, além de um aplicativo que certamente será um interessante e enriquecedor atrativo para o aprendizado.

    A HUB é uma das líderes de mercado editorial de Português para Estrangeiros, tendo vendido em 14 anos mais de 400 mil exemplares de títulos próprios voltados a esse público, com destaque para o best-seller Bem-vindo! A Língua Portuguesa no Mundo da Comunicação.

    A Mauricio de Sousa Produções lidera outro nicho de mercado, igualmente atrativo para o público-alvo, especialmente contando com o personagem Pelezinho.

    Anna Claudia Ramos: escritora, graduada em Letras pela PUC Rio e mestre em Ciência da Literatura pela UFRJ. Especialista em Literatura Infantil e Juvenil, com vasta experiência em biblioteca escolar e comunitária. Estreou na literatura em 1992, com o livro juvenil Pra Onde Vão os Dias que Passam?. É sócia-diretora do Atelier Vila das Artes, empresa de consultoria e produção editorial.

    Susanna Florissi: proprietária da Torre de Babel Idiomas e sócia da Editora Galpão. Formada pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Teoria da Literatura pela PUC Campinas e de Aperfeiçoamento para Executivos do Mercado Editorial pela FIA. É Diretora Livreira da Câmara Brasileira do Livro, fez parte da Comissão Organizadora do Prêmio Jabuti e hoje coordena a Comissão do Livro Digital da mesma CBL. É autora de materiais didáticos impressos e digitais para o ensino de Português como Língua Estrangeira.

    Título original: VAMOS FALAR PORTUGUÊS! – VOLUME 1

    Assunto: ensino da língua portuguesa
    ISBN: 978-85-8076-143-6
    Autores: Anna Claudia Ramos e Susanna Florissi
    Ilustrações: Mauricio de Sousa Produções
    Edição: 1ª
    Ano de lançamento: 2014
    Encadernação: brochura
    Número de páginas: 126
    Idioma: português
    Componentes: conteúdo complementar em “nuvem” + CD de áudio (a partir de setembro/2014)
    Editora: HUB Editorial

    Preço sugerido: R$69,00 – À venda nas melhores livrarias.

    Minha experiência com o livro VAMOS FALAR PORTUGUÊS! – VOLUME 1

    Eu recebi o livro citado acima para ler e testar com meu filho de 8 anos e que cursa a terceira série aqui na Alemanha. Nós falamos português em casa, mas todo brasileiro casado com estrangeiro sabe dos desafios diários de manter-se firme com a nossa língua materna. Hoje falo apenas do ponto de vista de mãe com um claro objetivo: que meus filhos se interessem pela nossa língua e a aprendam de forma leve e divertida. Eu já comprei dois livros de alfabetização em português, mas o livro Vamos falar Português!, foi o primeiro que meu filho utilizou por si só, principalmente para ler as histórias. Certamente que o personagem Pelezinho teve uma grande influência nesse interesse todo. Eu gostei de como o livro foi estruturado, com exercícios inteligêntes, histórias interessantes e muito colorido. Fiz fotos de algumas páginas para vocês terem uma ideia.

    SORTEIO  –  SORTEIO SORTEIO  –  SORTEIO 

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    Se você teve alguma experiência com o livro acima citado, seja positiva ou negativa, deixe seu comentário aqui embaixo.

    Beijos

    Claudia

  • Barcelona – Primeiro Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros
    Meu caso com Barcelona é antigo. Eu fui à cidade há oito anos e lembro de ter gostado muito, mas não foi amor à primeira visita. No final de semana passado estive lá novamente, para o Primeiro Encontro Europeu de Blogueiros Brasileirose desta vez não tive chance: Barcelona me encantou, me seduziu.
    Chegando no aeroporto, peguei o Aerobus que me levou diretamente à Plaça de la Universitat. De lá fui de metrô até a estação Sagrada Família. Quando eu saí do escuro lá de baixo, me vi em frente à Sagrada Familia, a igreja de arquitetura mais curiosa e exuberante que já ví.
    Mais tarde, já no apartamento, que eu aluguei juntamente com outros colegas blogueiros, senti uma simpatia imediata por eles.  Me sinto “da velha guarda” quando ainda me pego pensando sobre as maravilhas das novas tecnologias, que nos possibilitam fazer tantas amizades virtuais, que agora são reais.

    À noite fomos  a um restaurante fantástico o La Paradeta Sagrada Familia, um restaurante de frutos do mar a quilo. Nós tivemos que enfrentar uma pequena fila e chegando a nossa vez, podemos escolher os mariscos que queríamos e estes foram preparados na hora. Se você for por lá, não deixe-se levar pelos vendedores. Mesmo o pouco que você pedir, será o suficiente, acredite! O lugar é simples, mas muito especial e foi um dos pontos altos desta viagem. 

    O Primeiro Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros, razão principal da minha visita à cidade,foi organizado pela Cristina Rosa, que mora na Espanha há quarto anos e escreve no blog Sol deBarcelona

    Blogueiros em Barcelona
    Blogueiros em Barcelona Foto:Cristina Rosa

     

    O encontro aconteceu em um sábado de sol, no Hostel St.Christopher’s Barcelona, um lugar encantador. Conhecer novas pessoas e encontrar amigos, até então virtuais, em um ambiente descontraído, foi uma experiência inesquecível. 

     

    Barcelona Hostal

     

    As palestras do encontro foram bem interessantes e abordaram estes assuntos:

    Construindo redes de relações com outros blogueiros
    Carina Dittrich, Viajoteca

    Produtos dos blogs: roteiros personalizados, guias e service
    Dany Colares, Feriado Pessoal , Nicole Plauto, Agenda Berlim e Daniel Duclos Ducs Amsterdam

    Técnicas de SEO para melhor o posicionamento de blog nos buscadores
    Wagner Rodrigues, Um ano na Espanha

    O papel dos blogueiros da Europa como divulgadores de destinos europeus
    Juliana Bezerra,  Um ano na Espanha

    Eu nunca estudei jornalismo e tenho aprendido muito com profissionais do ramo de como escrever cada vez melhor. Assim também guardei várias dicas da palestra da jornalista Dri Setti, sobre os do´s e dont´sredacionais. Ela escreve no blog Achados, da revista a Revista Viagem e Turismo.
    Nós todos poderíamos ter ficado ainda horas trocando opinões e aprendendo uns com os outros. No final da parte oficial do evento, trocamos lembrancinhas em um “amigo oculto” e brindamos juntos, com o vinho Graham’s Porto Wine, ao próximo encontro em 2015, que acontecerá em Portugal, organizado pela Rita Branco do blog O PortoEncanta.  

    A tarde do sábado foi livre e eu aproveitei o passeio guiado com a Cristina Rosa, para conhecer um pouco da história da arquitetura da cidade. Ela é historiadora e uma guia nata. Adorei o seu passeio guiado e Barcelona ganhou mais um pedacinho do meu coração por isso. 

     

    À noite nos encontramos no Bar Hotel Chic & Basic, onde comemos tapas gostosas, bebemos uma deliciosa sangria, conversamos e rimos muito. 

    Bar Hotel Chic & Basic
    Bar Hotel Chic & Basic Foto: Cristina Rosa

     

    No domingo fizemos um tour novamente com a Cristina no bairro Gótico. Um lugar que eu gostei tanto, que retornei na segunda feira antes de voltar para casa. Com o PressCard que nos foi oferecido pelo Barcelona Turisme, podemos entrar gratuitamente ou com desconto em muitas atrações da cidade. Nesse dia, comi pela primeira vez churros fora do Brasil. Em Barcelona ele foi servido com chocolate amargo derretido na xícara. Uma dica do blog Sol de Barcelona: a rua Petritxol é a rua mais doce de Barcelona com várias opções de cafés ou granjas, como chamam-se os cafés típicos que servem churros com chocolate.

    E assim os quatro dias na cidade voaram e chegou a hora de pegar o avião de volta. Barcelona, sua linda, tive que ir embora, mas eu volto. Com certeza. 

     

    Churros em Barcelona
    Churros com chocolate
    Outros blogueiros que participaram:

    Monica Barbosa do De Café Por Barcelona
    Hely Campos do Barcelona Emociona
    Karine Keogh do Ká entre nós
    Carol Pascual do Londres com Crianças
    Vivan Monteiro e Marcelo Hernandez do ViviemUK
    Larissa Rodrigues do Esto es Madri
    Magê Santos do Milão nas Mãos
    Pacelli Luckwu do Agenda Berlim
    Pedro Richardson do Viagem com Pedro
    Rodrigo Vidal do Homo Sapiens Politikon

     
    Agradecimentos:

    Hostal St. Christopher Barcelona
    Turisme de Barcelona
    Barcelona és molt més
    Sol de Barcelona

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  • Avenida Paulista – por Ivan Ribeiro
    Brasileiros nas ruas
    Foto de Ivan S. Ribeiro, 35 anos. Produtor e fotógrafo profissional.

     

    “Já são quase 20 anos de contato com a fotografia. Comecei por acaso, fotografando com uma Sony Mavica, que usava disquete para armazenar as imagens. Depois de muito estudo, trabalhando como assistente de vários fotógrafos, lutas e teimosia, comecei a me dedicar a fotografia de carros. Hoje, sou produtor e fotógrafo de veículos de um jornal em São Paulo. Trabalho também como fotógrafo freelancer para algumas agências e jornais.
    Eu fiz a fotografia ao lado durante as manifestações na Avenida Paulista, em São Paulo.  Cliquei da janela de um apartamento no sétimo andar. Após grandes confrontos com a Polícia Militar, o governo proibiu o uso da força e explosivos. Famílias inteiras participavam caminhando juntas, levando uma bandeira do Brasil e cantando o Hino Nacional brasileiro.”

    Acompanhe o trabalho de Ivan no Flickr:

    Ivan Ribeiro Photostream

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  • Juliana Bezerra – Uma brasileira em Madrid Profissão Expatriados
    Uma brasileira em Madrid
    Juliana Bezerra – Uma brasileira em Madrid
    Juliana Bezerra de Menezes Pinto Rodrigues, 37 anos, mora há quatro anos no exterior com o marido brasileiro. No Brasil ela era professora de História e musicista. Na Espanha trabalha como professora de português e escritora. De Madrid, ela escreve em dois blogs.  O “Rumo a Madrid”, que  é um blog turístico onde mostra a cidade e redondezas, costumes, exposições e dá dicas para quem vai como turista na capital espanhola. O outro blog chama-se “Um ano na Espanha”, onde  conta a sua história pessoal no país. Fala das suas descobertas, dos estudos, mas também da arquitetura, da cultura da Espanha e de outros países que visita. Também fala sobre sua experiência como mãe no estrangeiro. Na entrevista a seguir ela fala sobre sua experiência profissional na Espanha.
    Juliana, por que você foi morar fora do Brasil? 
    Porque estava cansada da violência e queria muito viver a experiência de morar na Europa.
    Como foi ingressar no mercado de trabalho? 
    Foi relativamente fácil porque sou mão de obra especializada e os espanhóis preferem aprender o idioma com um nativo.
    Ou como foi possível cursar um mestrado na Espanha?
    Sobre o mestrado tive que cumprir os pré-requisitos que a universidade de Alcalá pedia. Os requisitos para entrar na Universidade de Alcalá foram: estar formado em uma faculdade de preferência com área afim à História e&nbsp cartas de recomendação. Tudo isso legalizado pelo Ministério de Relações Exteriores – Educação, reconhecido em cartório, carimbado pelo consulado espanhol e traduzido.
    O que você mais gosta no seu trabalho?
    Gosto de ensinar, não me importa se é História ou Português. Aliás, uso muita história e música para ensinar o idioma.
    Precisou estudar para atuar na nova profissão?
    Precisei recordar algumas regras gramaticais para dar aulas. Vou estudando conforme as dificuldades surgem.
    Há quanto tempo atua na nova atividade?
    Sou professora de português há três anos. Como escritora, estou com meus blogs, “Rumo a Madrid” e “Um ano na Espanha”. Também colaboro escrevendo sobre a Espanha no site “Brasileiras pelo mundo” e sou blogueira cultural da revista Brazil com Z.
    O que lhe dá mais prazer nessa nova atuação?
    O fato de estar sempre aprendendo, conhecendo gente nova e também me adaptando constantemente. Cada aluno tem sua particularidade.
    Como é sua rotina de trabalho?
    Em primeiro lugar, ler jornais e livros sobre a Espanha e sobre o Brasil. Planejo minhas aulas praticamente sob demanda. No começo foi muito difícil, mas agora já consegui estruturar a parte gramatical e fico mais livre para buscar textos e filmes. Procuro atualizar-me e aprender constantemente sobre Madri em seus múltiplos aspectos. Igualmente sempre ando atenta nas ruas porque as novidades alimentam os blogs que escrevo. Nunca deixo de levar a câmera fotográfica ou de ter memória no celular!
    Que conselho daria para quem está mudando agora para o exterior e gostaria de trocar de profissão? 
    Juntar um dinheirinho antes. Ficamos quase dois anos sem sair ou viajar para poder economizar o suficiente para estar um ano tranquilos. Deu certo. No mais, o básico: estudar o idioma e se informar sobre o país em todos os aspectos.
    Mais alguma coisa? 
    Obrigada pela oportunidade.

     

     

     

    Acompanhe o trabalho de Juliana nas redes sociais, blogs e colunas: 

    Revista Brazil com Z:  www.revistabrazilcomz.com

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  • Brasileiros na Alemanha: Thiago Conceição por Maricélia Wiesböck
    Brasileiros na Alemanha
    Thiago Conceição Santos é um modelo brasileiro (muito simpático) de 28 anos que mora em Munique, na Alemanha,  desde 2013. O que ele mais aprecia na cultura alemã é a organização, o que menos gosta é a comida e sente grandes saudades da praia.
    Thiago foi clicado por Maricélia Wiesböck, uma fotógrafa brasileira de sucesso que também vive na Alemanha. Maricélia Wiesböck nasceu na Bahia, cresceu em São Paulo e há 17 anos mora fora do Brasil.

    A matéria original você encontrará na última edição da Brasileiros Mundo Afora.

    Brasileiros na Alemanha
    Brasileiros na Alemanha

     

     

    Brasileiros na Alemanha

     

    Brasileiros na Alemanha

     

    Brasileiros na Alemanha
    Thiago Conceição

    Brasileiros na Alemanha

    Acompanhe Thiago nas redes sociais:
    thiago.conceicao.1485  |  Instagram: @Thiago0

    Acompanhe o trabalho de Maricélia nas redes sociais:
    www.maricelia.com  |  www.facebook.com/MariceliaWiesbockfotografie

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  • Correndo com Ana Elisa na Dinamarca – esporte e saúde
    Ana Elisa de Melo Audun mora há seis anos com o marido na Dinamarca, onde trabalha como consultora e gerente de projetos. Há três anos, ela começou a correr e não parou mais. Em entrevista, ela nos conta sobre como começou a praticar corrida e dá dicas valiosas para quem está iniciando. Além disso, escreve no blog Corra Comigo sobre o seu dia a dia como esportista.
    O início da minha história com a corrida foi um pouco complicada. Eu e o Thomas, meu marido,  começamos a correr há três anos, pois estávamos um pouco acima do peso e queríamos nos exercitar. A primeira vez que corremos, eu fiz 500 metros e estava praticamente com “a língua batendo no umbigo” (risos) e muito cansada. Mas não desisti e comecei a andar e a correr frequentemente até conseguir chegar aos cinco quilômetros. Me encantei, fiquei completamente apaixonada pelo esporte e em poucos meses eu consegui correr dez quilômetros.
    Como eu tenho um cisto benigno, desde que nasci, no joelho, logo comecei a sentir dores fortes e muitas pessoas me aconselharam a parar de correr. Mas como parar, se eu tinha me encontrado na corrida? Procurei então um fisioterapeuta, comecei o tratamento, mas ele me disse que eu nunca conseguiria correr mais que cinco quilômetros. Não tive dúvida e troquei de fisioterapeuta. O próximo me passou vários exercícios, os quais sigo à risca até hoje. Em abril deste ano, corri a minha quinta meia-maratona! Foi fácil? Não! Doeu? Sim! Chorou? Sim, chorei… mas jamais desistir é o meu lema.

    Conciliando esporte e o dia a dia
    Duas vezes por semana, acordo às 5 h 45 da manhã, vou para o trabalho correndo oito quilômetros e meio, faça chuva, sol ou neve. Levo roupas para trocar e tudo o mais de que preciso no dia anterior para o trabalho, onde temos toda uma infraestrutura para guardar nossas coisas e tomar banho. Nos dias em que corro, levo somente uma mochila com o resto das coisas de que vou precisar durante o dia. Nos outros dias, vou de bicicleta ou nado quando chego em casa. Outras vezes faço yoga e treino funcional duas vezes por semana de 20 a 30 minutos, em casa, antes de sair para o trabalho. Aos domingos, me exercito em grupo e adoro quando corremos por parques ou pela praia. No grupo de corrida, conheci gente nova e fiz amizade com pessoas que tem a mesma paixão que eu.

    Eu diria que, como sou bem disciplinada durante a semana, não foi difícil para mim integrar o esporte no meu dia a dia. Mas, se eu acordar 10 minutos mais tarde, por exemplo, já perdi o treino da manhã. Claro que isso acontece de vez em quando, afinal, eu sou humana. Em dias assim, vou então trabalhar mais cedo para sair mais cedo também e completar o treino. Eu simplesmente amo correr, ver as pessoas passeando, crianças brincando, entrar em contato com a natureza, sentir o sol na pele, respirar o ar puro.

    “Sentir a sensação de liberdade que a corrida proporciona é divino.”

     

    No fim de semana é mais complicado. Preciso conciliar o esporte e amigos, que têm uma certa dificuldade para entender que agora eu perdi um pouco o interesse em beber e ficar acordada até tarde. Mas devo confessar que amo beber vinho no sábado à noite, o que às vezes me faz sofrer no treino de domingo. Mesmo assim só dispenso na semana que tenho competição.
    Primeira maratona e Iroman

    Minha primeira maratona foi um projeto pessoal que exigiu muito de mim. Uma grande ajuda é o fato de, na minha família, haver vários corredores. Assim nos entendemos, nos ajudamos e nos motivamos. Treinei seis dias por semana, mas corri apenas três vezes, para evitar lesões. Nos outros dias alternei ciclismo e natação. Aqui conto mais sobre esta experiência: Quando o sonho é maior que a dor: Enfim Maratonista.

    Outro sonho realizado foi completar um Iroman. “Ana você é um Ironman”, como eu sonhei com esta frase este ano, e como este ano foi complicado… Quando decidi fazer essa prova eu nem sonhava no que me aguardava, em todas as provações que eu teria que passar para chegar até aqui, não só provações físicas como o treino, mas desafios mentais que eu teria que superar para conseguir treinar.

    “Ana você é um Ironman”, como eu sonhei com esta frase este ano, e como este ano foi complicado… Quando decidi fazer essa prova eu nem sonhava no que me aguardava, em todas as provações que eu teria que passar para chegar até aqui, não só provações físicas como o treino, mas desafios mentais que eu teria que superar para conseguir treinar.

    Leia mais aqui: http://corracomigo.com/voce-e-um-ironman/ | Blog de corrida de rua e Triatlo

    Corra comigo…
    Aqui na Dinamarca, o esporte me trouxe amigos e motivei muita gente onde trabalho a correr. Há também um grande incentivo do governo dinamarquês, muita gente corre e anda de bicicleta aqui. Eu também faço parte do projeto Løbmed, que significa corra comigo, onde ensinamos as pessoas a correr de forma correta. Foi daí que saiu o nome do meu blog de corrida corracomigo.com. Se eu ajudo as pessoas aqui, por que não ajudar no Brasil também? Passei a escrever sobre tudo o que aprendo por lá e isso me traz uma satisfação enorme.
    Dicas da Ana Elisa


    Para quem quer começar, a melhor dica que eu posso dar é: verifique a sua saúde primeiro. Depois siga algumas regras básicas:
    1. Comece devagar andando e correndo. Correr é uma atividade de alto impacto e seu corpo precisa se acostumar com o esforço.
    2. Só correr não é suficiente. Treino funcional ou de musculação deve ser feito para fortalecer os músculos, para que aguentem o impacto da corrida.
    3. Escolha um tênis apropriado e compre um ou dois números maiores do que o que você usa normalmente.
    4. Tenha um objetivo para estar sempre motivado, como, por exemplo, correr os primeiros cinco quilômetros, emagrecer, virar maratonista, ter um tempo para você mesmo.
    5. Curta e aproveite cada segundo correndo. Quando começar, você vai encontrar a sua motivação.

     

    “Correr é maravilhoso e muda a nossa vida para melhor.”

     

    Acompanhe Ana Elisa nas redes sociais:

    www.corracomigo.com | facebook.com/corracomigoofficial | Instagram: @corracomigo

     

     

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  • Permita-se o ridículo – Aprender alemão – Do lado de cá por Vanessa Bueno
    Foto de Claudia Pegoraro – Felipe o pequeno viajante

    “Aprendi há muito tempo que, quando somos o gigantesco visitante de fora numa remota cultura estrangeira, faz parte do serviço virar motivo de ridículo. Na verdade, como hóspedes bem-educados, é o mínimo que podemos fazer”. O trecho do livro Comprometida, de Liz Gilbert, expressa bem o meu sentimento em relação ao aprendizado de uma nova língua em um país estrangeiro. Moro há dois anos na Alemanha e, ainda hoje, as pessoas riem do meu sotaque. Mas não é deboche, elas acham “bonitinho”. Não é uma situação muito agradável, porque às vezes o assunto é bem sério e o que recebo de volta é uma gargalhada. O jeito é rir junto!

    Conheci por aqui japoneses, coreanos e muita gente de países árabes. E quando vejo essas pessoas tendo que aprender um novo alfabeto, penso que ainda estou no lucro. Alemão é um idioma difícil, todos sabemos, mas tem suas facilidades. Tem uma lógica interessante na construção das palavras,que me agrada muito. Luva, por exemplo, chama-se Handschuh, o que, numa tradução literal para o português seria, “sapato de mão”. Algumas especialidades médicas são bem fáceis de entender também. Ginecologista chama-se Frauenarzt, que significa médico de mulheres, pediatra é Kinderarzt, “médico de crianças”, e por aí vai.

    Há algumas coisas engraçadas também. Por exemplo, a palavra “virgem” em alemão significa “mulher jovem”, o que poderia ser questionado nos dias de hoje. O problema começa quando se juntam três ou mais palavras para se dizer algo, porque palavra composta não existe aqui. Elas simplesmente se grudam e, só em alguns casos, recebem um “s” auxiliar. Um exemplo: Geburt (nascimento), Tag (dia), Geburtstag (aniversário, ou dia do nascimento, numa tradução literal). E dá para juntar uma terceira palavra ainda: Geburtstagskind (Geburt=nascimento, Tag=dia, Kind=criança), ou seja, aniversariante.

    A minha teoria é que, como aqui é muito frio, os alemães não tinham muito o que fazer nos invernos
    rigorosos e resolveram criar umas regrinhas de gramática e ortografia para deixar o idioma mais “atraente”, ou afastar os estrangeiros, vai saber. A primeira coisa que realmente não consigo entender e que me irrita até são os números ditos ao contrário. Como assim? Ao invés de dizer “oitenta e três”, os alemães pronunciam três e oitenta. Imagina isso no supermercado agora, quando os números são ditos rapidamente pelas meninas do caixa e ainda acompanhados dos centavos. Simplesmente impossível de entender. Eu olho direto para a máquina registradora. Ainda bem que ela existe. O segundo item da lista de coisas irritantes são os verbos que se separam. Sim, os prefixos vão parar no fim da frase. Agora até que me acostumei, mas no começo sempre perdia o prefixo no meio do caminho. E a terceira coisa que também incomoda bastante é o artigo neutro. Além dos artigos “o” e “a”, masculino e feminino, existe o artigo neutro. E não há lógica nenhuma que explique porque é neutro, feminino ou masculino. Se bem que no português também não existe, né? Por que dizemos “a árvore” e não “o árvore”? Tentar achar essa reciprocidade no alemão, então, não funciona.

    Resumindo: Todos os estrangeiros, e arrisco a dizer que até alguns alemães, erram o uso do artigo uma vez ou outra, ou muitas. Aprender um novo idioma é meio como voltar a ser criança, se observarmos. A ideia inicial é garantir as necessidades básicas. Conseguir se locomover, comprar comida, ir ao médico… Já faço tudo isso sozinha, mesmo pagando alguns micos. Acho que estou no estágio adolescente da minha relação com o idioma. Não é fácil, há dias em que dá vontade de atirar tudo para cima, comprar um passagem só de ida para o Brasil e voltar para a minha vida profissional com o meu português querido. Nesses momentos, respiro fundo e sigo me dedicando com afinco a essa língua totalmente nova. Não me contenta saber o básico, usar verbos no infinitivo e cometer erros de gramática, com o intuito único de me fazer entender. Quero mais. Quero ter livre arbítrio para decidir que caminho profissional seguir, sem limitações com a língua. Isso significa que ainda tenho um longo caminho a percorrer, mas vamos em frente. Sem esquecer, claro, que faz parte do serviço ser motivo de ridículo!

    Perguntamos aos brasileiros mundo afora sobre suas experiências com novos idiomas. Deem uma olhada no que descobrimos:

    “Para mim, esse é o assunto mais complexo do processo de mudar de país. Fiz um curso de alemão
    durante um ano, mas já constatei que é muito pouco. É desesperador não entender as pessoas e os
    filmes por exemplo. Procuro assistir televisão, pois exibem filmes simples, com muito romantismo e
    final feliz, nada muito complicado. O fato de falar inglês, neste caso, atrapalha porque acabamos
    falando em inglês quando o assunto é mais sério.” Ana Teresa Schwarz, natural de São Paulo, capital, vive na Alemanha há dois anos.

    “Eu nunca imaginei que um dia poderia me comunicar em quatro idiomas: português, inglês, espanhol e finlandês. Estudei inglês ainda na adolescência, mas nunca levei a sério. Foi somente quando casei e mudei para o México que comecei a fazer uso do inglês. Paralelamente aprendi o espanhol que, ao contrário do que muitos dizem, não é tão similar ao português. Paguei muitos micos por acreditar nessa similaridade. Depois dessa etapa, mudamos para a Finlândia e foi aí que a minha confiança pessoal sumiu. O finlandês é um idioma com uma lógica totalmente diferente. Todas as palavras, sem exceção, mudam dependendo do que você quer dizer. Outra grande dificuldade são as vogais e consoantes duplas, para quem está aprendendo, elas são quase imperceptíveis e podem causar uma confusão terrível. Por exemplo: Mato (minhoca) eMatto (tapete). Já disse: Que tapete bonito e entenderam que minhoca bonita.” Sandra Kautto, natural de Manaus, vive na Finlândia há três anos.

    Beijo e até a próxima!

    Vanessa

     
     
    Vanessa Bueno é jornalista e expatriada. Mora na Alemanha há um ano e escreve sobre a vida Do lado de cá, ou seja, de fora do Brasil. A ideia é gerar debates sobre as diversas situações que permeiam a vida de brasileiros mundo afora. Falaremos por aqui, por exemplo, de trabalho no exterior, dificuldades com a língua, diferenças à mesa, criação dos filhos, e tudo o mais que surgir, sempre com a participação especial de nossos leitores.

     

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  • Jogar lixo na rua não é cool!
    Jogar lixo na rua não é cool!
    Jogar lixo na rua não é cool!
    No Brasil, já existem algumas leis municipais que proíbem as pessoas de jogar lixo nas ruas. A lei  inibi o cidadão, mas a mudança de comportamento só ocorre com a conscientização. É preciso que cada um faça a sua parte. 
    Aqui na Alemanha também existem ruas sujas, lixeiras explodindo de lixo, outras tocadas fogo. Vandalismo é um fenômedo mundial. Mas de modo geral, não se vê as pessoas jogando lixo nas ruas. As crianças desde cedo são orientadas e acostumadas a não jogar lixo na rua. É mesmo uma questão de concientização desde cedo: jogar lixo na rua é um desrespeito muito grande.
    Selecionei algumas fotos interessantes sobre lixeiras e campanhas contra o lixo. Além disso, deixo aqui o vídeo curtíssimo com alguams dicas muito legais sobre atitudes sustentáveis no trabalho (e em casa).

    Quando terminar de ler e sair do quarto, não esqueça de apagar a luz :o)

     

    Jogar lixo na rua não é cool!
    Lixeiras em Berlim: “Uma entre 20.356 filiais”, “Para o cigarro depois”, “Os seus papeis por favor”…

    Celebridades suíças em campanha a favor da separação de lixo

    Eu separo o lixo e você?

     

    Eu separo o lixo e você?

     

    Eu separo o lixo e você?

     

    Recicle seus vidros!

     

     

     

    Obrigado por jogar seu lixo na lixeira e não nos trens.

     

     

     

     

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  • Emprego na Alemanha – foi demitido e agora?
    Algumas dicas de como lidar com uma demissão
    Foi demitido e agora?
    Até hoje a vida sempre foi muito generosa comigo. Nesses 41 anos eu tive muitas alegrias: uma infância maravilhosa, uma adolescência com poucas turbulências, alguns amores, um grande amor, família, carreira. E vivi, como todos nós, também algumas dores, entre elas uma demissão. E é sobre este ponto que eu quero falar hoje.

    Ser demitido, mesmo que motivos de força maior, é humilhante

    O meu contrato de trabalho, assim como o de outros colegas, não foi renovado por questões financeiras da empresa. Depois de meses avisando que muitos de nós iriam “pra rua”, fazendo aquele suspense insuportável, o dia “D” chegou. Eu sempre pensei que eu teria tempo, depois de ser mandada embora, de procurar um novo emprego e me acostumar com a ideia de ser desempregada novamente. Mas nada disso! Fui chamada para a conversa no útimo dia do mês e… “sinto muito, mas nós não vamos poder renovar o seu contrato”.

    Eu: “Por que?”
    Ele: “Estamos reduzindo os custos com o pessoal, precisamos reestruturar o quadro de funcionários”
    Eu: “Ok…”
    Ele: “Você pode trabalhar até o meio do mês seguinte ou nos deixar imediatamente”
    Eu:”Imediantamente? Como assim?“ 
    Ele: „Pegue suas coisas e vá para casa…“

     

    Vocês podem imaginar a minha cara? Foi um choque! Eu peguei esse emprego, muito mal pago e bem abaixo das minhas qualificações, por querer entrar no mercado de trabalho alemão. Trabalhei bem, fiz amizades e levei muita tralha, afinal tinha ido para ficar. Um livro, uma revista, um travesseiro para as minhas costas, um apoio para os pés, um litro de água mineral, o almoço do dia. Imaginem eu juntando essa tralha toda e saindo do escritório, dizendo adeus para quem uma hora atrás ainda tomou um café comigo.
    Já lá fora, a primeira sensação foi de frustração e culpa. Será que eu tive minha contribuição para ter sido demitida? Os sentimentos a seguir foram de raiva, rejeição, ansiedade e medo. E agora? Estou com 40 anos, sem emprego, sou incapaz…
    A minha estratégia para sair do fundo do poço e parar de engordar (coloque uns 10 quilos a mais aí na balança) foi voltar a estudar. O estado alemão não paga seguro desemprego para quem trabalhou menos de um ano, mas ele paga cursos para você se especializar dentro da sua área!

    E aqui estou eu. Fiz cursos de mídias sociais, marketing online, como fazer palestras e agora por último estou fazendo o curso para me habilitar como instrutora. Não está sendo fácil. Mas eu não sei como é aí onde você mora; aqui na Alemanha, você precisa de um diploma para tudo (quase tudo) o que você quiser fazer. Então vamos em frente…

    Aqui entre nós: estudar é melhor que ficar jogada de pijama no sofá :o)

    Algumas dicas de como lidar com uma demissão
    Se reinventando… de novo!
    Para quem mora na Alemanha
    Se você está nesta mesma situação, eu te aconselho a procurar a “Agentur für Arbeit” (Agência de Trabalho do Estado) que é responsável por você. Cada região ou bairro tem uma em especial para cada cidadão. Quando você for lá para fazer sua entrevista, vá com ideias e argumentos formulados do que você quer fazer. Lá eles não gostam de “coitadinhos”, esta é a dura realidade. Vá confiante, seguro de sí, mesmo que você não se sinta assim, e boa sorte!
    Coloque seu PLZ no formulário. Ele irá consultar para você qual é a sua Agentur für Arbeit.

    Deixo aqui alguns links que possam te ajudar:

     

    ComcaveCollege  – escola onde eu fiz meus cursos (existem outras) com uma lista dos cursos que existem e que podem ser financiados pela Agentur. Curso de línguas e muito mais.
    SocialMedia Manager IHK – curso de mídias sociais que que fiz e paguei eu mesma
    Fez um curso legal? Encontrou um novo emprego? Compartilhe suas experiências conosco.
     
    Beijos Claudia

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  • Publicar seu próprio livro – entrevista com André Averbug
    André Averbug
    André Averbug

    O carioca André Averbug trabalha como consultor econômico e de empresas start-up em Washington DC, nos Estados Unidos, onde mora com a família. No final de 2012, André publicou seu primeiro livro,O Meio e o Si. Em entrevista exclusiva, ele fala sobre sua obra e dá dicas sobre como publicar um livro de forma descomplicada.

    Brasileiros Mundo Afora: André, o que motivou você a escrever um livro?
    A vontade de compartilhar minhas ideias, documentar minha visão do mundo e das pessoas. Quando decidi escrever meu primeiro livro, a dúvida era sobre a melhor forma de apresentar minhas ideias. Decidi por um romance, pois é mais flexível que um não-ficção, proporcionando mais possibilidades tanto ao leitor quanto ao escritor. O romance nos permite navegar pelo lado mais íntimo e sutil dos acontecimentos, aguçando a sensibilidade e trazendo à tona questões que a não-ficção nem sempre consegue. Acho que foi a decisão acertada, até porque cada vez que o releio ou converso com alguém que leu o livro, descubro um ângulo novo, no qual eu ainda não havia pensado quando escrevi.

    Brasileiros MundoAfora: Como surgiu a ideia do livro?
    Uma vez assisti a uma palestra, onde disseram que a melhor forma de começar um romance é sentar na frente do computador e começar a escrever sem medo de errar. Foi mais ou menos o que fiz. Assim como o protagonista, tomei meu rumo e fui ver no que dava. Aos poucos fui tendo ideias que se encaixavam bem e em certo momento já sabia para onde queria ir e tinha o roteiro bem costurado.
     
    Brasileiros MundoAfora: O livro fala sobre você?
    Fala sobre nós, seres humanos. A frase de abertura, do Camus, é emblemática: “O ser humano é a única criatura que se recusa a ser o que é.” Temos instintos, impulsos, vontades, que são oprimidos – para o bem e para o mal – pelas normas que nos impomos. Nossas atitudes, sentimentos e até certas decisões “racionais” são regidos pelo processo evolucionista. Claro que temos a ética, a moral e os princípios sociais de convivência, mas no fundo somos “criaturas”, como disse o Camus. O assunto sempre me fascinou, e o livro, em última instância, é sobre esse conflito: ser social versus ser instintivo. Mas O Meio e o Si é escrito de maneira bem leve (não saberia escrever de outra forma), portanto para muitos pode significar apenas uma despretensiosa aventura de um personagem pequeno-burguês em busca de algo mais. Uma das coisas de que mais gosto no livro é justamente que a interpretação fica realmente a critério de cada um, inclusive quanto ao que é real e… Bom, não vou estragar a trama (risos).

    Brasileiros Mundo Afora: Quanto tempo você levou para escrever O Meio e o Si?

    Cerca de um ano, mas sempre em tempo parcial. Escrevia um pouco à noite, mais um pouco nos finais de semana. Às vezes passava semanas sem tocar no texto. O importante é a persistência e não ser muito perfeccionista, pelo menos no começo, senão não acaba nunca. Depois, aos poucos, polimos as arestas.
    Brasileiros Mundo Afora: Você publicou seu livro na Amazon. Conte mais sobre essa experiência.
    Eu usei o esquema independente da CreateSpace, que é uma empresa do grupo Amazon. É bom, pois você não precisa fazer investimento algum. O livro está disponível na Amazon (eBook e papel) e é impresso de acordo com a demanda. Agora, se você quiser vender em uma livraria, tem que fazer todo o esforço de contatos e marketing sozinho, e isso é bem difícil. Consegui uma parceria com a Livraria da Travessa, no Rio de Janeiro, mas sei que eles não fazem mais isso. O estoque eu compro da CreateSpace (preço de autor) e repasso para a Travessa. Para divulgação, o ideal seria eu participar mais de leituras, festivais, organizar lançamentos promocionais, mas infelizmente não tenho tempo.
    Outra opção para financiar a publicação de um livro é usar sites de crowdfunding*. Assim você pode levantar também recursos para marketing e, quem sabe, contratar um especialista para ajudar na divulgação. Mas a grande desvantagem dessas produções independentes é que não conseguimos distribuir em grande escala para as livrarias, que, principalmente no Brasil, ainda são os principais canais de venda.

    Brasileiros Mundo Afora: Quando podemos esperar o segundo livro?
    Acho que um segundo livro não vem tão cedo. O primeiro foi um desafio pessoal e que teve um sabor especial. Também acho que esse livro pode ser mais explorado antes de se pensar em um segundo. Ainda quero tentar uma editora tradicional para profissionalizar sua distribuição e aumentar as vendas. Também sou cinéfilo e adoraria que algum roteirista se animasse a trabalhar no projeto “O Meio e o Si – O Filme” (risos). Mas sigo escrevendo quase diariamente, nem que seja meia horinha à noite. Tenho dois blogs, um homônimo do livro e um em inglês, focado em empreendedorismo, chamado Entrepreneurship Compass. Convido todos a segui-los:

    O Meio e o Si 

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