Doors PortasMuitas pessoas  perguntam porque eu fotografo portas e janelas e a resposta é muito simples: 
Há um ano atrás eu lí o livro Comprometida de Elizabeth Gilbert. E desde então eu fotografo portas e janelas mundo afora. O livro não fala de arquitetura, mas abriu os meus olhos para as belezas dessas verdadeiras obras de arte. 
 Mas afinal, do que o livro trata? 
A história de Comprometida começa 18 meses depois do fim do livro anterior “Comer, Rezar, Amar” (excelente!). Uma crônica sobre o ano em que a autora largou o marido, se livrou de todos os bens materiais, demitiu-se do emprego e partiu para uma viagem pelo mundo, sozinha. 

Enquanto o bestseller “Comer, Amar, Rezar”, encanta e toca de forma tal, que é quase impossível não indicar ou mesmo comprar a obra para sua melhor amiga, o livro Comprometida é, na minha opinião, um exemplar para se ter na cabeceira de cama. Um desses que você não precisa e talvez nem consiga ler da primeira à última página de só vez. 

Doors Portas

Em um capítulo muito interessante do livro, ela compara o casamento com uma casa com porta (digo eu), janelas e paredes e analisa as raízes da infidelidade no casamento: 

 “Como é que pessoas boas e decentes se vêem varridas de repente por correntes do desejo e destroem sem querer vidas e famílias? Pessoas fiéis e confiáveis que, contra seu próprio bom senso ou código moral, se perdem: “eu não procurava amor fora do casamento, só que aconteceu!”. 

Shirley Glass, psicóloga, descobriu que, se escavarmos um pouco mais a infidelidade, quase sempre vemos que o caso começou muito antes do primeiro beijo roubado. Segundo ela, a maioria dos casos começa quando o marido ou a mulher fazem um novo amigo e nasce uma intimidade aparentemente inofensiva. 

Ninguém sente o perigo se aproximar, porque, afinal, o que há de errado na amizade? A resposta, como explica Glass, é que não há nada errado quando alguém casado começa uma amizade fora do matrimônio, desde que as “paredes e janelas” do relacionamento continuem no lugar certo.

Doors Portas

A teoria é que todo casamento saudável se compõe de paredes e janelas. As janelas são os aspectos do relacionamento abertos ao mundo, isto é, brechas necessárias pelas quais interagimos com a família e os amigos; as paredes são as barreiras de confiança, atrás das quais ficam guardados os segredos mais íntimos do casamento. Entretanto, nas amizades supostamente inofensivas, o que acontece é que começamos a dividir com o novo amigo intimidades que deveriam estar escondidas dentro do casamento. Revelamos segredos sobre nós, nossos anseios e frustrações mais profundas, e se expor assim dá uma sensação boa. Abrimos uma janela onde na verdade deveria haver uma parede sólida e resistente, e logo nos vemos derramando os segredos do coração para essa nova pessoa. Não querendo que o cônjuge tenha ciúmes, mantemos ocultos os detalhes da nova amizade. Com isso, criamos um problema: acabamos de construir uma parede entre nós e o cônjuge onde na verdade deveria haver circulação livre de ar e luz. Portanto, toda a arquitetura da intimidade conjugal foi rearrumada. Todas as antigas paredes agora são imensas janelas panorâmicas; todas as antigas janelas agora estão emparedadas como as de uma casa abandonada. Sem perceber, acabamos de criar a planta baixa perfeita para a infidelidade…” 

Doors PortasSeja como for, eu gostei muito da comparação feita e desde então fotografo com grande paixão portas, janelas e até mesmo casas abandonadas. O fascinio da fotografia pra mim é justamente conseguir enxergar e captar a beleza onde aparentemente nenhuma existe.

Se você também fotografa algum motivo com grande entusiasmo, conta pra gente a sua história!

Bjs

Claudia

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