• Zurique semana passada em clima de Natal
  • Um Dia –  David Nicholls em Berlim
    David Nicholls esteve em Berlim há alguns dias atrás para apresentar seu livro “One Day” – Um Dia – e falar sobre o filme que teve sua estreia início de novembro no Brasil. Eu consegui um autógrafo para a minha amiga Gê, que é fascinada por livros.
    Eu fiz dois vídeos para vocês que não puderam estar presentes no evento. David Nicholls é uma simpatia e muito engraçado. 



     

    A webseite oficial do autor:
    http://www.davidnichollswriter.com/

     “Um dia”

    Autógrafo para Gê

    E aqui vcs podem ler/baixar o primeiro capítulo do livro:

  • Sweet Berlin

    Heute haben wir unsere Freundin Tainá Guedes (Tatai´s Kitchen) bei “Sweet Berlin” besucht. Sie war mit ihren Leckereien wie Cupcakes, Munguzá, Daifuku Mochi mit Brigadeiros dabei. Und war zum Schluss fast ausverkauft.

    Zusätzlich habe ich zum ersten Mal (ich wollte das schon lange) ein Kuchen im Glas probieren. Ohhhh, wieeeee lecker!!!!

     

    Es ist von Olivia: http://www.olivia-berlin.de/

    Hier geht´s zum Naschmarkt:

    Naschmarkt Berlin

  • Heitor e os segredos do amor – François Lelord

    Leia o primeiro capítulo do livro “Heitor e os Segredos do Amor” do autor François Lelord e divirta-se! Bjks Claudia

    Heitor e os segredos do amor
    François Lelord
    320 páginas
    Tradução: Ana Montoia
    Formato: 14 x 21cm
    ISBN: 8588193140

     

    Auf Deutsch:  http://www.amazon.de/Hector-Geheimnisse-Liebe

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    Heitor e o painel chinês

    Era uma vez um jovem psiquiatra chamado Heitor.
    Psiquiatra: eis uma profissão interessante, mas, às vezes, bastante difícil e até mesmo exaustiva. Para torná-la menos exaustiva, Heitor providenciou um belo consultório, que enfeitou com quadros de que gostava muito. Gostava, sobretudo, de um que tinha trazido da China. Era um grande painel de madeira vermelha, ornado de belíssimos caracteres chineses – ideogramas, para os que preferem os nomes exatos das coisas. Quando se sentia cansado de todas as tristezas que lhe contavam, Heitor olhava para os belos caracteres chineses dourados e talhados na madeira e então ele se sentia melhor. Às vezes, as pessoas que sentavam na poltrona à sua frente para contar suas.
    Rogério retrucou que, de fato, essa afirmação podia ser válida para o deus dos chineses, mas ele, Rogério, falava com Deus, o verdadeiro, e então o certo era se expressar alto e bom som. Heitor disse que concordava, mas como Deus ouvia tudo e entendia tudo, Rogério não precisava falar muito alto, bastava pensar nEle. Isso evitaria que tivesse problemas na rua e terminasse passando longos períodos no hospital. Rogério respondeu que essa era a vontade de Deus, pois a fé se reconhece na provação.
    Heitor achava que o novo tratamento que vinha dando a Rogério ajudava-o a falar muito melhor e muito mais. Mas isso não fazia de sua profissão um ofício menos fatigante.
    De fato, o que mais cansava Heitor era o amor. Não o amor da sua vida, mas o amor da vida dos outros, de toda essa gente que vinha conversar com ele.
    Porque o amor parecia uma fonte inesgotável de sofrimentos.
    Alguns reclamavam por não tê-lo, nem um pouquinho.
    – Doutor, minha vida é sem graça, sinto-me tão triste. Queria tanto me apaixonar, sentir que sou amada. Mas acho que isso é para os outros, não para mim.
    Ana Maria, por exemplo, fazia sempre esse tipo de comentário. Quando perguntou a Heitor o que queria dizer aquela frase chinesa, Heitor olhou bem para ela. Ana Maria poderia ser uma mulher sedutora, mas vestia-se como sua mãe e gastava toda a sua energia no trabalho. Heitor respondeu: “Aquele que deseja o peixe, deve ir ao rio.”
    Algum tempo depois, Ana Maria inscreveu-se num coral. Começou a andar mais arrumada, a maquiar-se e a usar umas roupas um pouco menos parecidas com as de sua mãe.
    Outros se lastimavam porque tinham amor demais. Da mesma maneira que tem gente cujo sangue contém colesterol em excesso, para outras pessoas era o excesso de amor que ameaçava sua saúde.
    – É uma coisa terrível, eu devia dar um basta, sei que nossa história acabou, mas não consigo parar de pensar nisso. O tempo todinho. Acha que eu devia escrever para ele? Ou telefonar? Ou então esperá-lo na saída do escritório, tentar vê-lo?
    Essa era Sandra, que, como acontece com certa freqüência, tinha uma história amorosa com um homem que não era livre para ter mais histórias amorosas. De início, ela achou a coisa divertida, porque, era o que dizia a Heitor, não estava apaixonada, mas depois ela ficou apaixonada de verdade, e o fulano também, aliás. Mesmo assim, eles tinham decidido não se ver mais porque a mulher dele começava a desconfiar de alguma coisa e ele não queria deixá-la. E Sandra, então, sofria muito. Quando perguntou o que o painel chinês queria dizer, Heitor teve de refletir um pouco antes de encontrar a melhor resposta para ela: “Instala tua casa no campo que é teu”. Sandra desatou a soluçar e Heitor não ficou muito satisfeito consigo.
    Os homens também sofriam do mal de amor, e vinham vê-lo. Aí, os casos eram bem piores: os homens só têm coragem de ir a um psiquiatra quando estão mesmo muito mal, ou quando já cansaram o ouvido de todos os amigos com suas histórias. Ou quando começam a beber em excesso.
    Lucas, por exemplo, era um rapaz muito gentil, talvez gentil até demais, que sofria enormemente quando as mulheres o deixavam. E ele escolhia justamente aquelas que não eram nada gentis com ele, sem dúvida porque sua mãe não tinha sido muito gentil quando ele era pequeno. Heitor anunciou que o painel chinês queria dizer: “Se a pantera te dá medo, caça o antílope”. E Heitor perguntou bruscamente a si mesmo se havia antílopes na China. Lucas respondeu: “É um tanto cruel como ditado. Os chineses são cruéis, não?”
    Heitor entendeu que dessa vez não tinha ganhado a parada.
    Outros, e eram muitos, homens e mulheres, reclamavam porque conheceram o grande amor de sua vida, mas agora não amavam mais aquela pessoa, embora ainda vivessem juntos e embora ainda sentissem, os dois, um grande e mútuo afeto.
    – Depois de tantos anos, acho que é normal. E a gente se entende tão bem em tudo… Mas há meses não fazemos mais amor… Nós dois juntos, quero dizer.
    Nesses casos, Heitor tinha um pouco mais de dificuldade para encontrar um sentido útil às frases do painel chinês. Ou então soltava banalidades: “O sábio vê a beleza de cada estação”. Mas nisso, nem ele mesmo acreditava.
    Outros, ainda, lastimavam-se porque tiveram, sim, um grande amor, mas não pela pessoa certa.
    – Ai, ai, ai, eu sei que com ele será um horror, como sempre. Mas não consigo evitar.
    Isso dizia Virginia, que ia de paixão em paixão pelos homens que agradam muito às mulheres, o que de início era bem excitante, mas terminava quase sempre em sofrimentos. Heitor conseguiu achar: “Aquele que caça precisa recomeçar todos os dias, aquele que cultiva pode olhar o arroz brotar.”
    Virginia respondeu que era espantoso o que os chineses conseguiam dizer com apenas quatro letras e Heitor percebeu que ela era um pouco mais esperta que ele.
    E havia aqueles que conheceram e viveram o tão desejado amor, mas assim mesmo sentiam-se inquietos.
    – É verdade que a gente se ama. Mas ela é mesmo a pessoa certa para mim? Casamento é coisa séria, para o resto da vida. E eu ainda tenho vontade de aproveitar minha liberdade…
    Nestes casos, Heitor em geral pedia que falassem de seu pai e de sua mãe, e de como os dois se entendiam.
    Outros perguntavam se ainda podiam esperar conhecer o verdadeiro amor, se isso não era coisa boa demais para eles.
    – Não vejo quem eu poderia atrair. No fundo, acho que não sou uma pessoa interessante. Veja, o senhor mesmo, doutor, parece entediado.
    Então, Heitor despertava, e respondia que não, não, de jeito nenhum, não estava entediado. Depois, odiava-se por isso, porque a boa resposta teria sido: “O que faz você pensar assim?”
    Muita gente, enfim, vinha explicar a Heitor que o amor, ou a falta dele, não as deixavam dormir, nem pensar, nem rir, e alguns, até, nem podiam mais viver. Com estes, era preciso tomar muito cuidado, pois Heitor sabia que, por causa do amor, havia quem cometesse suicídio. O que é uma grande bobagem. Nunca faça isso, por favor. E se, por acaso, você andou pensando mesmo em coisas assim, vá logo procurar alguém como Heitor ou então chame um amigo ou uma amiga de verdade para conversar.
    Heitor já tinha se apaixonado e sabia muito bem como se pode sofrer por amor, passar noites e dias pensando o tempo inteiro numa certa pessoa que não quer mais nada com você, perguntando a si mesmo o que seria melhor: escrever, telefonar, ou continuar no silêncio, sem conseguir dormir, a menos que esvazie todas as miniaturas do mini-bar do quarto de hotel da cidade para onde foi, justamente, vê-la, mas ela não quer mais ver você. Claro que hoje esse tipo de lembrança ajudava-o a compreender as pessoas que estavam na mesma situação. Heitor lembrava-se também, e não se orgulhava muito disso, das moças que ele fez sofrer por causa do amor: elas o amavam e ele, bem, ele apenas gostava delas. Até aconteceu de ele viver os dois papéis com a mesma namorada, o do carrasco e o da vítima, porque o amor é complicado. Pior, bem pior: o amor é sobretudo imprevisível.
    Hoje, esse tipo de tormento tinha acabado para Heitor. (Em todo caso, era o que ele pensava quando começou essa história, mas você vai ver o que aconteceu). Ele tinha uma namorada, Clara, que ele amava muito e que também o amava, e eles pensavam em ter um filho juntos e mesmo em se casar. Heitor estava contente, porque finalmente histórias de amor são mesmo muito cansativas. Então, quando você encontra alguém que você ama e esse alguém ama você, você espera que esta seja sua última história de amor.
    Ao mesmo tempo (coisa muito estranha), você fica achando que é um pouco tristonho imaginar que esta seja sua última história de amor. Olha só como o amor é mesmo complicado!
  • HUMBOLDT-BOX BERLIN
  • Um dia – David Nicholls
    Consegui enfim terminar um dos livros mais lindos que já tive em mãos. Uma história de amor contada de forma inteligente, romântica mas sem ser sentimental demais, divertida, realista  e muitas vezes muito, muito triste. Ler um livro com tantas páginas, entre uma troca de fralda e outra, entre uma mamadeira e outra é uma arte. Uma façanha que eu só consigo fazer se uma leitura realmente me prende muito.
    O livro Um dia serviu de base para o filme com o mesmo nome estrelado por Anne Hathaway e Jim Sturgess. Agora é só esperar a estréia nos cinemas, provavelmente em novembro.
    Aqui o resumo do livro e o trailer do filme.
    “Foi um dia memorável, pois operou grandes mudanças em mim. Mas isso se dá com qualquer vida. Imagine um dia especial na sua vida e pense como teria sido seu percurso sem ele. Faça uma pausa, você que está lendo, e pense na grande corrente de ferro, de ouro, de espinhos ou flores que jamais o teria prendido não fosse o encadeamento do primeiro elo em um dia memorável.” – Grandes Esperanças de Charles Dickens.
    Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas – vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

     

    Trailer “One Day”

    Bjks

    Claudia

  • London

    London – 4. August 2011

    Foto: C. Bömmels
    Foto: C. Bömmels

    Foto: C. Bömmels

    Foto: C. Bömmels
    Foto: C. Bömmels
    Foto: R. Bömmels
    Foto: R. Bömmels
    Foto: C. Bömmels
    Foto: R. Bömmels

  • Seeing the world  through a soap bubble

      Berlin, 24. July 2011

     

     

     

     

     

    Fotos: Claudia Bömmels

    * Riesen Seifenblasen mitten in Berlin.
  • Parque de Diversões
    Foto: Claudia Bömmels
    Um parque de diversões é para uns um lugar mágico, para outros um inferninho: as luzes muito claras, a música muito alta, a comida muito doce e tudo muito caro. Uma vez no ano eu vou a um parque desses.
    Onde eu cresci o nosso parque de diversões era a natureza. Um lugar fantástico e onde tudo era possível. Sem luzes, sem barulho, muitas frutas e bem baratinho. Talvez por ser tão contraditório, o parque de diversões exerce sobre mim, pelo menos nessa uma vez por ano, uma força mágica.
    Quando eu cruzo os portões de entrada, minha alma deixa de ser adulta e tudo é festa. Onde mais eu posso ser criança sem me sentir ridícula? Eu vou em todos os carrosséis, como todos os doces que jamais comeria se estivesse no mundo real, grito muito na montanha russa e me emociono em ver a cidade aos meus pés do alto da roda gigante.

     

    Foto: Claudia Bömmels
    No fim da noite, quando vou embora com a alma lavada e adulta novamente, olho pra trás: vejo tantas luzes estridentemente claras, ouço o som alto irritante, a conciência pesa por ter comido tantos doces e o bolso está vazio.
    O que fica é aquele sentimento singular e raro: ser criança de novo não tem preço. Ano que vem não vou deixar de ir. Quando cruzar o portão de entrada, com os bolsos cheios e fome de doce, um mundo mágico vai por algumas horas se abrir para mim novamente.

    Beijocas

    Claudia

    Foto: Claudia Bömmels

     

     

    Fotos: Claudia Bömmels

     

     

  • Somewhere in Berlin …