Zé Zorzan tem 19 anos, é mineiro e trabalha como web designer, sempre mantendo e praticando sua paixão pela fotografia nas horas vagas. No blog Melhor Ângulo, Zé escreve sobre fotografia, arte, cultura e tudo o que o inspira.
Zé Zorzan tem 19 anos, é mineiro e trabalha como web designer, sempre mantendo e praticando sua paixão pela fotografia nas horas vagas. No blog Melhor Ângulo, Zé escreve sobre fotografia, arte, cultura e tudo o que o inspira.

Pedro Papp tem 9 anos e tinha 7 quando ele fez essa fotografia linda com uma câmera Lomo durante uma viagem à Londres.
Sua foto na nossa revista: Lomografia por Pedro Papp
Coisas de Mãe:
“Meu marido é fotógrafo por isto o Pedro, nosso filho, tem uma ligação muito especial com a fotografia. Na nossa viagem para Londres, deixamos ele com uma lomo com uma lente de olho de peixe para descobrir o olhar dele da cidade. Foi muito bacana ver uma criança que nasceu em uma geração onde as fotos são digitais e instantâneas fotografando sem ter ideia do resultado final.” Patricia Papp

Nos anos noventa, eu me mudei do Brasil para Zurique e quando nós íamos ao centro da cidade, um dos programas obrigatórios era fazer uma foto nas cabines “vintage” que ficavam perto da estação central. Nós temos inúmeros retratos desse tempo e as recordações de todo mundo se “espremer” dentro dessas cabines para fazer uma foto conjunta, são maravilhosas.
Um outro dia, andando e me perdendo por Berlim, eu me deparei com uma vitrine cheia de câmeras coloridas, estilosas e diferentes, em uma rua nobre da cidade. Eu nunca imaginei que na era digital, as câmeras Lomo ainda fossem tao queridas!Para ler a matéria completa é só clicar aqui: Lomografia: o jeito desacelerado de fotografar…
E surfando por aí, encontrei uma entrevista do Ducs para a Lomography do Brasil, clica aqui para ler tudo: O Blogueiro brasileiro Daniel Duclos em Amsterdam com a La Sardina

Papos de Luis Fernando Verissimo
— Me disseram…
— Disseram-me.
— Hein?
— O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
— Eu falo como quero. E te digo mais… Ou é “digo-te”?
— O quê?
— Digo-te que você…
— O “te” e o “você” não combinam.
— Lhe digo?
— Também não. O que você ia me dizer?
— Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
— Partir-te a cara.
— Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
— É para o seu bem.
— Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu…
— O quê?
— O mato.
— Que mato?
— Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
— Eu só estava querendo…
— Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
— Se você prefere falar errado…
— Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
— No caso… Não sei.
— Ah, não sabe?
— Não o sabes? Sabes-lo não?
— Esquece.
— Não. Como “esquece”? Você prefere falar errado? E o certo é “esquece” ou “esqueça”? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
— Depende.
— Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.
— Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
— Agradeço-lhe a permissão para falar errado que me dás. Mas não posso mais dizer-lote o que dizer-te-ia.
— Por quê?
— Porque, com todo este papo, esqueci-lo.
Luis Fernando Verissimo

Arlen Keuffer nasceu em 1972 no Rio de Janeiro e vive com a família em Belém, no norte do Brasil. Apesar de ter se formado em advocacia, ele seguiu a carreira de fotógrafo, representando hoje a 3ª geração de uma família de fotógrafos que iniciou com seu avô, o alemão Bernhard Keuffer.Arlen inaugurou seu estúdio em 1998 e destaca-se por criar imagens estilizadas com requinte, charme e sofisticação e seu estilo vai desde o tradicional clássico até o moderno contemporâneo.

Claudia
Nós por aí: Os Brasileiros mundo afora em outros sites…

A ITB é considerada uma das maiores feiras de turismo do mundo e acontece aqui em Berlim. Mais de 10 mil expositores de 188 países compareceram à exposição. O país parceiro do ano de 2013 foi a Indonésia.
A seguir algumas fotos:

Fernanda, como e quando surgiu a ideia de fazer o projeto “Acorda, Amor”?Numa segunda-feira de agosto de 2008, o despertador tocou às 6h da manhã me chamando para fotografar. Eu havia passado o final de semana todo pensando numa maneira de ter a imagem mais presente no dia-a-dia. Sentia falta de fotografar com mais freqüência e ficava sempre esperando ter um tema “brilhante” para começar qualquer ensaio. No fundo, eu sabia que se eu me esforçasse para acordar um pouquinho mais cedo todos os dias eu poderia “encaixar” o ato fotográfico na minha rotina e tê-lo como um exercício para aprimorar o olhar. Foi aí que nasceu o “Acorda, amor”. No começo, era apenas um clique e pronto! Dali tinha que sair “a” imagem! Mas, cinco dias depois, percebi que era injusto colocar tanto peso na fotografia. Por que sair uma grande imagem de apenas um clique? Que presunção é essa? Ou melhor: por que esperar uma grande imagem desse ato fotográfico se o que importa é olhar e olhar e olhar? A imagem é o resultado de tanto olhar. Assim, “Acorda, amor” é apenas um exercício que acontece todas as manhãs antes do café – ou até quando o despertador quiser tocar…
Em Janeiro de 2011 você fez a última foto do projeto que marcou as suas manhãs por mais de dois anos. O que você sentiu depois do último clique?A primeira foto foi exatamente às 07h18 do dia 18.08.2008. Foi aí que o „Acorda, Amor“ começou. Até que abrir os olhos de manhã e pensar em fotografia tornou-se quase um vício, uma mania que não consegui viver sem por mais de dois anos. Não imaginava que o projeto fosse durar tanto. No início, nem era um projeto, na verdade. Era “apenas” fotografar. A última foto do “Acorda, amor” eu fiz no dia 01.01.2011. 10h16. sábado em Ilha Bela, São Paulo. É preciso saber parar. Deixar o tempo ir e com ele as fotografias.
Mesmo assim senti recaídas (risos). Tanto, que depois que me propus a parar o projeto, em janeiro de 2011, acabei retomando-o, esporadicamente, durante o ano de 2011. O sentimento foi assim: “abrir os olhos de manhã e de repente se deparar com uma luz que me fez lembrar fotos do “Acorda amor” e falar: Nossa, isso é acorda, amor! Deixa eu pegar a câmera.” Então, na verdade, não parei totalmente. Atualmente as minhas fotografias estão expostas no Cankarjev Dom em Ljubljana aqui na Eslovênia. E são fotos de 2011!
O projeto apresentou fotos suas e de outros fotógrafos convidados.
Qual foi o critério para fazer parte do “Acorda, amor”?O „Acorda, Amor“ aconteceu de Agosto de 2008 até 01 de janeiro de 2011. Todos os dias eu postava a melhor foto no Flickr (isso também virava um trabalho de edição). No final de 2009 surgiu a ideia de a cada semana convidar um fotografo diferente para fazer um dia da semana de „Acorda, Amor“. Cada semana o convidado era responsável por um dia diferente (numa semana o dia de convidado era segunda, na semana seguinte terça, na outra quarta e assim por diante). O critério foi chamar os fotógrafos que faziam parte do meu ciclo de alguma maneira e que eu apreciasse o trabalho. Em 2009, iniciei a seção “Acorda, amor convida”. A cada semana, um fotógrafo era convidado para fazer suas primeiras imagens do dia. Sempre antes do café da manhã. Participaram mais de 50 fotógrafos, do Brasil e de alguns outros cantinhos pelo mundo como Irlanda, Buenos Aires, Lituânia, Eslovênia, Rússia e Bélgica.
Como você define o seu estilo de fotografar?Poxa, não sei definir meu estilo. Acho que não tenho estilo nenhum. Precisa ter?
Qual foi o tema até hoje que mais te encantou e por quê?Minha avó Madalena. Tenho um projeto sobre ela que se chama Álbum Perdido onde retrato suas memórias e memórias da minha infância passada com ela em Minas Gerais. Fotografei minha avó até os últimos momentos antes de eu me mudar para a Eslovênia. Infelizmente ela faleceu quando eu já estava aqui.
Alguns fotógrafos acreditam que a foto os encontra e não o contrário.
O que você acha?Acho isso uma balela. Tem que ir atrás do tema, tem que pensar, estudar. Suar a camisa, o cérebro e o olho. A fotografia não cai do céu assim do nada. Nós é que vamos atrás, buscando. A relação do fotógrafo tem que ser menos passiva em relação a fotografia.
Na sua opinião não há necessidade de esperar um tema brilhante para começar a fotografar. O que você diria à alguém que está iniciando como fotógrafo?Alguém que está iniciando como fotógrafo: olhe muito ao redor, a forma como a luz ilumina os objetos, veja muitos livros de fotografia, estude, vá à exposições de fotógrafos, converse com fotógrafos, troque experiências e fotografe, fotografe, fotografe.
A entrevista de Fernanda Prado na revista Brasileiros fotografando mundo afora: Acorda, Amor!
Além disso você encontra Fernanda Prado aqui:
www.fernandaprado.com
www.flickr.com/photos/fernandaprado/

Uma das maiores dificuldades de qualquer aspirante a fotógrafo é conseguir boas imagens noturnas ou com pouca iluminação. As fotos saem desfocadas, tremidas, muito claras ou escuras, além de não conseguirmos registrar aquele momento especial. Uma boa câmera, que permita alterar as configurações manualmente, além de um tripé, são essenciais para um bom resultado….
Todas as Dicas para fotografias noturnas você pode ler clicando aqui: Como fotografar à noite ou com pouca luz.

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