A doação de órgãos é na teoria algo maravilhoso e um grande gesto de amor, principalmente quando as doações ocorrem ainda em vida. Na prática, a maioria das doações é feita quando alguém falece. Quando essa pessoa possui uma carteira de doador de órgãos, a questão é mais fácil de ser resolvida. Mas ainda existe bastante resistência por parte dos familiares, que, nesse momento de grande dor, não conseguem ver o maior benefício de uma doação: salvar a vida de alguém ou de várias pessoas. Outro ponto que pesa na decisão contra uma doação é a falta de confiança no sistema. Na Alemanha, por exemplo, já houve escândalos relacionados com o desvio de órgãos para pessoas “erradas” da lista de espera. 
Segundo a Swisstransplant, o Conselho Nacional Suíço para a doação e o transplante de órgãos, o número de doadores registrados na Suíça é muito menor que em muitos países europeus, como na Espanha, onde a taxa é de 37 doadores por milhão de habitantes, enquanto na Suíça ela fica em torno de 13,6 doadores por milhão. Visando aumentar o número de doadores, a Swisstransplant lançou em 2014 o primeiro cartão digital de doação de órgãos do mundo, o aplicativo Echo112 para smartphones. Além desse novo método, é possível adquirir o cartão de doador de órgãos pelo correio.
E no Brasil? De acordo com o levantamento da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) divulgado em junho deste ano, o Brasil registrou crescimento nas doações e nos transplantes de órgãos em 2014. A taxa de doadores também subiu para 14,2 por milhão de habitantes. Segundo o Ministério da Saúde, que coordena o Sistema Brasileiro de Transplantes, há mais de mil equipes preparadas para realizar cirurgias distribuídas pelo Brasil e 400 unidades prontas para atuarem nessa área. Recursos que se concentram infelizmente na sua maioria nos estados do Sul e Sudeste do país. 
A legislação brasileira sobre o processo doação para transplante estabelece que somos todos doadores de órgãos desde que, após a nossa morte, um familiar (até segundo grau de parentesco) autorize, por escrito, a retirada dos órgãos. 

Portanto, não basta querer ser um doador de órgãos. A família também precisa saber, pois são eles que vão autorizar os médicos a fazer o transplante. Diga em casa, diga para seus amigos, diga para todo mundo que você quer ser um doador. 

O Cartão do Doador é uma opção, para que a família se conscientize e autorize a doação. O cartão é personalizado com as principais informações.  O cartão pode ser solicitado de qualquer lugar do Brasil e será enviado via correio sem nenhuma despesa para o solicitante.

Um bom exemplo no Brasil é o caso do vocalista Fábio Beça, do Grupo Bom Gosto, que fez um transplante de rim no final de 2014, doado pela prima. O Grupo Bom Gosto reuniu populares sambistas brasileiros em torno da campanha para doação de órgãos “Gesto de Amor”, tendo como objetivo justamente chamar a atenção para a importância de ser um doador. Ninguém melhor que Fábio Beça para testemunhar que a doação de órgãos é muito mais que simples teoria. É mesmo um grande gesto de amor que salvou sua vida.
 “O gesto de doar a quem necessita por si só já é sublime. E doar uma parte de si é, sem dúvida, uma grande prova de amor. Um sublime gesto de amor.” Grupo Bom Gosto

Revista Brasileiros Mundo Afora versão impressa
Capa comum: 84 páginas
Dimensões do produto: 14,8 x 21 cm
Editora: Brasileiros Mundo Afora
Idioma: Português

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